AGRONEGÓCIO
Biotecnologia fortalece resiliência do agro brasileiro frente às mudanças climáticas
AGRONEGÓCIO
Agro brasileiro aposta em inovação para enfrentar clima extremo
Diante do aumento da volatilidade climática, o agronegócio brasileiro busca tecnologias que aumentem a previsibilidade das safras, reduzam riscos agronômicos e protejam a produtividade. Duas soluções inovadoras vêm ganhando destaque: o VacStress, da Agrilife, e a Arbolina, da Krilltech.
VacStress: “vacina vegetal” prepara planta para estresse
O VacStress atua como bioestimulante, sinalizando a planta para ativar mecanismos de defesa e produzir osmoprotetores, como a prolina, essenciais para mitigar estresses hídricos, térmicos e químicos.
Cria uma memória fisiológica que permite respostas mais rápidas a secas, calor ou déficit hídrico.
Testes em soja, milho e feijão indicam ganho de produtividade entre 2 e 3 sacas por hectare.
Desenvolvido em parceria com a belga Fyteko, é patenteado e exclusivo no Brasil.
Estudos estão em andamento para café, cana-de-açúcar, hortifrúti e fruticultura.
Segundo Everton Molina Campos, sócio e diretor de marketing do Grupo Casa Bugre, “o VacStress representa um avanço na preparação das lavouras para eventos climáticos extremos, antecipando respostas fisiológicas das plantas”.
Arbolina: nanotecnologia aumenta eficiência e produtividade
A Arbolina, baseada em nanopartículas de carbono, atua nos processos fisiológicos da planta ligados à fotossíntese e à produção de açúcares:
- Maximiza a energia metabólica, permitindo melhor expressão do potencial genético.
- Melhora absorção de nutrientes e tolerância a estresses moderados.
- Contribui para eficiência hídrica e ambiental, reduzindo a necessidade de expansão de áreas agrícolas.
Carime Vitória da Silva Rodrigues, diretora de P&D da Krilltech, destaca que a tecnologia permite produzir mais com menos recursos, fortalecendo a sustentabilidade do campo.
Estratégia integrada aumenta resiliência das lavouras
Usadas isoladamente ou em conjunto, VacStress e Arbolina formam uma estratégia integrada:
- VacStress: prepara a planta para enfrentar condições adversas.
- Arbolina: maximiza produtividade e uso eficiente de água e nutrientes.
Everton Molina Campos ressalta que “a convergência entre biotecnologia, eficiência fisiológica e ciência de dados é essencial para uma agricultura resiliente ao clima, capaz de produzir mais com menor impacto ambiental”.
Transferência de tecnologia: do laboratório ao campo
O Grupo Casa Bugre atua como elo entre universidades, startups e produtores, acelerando a transferência de tecnologias científicas para aplicações reais no campo. O objetivo é reduzir o “vale da morte” da inovação, conectando soluções às necessidades práticas do agricultor.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Estratégias nutricionais e uso de enzimas reduzem perdas e melhoram desempenho de poedeiras
A presença de fatores antinutricionais nas dietas de poedeiras pode comprometer o aproveitamento de nutrientes, o desempenho produtivo e até a qualidade estrutural das aves. Entre os principais compostos estão o fitato, os polissacarídeos não amiláceos (PNAs) e os inibidores de tripsina.
De acordo com o zootecnista da Auster Nutrição Animal, Allan Dias, esses elementos reduzem o valor nutritivo de ingredientes vegetais comumente utilizados nas rações, como milho e farelo de soja, especialmente quando há inclusão de matérias-primas alternativas para redução de custos.
Impactos dos compostos antinutricionais na digestibilidade e produção
Cada fator antinutricional atua de forma distinta no organismo das aves. Os PNAs reduzem a disponibilidade de nutrientes e energia na dieta. O fitato impede a utilização do fósforo presente em ingredientes vegetais e pode afetar a integridade da mucosa intestinal. Já os inibidores de tripsina reduzem a digestibilidade das proteínas.
Segundo Allan Dias, esses efeitos impactam diretamente o desempenho das poedeiras, com reflexos na taxa de postura, na qualidade da casca dos ovos e no peso das aves.
Enzimas são principais ferramentas para melhorar aproveitamento nutricional
O uso de enzimas é uma das principais estratégias para reduzir os efeitos dos fatores antinutricionais e melhorar a eficiência das dietas.
Para os PNAs, enzimas como xilanase auxiliam na quebra de arabinoxilanos presentes no milho, enquanto glucanase e galactosidase reduzem os impactos de glucanos e galactosídeos no farelo de soja, aumentando o aproveitamento energético dos alimentos.
No caso do fitato, as fitases são fundamentais para liberar fósforo e cálcio presentes em ingredientes vegetais.
Já os inibidores de tripsina exigem maior controle, pois enquanto os do tipo Kunitz podem ser inativados pelo calor, os do tipo Bowman-Birk permanecem parcialmente ativos e podem comprometer a digestibilidade quando presentes em níveis superiores a 3,5 mg/g. Por isso, o controle de qualidade no processamento do farelo de soja é considerado essencial.
Outros fatores antinutricionais também impactam a qualidade das dietas
Além de PNAs, fitato e inibidores de tripsina, outros compostos também podem interferir no desempenho das aves, como os taninos presentes no sorgo e o gossipol encontrado no farelo de girassol.
Esses elementos podem reduzir o consumo de ração e afetar a qualidade dos ovos, reforçando a necessidade de rigor na seleção e no controle das matérias-primas utilizadas na formulação das dietas.
Soluções enzimáticas ampliam eficiência nutricional nas granjas
Diante da complexidade dos desafios nutricionais, a Auster Nutrição Animal desenvolveu a Linha Aela Postura, que combina fitase e carboidrases de amplo espectro para melhorar a liberação de energia, fósforo e aminoácidos a partir dos ingredientes da dieta.
Segundo Allan Dias, a formulação utiliza fitase de alta velocidade de atuação, aumentando o aproveitamento do fósforo fítico, além de xilanase capaz de atuar sobre diferentes tipos de arabinoxilanos e xilanos presentes no milho, potencializando o uso energético do ingrediente.
A linha também permite formulações personalizadas, com inclusão de enzimas como α-galactosidase e β-glucanase, de acordo com as necessidades de cada granja.
Redução de custos e manutenção de desempenho são destaques da tecnologia
De acordo com a empresa, os resultados econômicos observados em granjas que utilizam a Linha Aela Postura indicam redução de custos de ração entre R$ 15,00 e R$ 30,00 por tonelada, mantendo desempenho equivalente ao padrão das linhagens de poedeiras.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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