AGRONEGÓCIO
Cartilha da Embrapa orienta irrigação e manejo da banana no Nordeste e busca elevar produtividade da fruticultura
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Cartilha técnica da Embrapa fortalece a produção de banana irrigada no Nordeste
A Embrapa Meio-Norte, em parceria com o Governo do Estado do Piauí, lançou uma cartilha técnica voltada à produção irrigada de banana. O material reúne orientações práticas e recomendações atualizadas para técnicos e produtores rurais, com foco na melhoria da produtividade, qualidade dos frutos e aumento da rentabilidade da atividade.
A publicação está disponível gratuitamente para download e integra ações de transferência de tecnologia voltadas ao fortalecimento da fruticultura irrigada no Semiárido nordestino.
Brasil é destaque mundial na produção e consumo de banana
O Brasil ocupa posição de destaque no cenário global da bananicultura, sendo o maior consumidor mundial da fruta e o quarto maior produtor. A produção nacional alcança cerca de 6,85 milhões de toneladas, distribuídas em aproximadamente 458 mil hectares cultivados.
Na região Nordeste, Bahia e Pernambuco se destacam como os principais estados produtores, com forte participação na oferta nacional e na geração de renda no campo.
Conteúdo técnico detalha manejo e aumento de produtividade
A cartilha foi elaborada por pesquisadores da Embrapa e reúne recomendações voltadas à melhoria do desempenho produtivo dos bananais irrigados. O objetivo é elevar a produtividade e a qualidade dos frutos, contribuindo para maior competitividade da cadeia produtiva.
Entre os principais temas abordados estão:
- Seleção de cultivares adaptadas ao sistema de produção
- Técnicas de produção de mudas
- Preparo e correção do solo
- Plantio e práticas culturais
- Manejo de irrigação e fertirrigação
- Controle de pragas e doenças
- Colheita, transporte e pós-colheita
- Estratégias de agregação de valor ao produto
Cultivares recomendadas ampliam potencial produtivo
A publicação também detalha as principais cultivares de banana utilizadas no Brasil. Algumas são destinadas ao mercado interno, como Prata, Pacovan, Prata Anã, Maçã, Terra e D’Angola. Já variedades como Nanica, Nanicão, Williams e Grand Naine têm maior foco na exportação.
Entre as cultivares recomendadas pela Embrapa para diferentes sistemas produtivos estão:
- Nanica
- Nanicão
- FHIA 18
- BRS Platina
- BRS Conquista
- BRS Vitória
- Banana Terra BRS PL03 (Terrinha)
Irrigação e manejo como foco da competitividade
Segundo os pesquisadores, o manejo adequado da irrigação, aliado ao uso de cultivares adaptadas e boas práticas agrícolas, é determinante para o aumento da produtividade da bananicultura irrigada, especialmente em regiões com irregularidade de chuvas.
A cartilha reforça ainda que a adoção de tecnologias no campo contribui diretamente para a geração de emprego, renda e fortalecimento da fruticultura no Nordeste brasileiro.
Com linguagem técnica e foco aplicado ao campo, a cartilha da Embrapa se consolida como uma ferramenta estratégica para produtores e técnicos, ao reunir orientações que vão desde o plantio até a comercialização da banana, com foco em eficiência produtiva e sustentabilidade.
Cartilha fruticultura irrigada
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Milho safrinha no Paraná enfrenta desafios climáticos, mas mantém potencial para produção recorde
O início da colheita do milho safrinha no Paraná tem sido marcado por desafios climáticos e pela necessidade de monitoramento constante das lavouras. Apesar das adversidades registradas ao longo do ciclo, a expectativa segue positiva para a produção estadual, que pode alcançar 17,5 milhões de toneladas na safra 2025/26, segundo estimativas do Departamento de Economia Rural (Deral).
O Paraná registra nesta temporada uma área histórica destinada ao milho de segunda safra, com aproximadamente 2,9 milhões de hectares cultivados. De acordo com o boletim mais recente do Deral, cerca de 14 mil hectares já foram colhidos, volume que representa menos de 1% da área total plantada.
Desenvolvimento das primeiras lavouras ficou abaixo do esperado
As áreas semeadas logo na abertura da janela de plantio foram as mais impactadas pelas condições adversas enfrentadas durante o estabelecimento da cultura. Problemas climáticos e a elevada incidência de pragas, especialmente pulgões, afetaram o desenvolvimento inicial das plantas em algumas regiões produtoras.
Segundo especialistas do setor, as primeiras produtividades observadas estão ligeiramente abaixo da média esperada em determinadas áreas. No entanto, até o momento, não há registros de perdas significativas que comprometam o potencial produtivo estadual.
A tendência é de recuperação gradual nas lavouras que ainda se encontram em desenvolvimento, favorecidas pela melhora das condições climáticas observada nas últimas semanas.
Atualmente, mais de 24% da área cultivada no estado já se encontra em fase final de maturação, enquanto o restante das lavouras segue em etapas de enchimento de grãos e desenvolvimento vegetativo.
Chuvas e possível influência do El Niño preocupam produtores
O principal fator de atenção neste momento é o comportamento do clima durante a reta final da safra. O registro frequente de chuvas em diversas regiões produtoras acendeu o alerta para possíveis impactos na qualidade dos grãos e na operação de colheita.
Além disso, a consolidação do fenômeno El Niño pode reduzir os níveis de luminosidade necessários para o pleno desenvolvimento das lavouras, aumentando os riscos de perdas qualitativas e exigindo maior agilidade dos produtores para aproveitar as janelas de tempo firme.
Diante desse cenário, o acompanhamento técnico das áreas tem sido intensificado, especialmente nas regiões Norte, Oeste e Sudoeste do Paraná, consideradas os principais polos produtores de milho safrinha do estado.
Tecnologia ajuda a preservar a produtividade
Mesmo diante das oscilações climáticas, especialistas destacam que o elevado nível tecnológico empregado pelos produtores paranaenses tem sido fundamental para preservar o potencial produtivo das lavouras.
O uso de híbridos de alto desempenho, aliado ao manejo fitossanitário adequado e ao acompanhamento técnico constante, tem contribuído para reduzir os impactos provocados por pragas e estresses climáticos.
Segundo o diretor de Agronomia da divisão de sementes da Syngenta, Fabricio Passini, os investimentos realizados pelos agricultores em genética e manejo já começam a apresentar resultados positivos, mesmo em uma safra marcada por desafios.
De acordo com ele, produtores que adotaram tecnologias mais avançadas conseguiram proteger melhor o potencial produtivo das lavouras e minimizar os efeitos das condições adversas registradas no início do ciclo.
Circuito técnico acompanha situação das lavouras
A evolução da safra também vem sendo acompanhada por equipes técnicas que percorrem as principais regiões agrícolas do país. No Paraná, o roteiro teve início na região de Maringá e seguiu para o Oeste e Sudoeste do estado, reunindo especialistas, franqueados e produtores ligados às marcas NK e Nidera.
Após passar pelo Mato Grosso e pelo Paraná, o circuito técnico continuará nas próximas semanas por importantes estados produtores, incluindo Goiás, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul, com foco na avaliação do desempenho das lavouras e das perspectivas para a colheita.
Apesar dos desafios climáticos enfrentados ao longo do ciclo, o Paraná mantém perspectivas favoráveis para a segunda safra de milho, reforçando sua posição entre os maiores produtores do cereal no Brasil.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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