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Consumo de berries cresce no Brasil e estudos associam frutas à saúde do coração, cérebro e controle da glicemia
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As berries — como mirtilo, amora e framboesa — vêm ganhando cada vez mais espaço na alimentação dos brasileiros. Pequenas em tamanho, mas ricas em nutrientes, essas frutas se destacam pelo sabor, versatilidade e, principalmente, pelos potenciais benefícios à saúde apontados por estudos científicos recentes.
Uma pesquisa realizada na Coreia do Sul e publicada na National Library of Medicine em fevereiro de 2026 indica que as berries concentram compostos bioativos associados à prevenção de doenças cardiovasculares, ao controle da glicemia e à melhora da saúde intestinal e cognitiva.
Berries são ricas em antioxidantes e compostos bioativos
Estudos sobre a composição nutricional dessas frutas mostram que elas são fontes de flavonoides, antocianinas, vitaminas e polifenóis. Esses compostos apresentam ação antioxidante e anti-inflamatória.
Essas substâncias ajudam a combater os radicais livres, associados ao envelhecimento celular e ao desenvolvimento de doenças crônicas, reforçando o papel das berries em uma alimentação equilibrada.
Consumo regular pode contribuir para a saúde geral
Segundo a professora de Nutrição da Afya Unigranrio Duque de Caxias e Nova Iguaçu, Andressa Cabral, o consumo frequente dessas frutas pode trazer benefícios importantes ao organismo.
Ela destaca que as berries concentram fibras, vitaminas e antioxidantes que auxiliam na proteção contra processos inflamatórios e contribuem para o bom funcionamento do sistema imunológico.
Benefícios para o coração e sistema cardiovascular
As antocianinas, responsáveis pela coloração avermelhada e arroxeada de muitas berries, também desempenham papel importante na saúde cardiovascular.
Esses compostos ajudam a reduzir processos inflamatórios e estão associados à regulação do colesterol e da pressão arterial, contribuindo para a proteção do coração.
Estudos apontam efeitos na glicemia, intestino e cérebro
De acordo com o médico nutrólogo e professor da pós-graduação Afya Educação Médica do Rio de Janeiro, Bruno Dubeux, os compostos bioativos das berries vêm sendo amplamente estudados por seu impacto na prevenção de doenças metabólicas.
Segundo ele, essas frutas podem auxiliar no controle da glicemia, na saúde intestinal e na modulação da microbiota, além de apresentarem efeitos positivos sobre o sistema cardiovascular.
Pesquisas laboratoriais também indicam potenciais efeitos neuroprotetores, relacionados à memória e ao funcionamento cerebral.
Incluir berries na dieta é simples e versátil
Especialistas destacam que incluir berries na alimentação não exige mudanças complexas na rotina.
As frutas podem ser consumidas in natura, em iogurtes, vitaminas, saladas ou diversas preparações. Mesmo em pequenas porções, já oferecem aporte significativo de nutrientes.
No entanto, os especialistas reforçam que os benefícios estão ligados ao consumo dentro de uma alimentação equilibrada e variada, e não ao consumo isolado de um único alimento.
Mercado de berries cresce e amplia acesso no Brasil
O aumento da demanda por alimentos associados à saúde tem impulsionado iniciativas voltadas à expansão do consumo de berries no país.
Um exemplo é a Berry House, primeiro e-commerce especializado em frutas vermelhas no Brasil e canal digital da Berry Good, empresa do grupo Hortifrut, referência global no setor.
Segundo a gerente de Operações e E-commerce da Berry House, Kelly Shastin, o objetivo é ampliar o acesso a frutas com padrão de qualidade e frescor, com distribuição focada em São Paulo e Rio de Janeiro.
Interesse por alimentos saudáveis impulsiona consumo
O crescimento da oferta e da variedade de berries acompanha uma tendência global de busca por alimentos naturais e associados à promoção da saúde.
Especialistas apontam que a inclusão regular de frutas como mirtilo, amora e framboesa pode contribuir para uma dieta mais equilibrada, reforçando a importância de hábitos alimentares baseados em alimentos naturais e ricos em nutrientes.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Açúcar recua no mercado paulista com oferta elevada, enquanto clima e cenário global seguem no radar
O mercado de açúcar segue atravessando um período de pressão nos preços, tanto no Brasil quanto no exterior. Em São Paulo, as cotações do açúcar cristal branco continuam em trajetória de queda diante da oferta abundante no início da safra 2026/27 e da postura cautelosa dos compradores. No cenário internacional, os contratos negociados nas bolsas de Nova York e Londres também registraram desvalorização, refletindo expectativas de maior disponibilidade global da commodity.
