AGRONEGÓCIO
Etanol inicia safra 2026/27 com pressão nos preços e reforça economia bilionária ao consumidor
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Oferta maior pressiona preços no início da safra 2026/27
O mercado de etanol hidratado no estado de São Paulo iniciou a safra 2026/27 com aumento na oferta do biocombustível. O movimento é resultado do avanço da moagem da cana-de-açúcar em algumas usinas e do início das operações em outras unidades produtoras.
Diante desse cenário, vendedores ampliaram a disponibilidade do produto no mercado, motivados pelo receio de quedas mais intensas nos preços. Como consequência, as cotações registraram recuos diários em todas as regiões produtoras paulistas, conforme levantamento do Cepea.
Mesmo com interrupções pontuais na moagem provocadas por chuvas na semana anterior, o movimento de queda nos preços não foi contido. A previsão de clima seco nos próximos dias deve favorecer a continuidade das atividades e manter o ritmo de oferta elevado.
Demanda segue cautelosa e negociações avançam lentamente
Do lado da demanda, compradores chegaram a recompor estoques de forma pontual, após semanas de aquisições reduzidas. Ainda assim, o volume de negócios envolvendo etanol hidratado permaneceu limitado.
As distribuidoras seguem atuando com cautela, priorizando negociações pontuais e evitando grandes volumes, o que contribui para a manutenção de um ritmo mais lento no mercado.
Mix mais alcooleiro entra no radar do setor
O mercado também acompanha a possibilidade de um mix mais direcionado à produção de etanol ao longo da safra 2026/27. A tendência é influenciada pela queda nos preços do açúcar no mercado internacional e por um dólar em patamares mais baixos, fatores que reduzem a competitividade da produção açucareira.
Etanol garante economia superior a R$ 2,5 bilhões em março
Em março, o etanol desempenhou papel relevante no mercado de combustíveis ao suavizar os impactos da alta do petróleo no cenário internacional.
Enquanto a gasolina apresentou aumento nas bombas, passando de R$ 6,30 para R$ 6,78 por litro, o etanol hidratado teve variação mais moderada, de R$ 4,61 para R$ 4,70 por litro, mantendo-se competitivo.
A paridade entre os combustíveis ficou em 69,3% na primeira semana de abril, abaixo do limite técnico de 73%, o que reforça a vantagem econômica do etanol para o consumidor.
Produção doméstica sustenta competitividade do biocombustível
Mesmo com estabilidade nos preços nas refinarias, a gasolina foi pressionada por custos ao longo da cadeia de distribuição. Já o etanol manteve sua competitividade, sustentado pela produção interna e pela expectativa de uma safra recorde em 2026.
No campo, os preços do biocombustível registraram leve recuo em março, passando de R$ 2,94 para R$ 2,89 por litro em São Paulo.
Redução das importações amplia impacto positivo
O uso do etanol também contribuiu para reduzir a dependência do Brasil em relação à importação de combustíveis fósseis.
Sem o biocombustível, o país teria que importar cerca de 2,3 bilhões de litros de gasolina apenas em março, o que representaria um custo adicional superior a R$ 2,2 bilhões.
Ao considerar a economia direta ao consumidor e os gastos evitados com importações, o impacto positivo do etanol superou R$ 2,5 bilhões no período.
Políticas públicas e investimentos fortalecem o setor
De acordo com a Unica (União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia), o desempenho do etanol é resultado de políticas públicas e investimentos estruturais realizados ao longo das últimas décadas.
Entre os principais fatores estão a ampliação da mistura obrigatória de etanol na gasolina, além de programas como Combustível do Futuro, Mover e o fortalecimento do RenovaBio.
Segundo o presidente-executivo da entidade, Evandro Gussi, essas iniciativas permitiram ampliar a capacidade produtiva do setor e garantir maior resiliência frente às oscilações do mercado internacional, contribuindo para a proteção do consumidor brasileiro.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Preços do algodão ficam estáveis a mais fracos no Brasil com recuo da demanda e baixa liquidez
Os preços do algodão no Brasil apresentaram comportamento de estabilidade a leve queda ao longo da semana, refletindo o enfraquecimento da demanda interna e a postura mais cautelosa dos compradores. Segundo a Safras Consultoria, o mercado operou com baixa liquidez, em um cenário de negociação mais pontual e ritmo reduzido de aquisições.
O movimento foi marcado por compradores atuando “da mão para boca”, ou seja, adquirindo volumes apenas conforme necessidade imediata, enquanto vendedores adotaram postura defensiva, o que contribuiu para limitar os negócios no mercado doméstico.
Algodão mantém preços praticamente estáveis em São Paulo e Mato Grosso
Na praça de São Paulo, o algodão posto CIF registrou valor próximo de R$ 4,14 por libra-peso na quinta-feira (18), praticamente estável em relação à semana anterior.
Já em Rondonópolis (MT), referência importante do mercado físico, a pluma foi negociada a R$ 131,14 por arroba, equivalente a cerca de R$ 3,97 por libra-peso. Na comparação semanal, houve leve recuo de 0,22%, frente aos R$ 131,43 por arroba registrados anteriormente.
O cenário reforça a tendência de estabilidade com viés de baixa, influenciado pela menor intensidade das compras e pela postura defensiva dos agentes de mercado.
Custos do algodão em Mato Grosso recuam levemente, mas seguem em patamar elevado, aponta Imea
Produção da safra 2026/27 mantém pressão sobre margens, enquanto exportações brasileiras avançam mais de 70% em volume diário
Os custos de produção do algodão em Mato Grosso registraram leve queda em maio, segundo levantamento do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea). O custo total foi estimado em R$ 18.881,00 por hectare, abaixo dos R$ 18.962,50 por hectare observados em abril, considerando a safra 2026/27.
Apesar da redução pontual, o patamar de custos permanece elevado, mantendo pressão sobre a rentabilidade dos produtores em um cenário de preços internacionais ainda voláteis.
Exportações de algodão crescem 74% em relação ao ano passado
As exportações brasileiras de algodão seguem em ritmo forte em junho. De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o país embarcou 104,327 mil toneladas nos primeiros nove dias úteis do mês, com média diária de 11,591 mil toneladas.
A receita acumulada no período foi de US$ 167,319 milhões, com média diária de US$ 18,591 milhões.
Na comparação com o mesmo período do ano passado, o desempenho mostra crescimento expressivo: alta de 74,6% no volume diário exportado e avanço de 74,1% na receita diária, reforçando a competitividade do algodão brasileiro no mercado internacional.
Mercado do algodão segue dividido entre pressão interna e demanda externa
Enquanto o mercado doméstico enfrenta baixa liquidez e preços pressionados, o cenário externo segue favorável, sustentando parte da demanda pela fibra brasileira. O equilíbrio entre custos elevados, consumo interno mais lento e forte desempenho das exportações deve continuar influenciando a formação de preços nas próximas semanas.
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Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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