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Sorgo ganha espaço na indústria de bebidas e mostra potencial para cerveja sem glúten no Brasil

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O sorgo começa a ganhar protagonismo no segmento de bebidas no Brasil, impulsionado pela busca por alternativas sem glúten e pelo avanço da inovação no agronegócio. Uma parceria entre a Advanta Seeds Brasil e a cervejaria paulista X Craft Beer resultou no desenvolvimento de uma cerveja experimental à base do grão, destacando o potencial do cereal para novos mercados.

Cresce demanda por cervejas sem glúten no Brasil

O consumo de cerveja no país gira em torno de 69 litros por pessoa ao ano, e o mercado de cervejas artesanais sem glúten tem avançado com o aumento da conscientização sobre a doença celíaca.

Para atender esse público, cervejarias vêm substituindo ingredientes tradicionais, como trigo e cevada, por alternativas como arroz, milho, milheto e, mais recentemente, o sorgo. Além de ampliar as possibilidades de sabor, esses insumos também apresentam características nutricionais e sustentáveis, fortalecendo o apelo do produto.

Parceria transforma sorgo em cerveja experimental

Atenta a esse cenário, a Advanta Seeds Brasil firmou uma cooperação técnica com a X Craft Beer para desenvolver um lote experimental de cerveja à base de sorgo. A iniciativa teve como objetivo demonstrar, na prática, a viabilidade técnica e sensorial do grão na indústria de bebidas.

O projeto reforça a proposta de ampliar o uso do sorgo para além das aplicações tradicionais, como ração animal e biocombustíveis, abrindo novas possibilidades de mercado.

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Iniciativa busca ampliar percepção sobre o sorgo

Apesar de não estar disponível comercialmente, a cerveja cumpre o papel de demonstrar o potencial do cereal como ingrediente estratégico.

Segundo a equipe da Advanta, o sorgo ainda é amplamente visto como uma cultura secundária, muitas vezes associada à safrinha. A proposta da iniciativa é justamente reposicionar o grão, evidenciando sua capacidade de integrar cadeias produtivas mais sofisticadas e voltadas ao consumidor final.

Versatilidade do sorgo impulsiona inovação

O sorgo é reconhecido por sua resiliência e adaptação a diferentes condições agrícolas. Em regiões da África e da Ásia, o cereal já é utilizado há séculos na produção de bebidas fermentadas.

A ideia de produzir cerveja com sorgo no Brasil surgiu a partir de experiências anteriores da empresa na Argentina e ganhou força após a conexão com a X Craft Beer durante um evento do agronegócio em São Paulo.

A cervejaria, com mais de uma década de atuação, desenvolveu o projeto em colaboração com a equipe técnica da Advanta, resultando em uma formulação com mais de 50% de sorgo não maltado, com perspectiva de evolução para uma versão 100% baseada no cereal.

Processo produtivo exigiu adaptação técnica

A produção da cerveja apresentou desafios técnicos relevantes, já que o sorgo não passa pelo processo de malteação no Brasil e não possui naturalmente as enzimas necessárias para a fermentação.

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Para viabilizar o produto, foram utilizadas técnicas modernas de brassagem e condução enzimática, com controle rigoroso de temperatura e pH. O processo garantiu eficiência na conversão do amido em açúcares fermentáveis e assegurou a qualidade final da bebida.

Resultado destaca sabor e potencial de mercado

A receita desenvolvida seguiu o estilo Pale Ale, com uso de lúpulos americanos e pequena adição de cevada. O resultado foi uma cerveja leve, refrescante, de baixo teor alcoólico e com perfil sensorial diferenciado.

Os primeiros lotes foram apresentados em eventos e ações com parceiros e colaboradores, com avaliação positiva e interesse por novas produções.

Projeto aponta novas oportunidades para o agronegócio

Embora não haja planos de produção em escala, a iniciativa demonstra o potencial do sorgo como matéria-prima para produtos inovadores. A proposta é incentivar o desenvolvimento da cadeia produtiva e ampliar as oportunidades para o cereal no mercado nacional e internacional.

