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Governo do Acre leva serviços de emissão de documentos para detentos durante 4ª edição do programa Registre-se

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Dando continuidade à 4ª edição do programa Registre-se no sistema prisional acreano, o Instituto de Administração Penitenciária (Iapen) recebe a ação na Divisão de Estabelecimento Penal Feminino de Rio Branco, nesta quinta-feira, 16. O programa faz parte da Semana Nacional do Registro Civil e é uma iniciativa do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Quarta edição do programa Registre-se garante documentos básicos para pessoas privadas de liberdade. Foto: José Lucas Gaia/Iapen

Os atendimentos se iniciaram na segunda-feira, 13, na Divisão de Estabelecimento Penal de Recolhimento Provisório em Rio Branco, já passaram pela Divisão de Estabelecimento Penal de Tarauacá e devem continuar na Divisão de Estabelecimento Penal de Regime Fechado em Rio Branco. A ação contou com a parceria da Polícia Civil (PCAC), por meio do Instituto de Identificação Raimundo Hermínio de Melo e do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC). Estão sendo ofertados serviços como a emissão de 2ª via das certidões de nascimento e casamento, além de emissão da Carteira de Identidade Nacional (CIN).

Programa Registre-se garante acesso a documentos fundamentais para a reintegração sociais de pessoas privadas de liberdade. Foto: José Lucas Gaia/Iapen

Faltando um mês para a progressão de regime e voltar para casa, a detenta J. P. S. buscou o serviço de emissão da CIN: “Para trabalhar, para tudo a gente precisa da identidade. Por isso, graças a Deus, dei meu nome e deu certo”, ressalta.

O presidente do Iapen, Leandro Rocha, explica que a ação é muito importante: “Estamos aqui em parceria com o Tribunal de Justiça, a Polícia Civil, por meio do Instituto de Identificação, e o Instituto de Administração Penitenciária e Polícia Penal levando dignidade para as pessoas em estado de vulnerabilidade que estão encarceradas. É como diz a governadora do Estado do Acre: É preciso cuidar da pessoas.”

Durante programa Registre-se detentos tem acesso à emissão de 2ª via de certidões de nascimento, casamento e CIN. Foto: Isabelle Nascimento/Iapen

A Coordenadora de Apoio aos Programas Sociais do TJAC, Isnailda de Souza da Silva, ressalta o objetivo da ação: “É um programa nacional, todos os tribunais de justiça, estão empenhados nisso, voltado para erradicação do sub-registro civil, então o objetivo é oportunizar a essas pessoas o acesso à documentação básica”.

O diretor do Instituto de Identificação, Júnior César da Silva, ressalta que o Estado tem um olhar atento para a situação documental das pessoas privadas de liberdade: “O Acre foi pioneiro ao ser o primeiro estado do país a ter a nova CIN e o primeiro estado a valorizar a identidade civil para pessoa em situação de cárcere. Com esse documento abre mais um olhar voltado à humanização das pessoas privadas de liberdade”.

O diretor de Reintegração Social do Iapen, André Vinício de Assis, explicou que a expectativa é que até o final da ação sejam emitidos 200 documentos, que são essenciais para participação em atividades dentro do presídio: “Sem um documento, não é possível fazer a matrícula para os estudos, não consegue fazer a retirada de documentos bancários, enfim, então é necessário para todas as frentes de trabalho, de estudo aqui dentro das unidades penitenciárias”.

Documentos básicos são fundamentais para processo de ressocialização no sistema prisional. Foto: Isabelle Nascimento/Iapen

A chefe da Divisão de Assistência Social e Atenção à Família, Cláudia Costa, reitera que os documentos básicos são fundamentais para os processos de ressocialização no sistema prisional, previstos no Plano Pena Justa: “Essa medida é fundamental para viabilizar o exercício da cidadania, o acesso a políticas públicas e a efetivação de direitos fundamentais, além de contribuir diretamente para os processos de inclusão social e reintegração após o cumprimento da pena”.

Fonte: Governo AC

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Expoacre Juruá transforma tecnologia e cultura em lazer inclusivo para famílias

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A Expoacre Juruá, em Cruzeiro do Sul, tem se destacado não apenas como vitrine agropecuária, mas também como espaço de inovação e lazer para toda a família. A Secretaria de Estado de Indústria, Ciência e Tecnologia do Acre (Seict) reuniu estandes voltados para crianças e jovens, com tecnologia, produtos em impressão 3D e atividades interativas que têm atraído grande público.