Apesar do ambiente baixista, fatores climáticos começam a ganhar relevância nas análises do setor e podem alterar o comportamento do mercado nos próximos meses.
Oferta elevada mantém pressão sobre o açúcar cristal
De acordo com pesquisadores do Cepea, a comercialização do açúcar cristal branco permanece lenta no mercado paulista. Compradores seguem retraídos, aguardando possíveis novas reduções nos preços, enquanto a oferta disponível continua elevada com o avanço da moagem da cana-de-açúcar no Centro-Sul do Brasil.
O cenário de ampla disponibilidade do produto tem sustentado o movimento de queda das cotações nas últimas semanas, reduzindo o interesse imediato por negociações de maior volume.
Entretanto, os indicadores do mercado físico mostraram uma reação pontual no início desta semana. Segundo o Indicador CEPEA/ESALQ, a saca de 50 quilos do açúcar cristal foi negociada a R$ 93,63 na segunda-feira (15), avanço de 0,85% em relação ao dia anterior.
Com esse desempenho, o indicador passou a acumular valorização de 0,68% em junho, sinalizando uma recuperação parcial após as recentes perdas observadas no mercado doméstico.
Bolsas internacionais registram novas baixas
No mercado externo, os contratos futuros de açúcar encerraram a segunda-feira em queda nas principais bolsas globais.
Na ICE Futures US, em Nova York, o contrato com vencimento em julho de 2026 fechou cotado a 13,68 centavos de dólar por libra-peso, com leve recuo. Os vencimentos outubro de 2026 e março de 2027 também registraram perdas, acompanhando o sentimento negativo predominante entre os investidores.
Em Londres, na ICE Futures Europe, o açúcar branco seguiu a mesma tendência. O contrato para agosto de 2026 encerrou o pregão a US$ 442,40 por tonelada, enquanto os vencimentos seguintes também apresentaram desvalorização.
A pressão sobre os preços internacionais continua associada à expectativa de maior oferta global no curto prazo, especialmente diante das projeções favoráveis para importantes regiões produtoras.
El Niño aumenta preocupação com a próxima safra
Embora a oferta atual siga confortável, o mercado acompanha com atenção os desdobramentos climáticos após a confirmação do fenômeno El Niño pela Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA).
O fenômeno pode provocar alterações significativas nos regimes de chuva em importantes regiões produtoras de açúcar, como Índia, Tailândia e Brasil.
No Centro-Sul brasileiro, a expectativa é de aumento das precipitações ao longo dos próximos meses. Caso esse cenário se confirme, poderá haver impactos operacionais na colheita e no processamento da cana-de-açúcar, reduzindo a disponibilidade imediata da matéria-prima para as usinas.
Além disso, a situação climática na Índia permanece no radar dos agentes do mercado. O déficit de chuvas associado às monções tem gerado incertezas sobre o potencial produtivo da próxima safra do país, um dos maiores produtores e exportadores mundiais de açúcar.
Petróleo e mix de produção influenciam mercado
Outro fator que contribui para a pressão sobre as cotações é o comportamento do mercado de energia. Segundo análises do setor, a recente queda nos preços do petróleo reduz a competitividade relativa do etanol, incentivando uma maior destinação da cana para a fabricação de açúcar.
Esse movimento tende a ampliar a oferta global da commodity, reforçando o viés baixista observado nas bolsas internacionais.
Por outro lado, eventuais problemas climáticos em grandes produtores mundiais podem limitar quedas mais acentuadas e trazer maior volatilidade ao mercado ao longo do segundo semestre.
Etanol apresenta estabilidade em São Paulo
Enquanto o açúcar busca um novo equilíbrio entre oferta e demanda, o mercado de etanol hidratado apresentou estabilidade no estado de São Paulo.
O Indicador Diário Paulínia apontou o biocombustível negociado a R$ 2.345,50 por metro cúbico na segunda-feira (15), com leve alta de 0,04% frente ao pregão anterior.
Apesar da estabilidade recente, o etanol ainda acumula retração de 0,26% no mês, refletindo o avanço da safra e o aumento da disponibilidade do produto no mercado.
Perspectivas para o setor
O mercado de açúcar permanece dividido entre a pressão exercida pela ampla oferta atual e as incertezas climáticas que podem afetar a produção global nos próximos meses. Enquanto compradores seguem cautelosos e os preços internacionais permanecem enfraquecidos, fatores como o El Niño, as condições das monções na Índia e o comportamento do mercado de energia deverão continuar determinando o rumo das cotações ao longo da safra 2026/27.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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