Além disso, o sorgo surge como alternativa relevante para consumidores que buscam produtos sem glúten, acessíveis e com qualidade, reforçando a conexão entre inovação, sustentabilidade e agronegócio.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Brasil busca reverter histórico de subinvestimento e impulsiona expansão ferroviária com novos aportes

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O Brasil inicia um novo ciclo de investimentos no setor ferroviário, impulsionado pela Política Nacional de Outorgas Ferroviárias, anunciada pelo Ministério dos Transportes no fim de 2025. A iniciativa prevê a realização de novos leilões e investimentos que podem ultrapassar R$ 140 bilhões em 2026, com potencial de movimentar cerca de R$ 600 bilhões ao longo do ano. O objetivo é ampliar a malha ferroviária e retomar projetos estruturantes, em um movimento considerado inédito nas últimas décadas.

Expansão ferroviária busca reduzir dependência do transporte rodoviário

Atualmente, entre 60% e 65% das cargas no Brasil são transportadas por rodovias, segundo dados de 2024 da Confederação Nacional do Transporte (CNT). Diante desse cenário, a nova política ferroviária busca reduzir a dependência do modal rodoviário e ampliar a participação das ferrovias na matriz logística nacional.

A estratégia também prioriza maior integração entre diferentes modais de transporte, com foco em ganhos de eficiência, competitividade e equilíbrio estrutural no escoamento de cargas.

Histórico explica atraso do setor ferroviário no Brasil

Para o presidente da Fundação Memória do Transporte (FuMTran), Antonio Luiz Leite, a compreensão do histórico do setor é fundamental para entender os desafios atuais.

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Segundo ele, o enfraquecimento das ferrovias está relacionado à mudança do modelo de desenvolvimento a partir da década de 1950, quando o país passou a priorizar o transporte rodoviário, impulsionado pela industrialização e pela expansão da indústria automobilística.

Redução da malha e mudança de prioridade na matriz de transporte

Até meados do século XX, o Brasil contava com cerca de 30 mil quilômetros de malha ferroviária, utilizada principalmente no escoamento do café e no transporte de passageiros.

Com o Plano de Metas do governo Juscelino Kubitschek (1956–1961), houve uma reorientação da política de transportes, com forte expansão das rodovias e incentivo à indústria automobilística. Esse movimento reduziu os investimentos em ferrovias, resultando na deterioração da malha, desativação de trechos e perda gradual de competitividade ao longo das décadas seguintes.

Problemas estruturais agravaram a eficiência do sistema ferroviário

De acordo com Antonio Luiz Leite, fatores estruturais também contribuíram para o enfraquecimento do setor. Entre eles estão a falta de padronização técnica — especialmente em relação às bitolas —, a gestão fragmentada e as limitações operacionais da Rede Ferroviária Federal, criada em 1957.

Nos anos 1990, o processo de concessões concentrou o uso das ferrovias no transporte de commodities, o que restringiu a diversificação e reduziu a integração com outras cadeias logísticas.

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Privatizações dos anos 1990 deixaram lacunas no transporte de passageiros

A privatização das ferrovias iniciada na década de 1990 também teve impacto relevante no setor, especialmente no transporte de passageiros. A ausência de obrigações contratuais para esse segmento, somada à desativação de linhas históricas, reduziu alternativas de mobilidade no país.

Além disso, os altos custos necessários para reativação dessas linhas ainda representam um desafio para a retomada do serviço ferroviário de passageiros.

Novo ciclo exige planejamento de longo prazo e integração logística

Para a Fundação Memória do Transporte, o atual ciclo de investimentos representa uma oportunidade importante para o setor, mas ainda depende de planejamento estruturado e visão de longo prazo.

Antonio Luiz Leite destaca que decisões estruturais moldam a eficiência logística por décadas. Segundo ele, a reconstrução consistente do modal ferroviário no Brasil exige integração entre os modais, ampliação do transporte de carga geral por ferrovias e um ambiente regulatório capaz de atrair investimentos sustentáveis e duradouros.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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