Espaço abrange jovens e crianças e é marcado por inclusão. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom

O espaço kids é um dos pontos mais movimentados da feira, reunindo brincadeiras que vão de pintura corporal a experiências com óculos de realidade virtual. Para os pais, é uma oportunidade de lazer e entretenimento enquanto visitam a segunda maior feira agropecuária do estado.

Kethyla Shawãdawa, monitora do espaço, explica que as atividades são voltadas para o desenvolvimento de habilidades motoras e cognitivas, além de incluir tecnologia.

“Tem sido um espaço muito especial. As crianças participam de oficinas de escultura com balões, de miçangas e de materiais recicláveis, onde podem criar brinquedos. Também oferecemos brincadeiras voltadas para o desenvolvimento cognitivo e da coordenação motora, além de pintura facial. A grande novidade é a experiência com óculos de realidade virtual, que permite aos pais acompanhar o que seus filhos estão vivenciando”, disse.

Segundo ela, o espaço tem recebido grande movimento todas as noites, com muitos pais participando junto aos filhos. “Foi pensado com carinho para que as crianças tenham um ambiente acolhedor e cheio de descobertas.”

Miguel aproveita óculos de realidade virtual. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom

Inovação e inclusão

A dentista Jamile Feijó, mãe de Miguel Machado, de 7 anos, aprovou a iniciativa. “Estamos parando em todos os estandes para que ele possa conhecer e se divertir. Este espaço está muito interativo, ele está amando e está sendo incrível. Ainda vamos ver outros estandes”, contou.

Já Lacione Maia destacou o caráter inovador. “As brincadeiras, a forma como estão expostas e os instrutores são perfeitos, têm muito jeito com criança.”

Outro ponto de destaque é a preocupação com a inclusão. Darcinete Oliveira ressaltou que este ano há mais opções voltadas para crianças atípicas.

“Nos outros anos não víamos tantas atividades direcionadas a essa necessidade. Agora encontramos jogos e materiais inclusivos que estimulam a participação delas. Isso mostra uma preocupação maior com a diversidade e torna o evento ainda mais especial.”

Impressão 3D é um dos atrativos do estande voltado para tecnologia e inovação. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom

Impressão 3D e cultura local

Os estandes de tecnologia também chamam atenção. Laurênio de Souza ficou impressionado com os personagens criados em impressão 3D.

“É como uma escultura, lembra trabalhos antigos, mas hoje está mais acessível e até possível de encomendar. É um avanço para nossas cidades, porque antes só víamos pela internet ou televisão, e agora temos a oportunidade de acompanhar ao vivo. O trabalho está muito bonito, parabéns aos organizadores.”

Rodrigo Gomes, expositor, destacou o sucesso dos chaveiros sensoriais e dos “dummys”. Além disso, sua empresa Juruá 3D tem produzido peças que valorizam a identidade local.

Empresas também apostaram em produtos que ressaltam a identidade de Cruzeiro do Sul. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom

“Queremos explorar a cultura do Juruá e desenvolver peças personalizadas que representem a região. Já fizemos chaveiros com a Catedral, árvores, casas de farinha e até saquinhos de farinha e açaí. São elementos culturais que fortalecem nossa tradição e permitem que o visitante leve um presente único e representativo da cidade.”

Tiago Lucena, coordenador do Laboratório de Biologia Animal e fundador da startup Jabotec 3D, reforçou o caráter inovador.

“Este ano trouxemos a Jabotec 3D, especializada em produtos personalizados em impressão 3D. Transformamos elementos da cultura pop em objetos colecionáveis e também aplicamos a tecnologia em materiais didáticos, que tornam as salas de aula mais interativas. Já validamos resultados com aumento de até 60% nas notas dos alunos.”

Analice foi visitar a feira apenas para adquirir seus personagens preferidos. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom

Encanto para jovens

Analice do Nascimento, de 11 anos, ficou encantada com os espaços voltados para colecionadores.

“Estou começando a me apaixonar por essas figuras e vim preparada para adquirir algumas peças. Ontem comprei uma Hello Kitty e hoje levei um Pikachu. São produtos que remetem à infância e despertam muito interesse.”

Ela destacou que o evento é uma oportunidade para conhecer novidades e investir em itens que antes só acompanhava à distância. “É um espaço que atrai jovens e adultos, e que valoriza esse universo cultural de forma acessível.”

Fonte: Governo AC

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