RIO BRANCO
Search
Close this search box.

MP AC

MPAC recebe governadora Mailza Assis em Brasília e articula ação contra crime organizado na fronteira

Publicados

MP AC

O procurador-geral de Justiça do Acre, Oswaldo D’Albuquerque Lima Neto, recebeu nesta segunda-feira (27), em Brasília, a governadora Mailza Assis, para uma agenda institucional voltada ao fortalecimento da cooperação entre o Ministério Público e o Executivo estadual. A reunião ocorreu no Escritório de Representação do Ministério Público do Acre (MPAC) na capital federal e contou com a presença do procurador-geral adjunto para Assuntos Jurídicos, Celso Jerônimo, e do procurador Sammy Barbosa, assessor de Relações Institucionais da Procuradoria-Geral.

No encontro, foram discutidas pautas de segurança pública, com ênfase no enfrentamento ao crime organizado de caráter transnacional nas áreas de fronteira do Acre com Bolívia e Peru, especialmente no tráfico de pessoas. A iniciativa, em fase de articulação pelo MPAC com o ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, prevê a integração de equipes de inteligência e a atuação coordenada entre órgãos estaduais, como a Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), e instituições federais. Procurador de carreira, o ministro é ex-procurador-geral de Justiça da Bahia.

Ao tratar do tema, Oswaldo D’Albuquerque ressaltou o papel constitucional do Ministério Público na defesa dos direitos sociais e da dignidade da pessoa humana e apontou a necessidade de atuação conjunta e contínua entre as instituições.

Leia Também:  MPAC reúne instituições para discutir protocolos de segurança do Carnaval 2026 em Rio Branco

Mailza Assis afirmou que o Executivo estadual dará suporte às iniciativas e classificou a parceria como estratégica. Segundo ela, o governo está comprometido com ações estruturantes nas áreas de segurança pública e proteção social. A governadora também destacou a estrutura do escritório do MPAC em Brasília, considerada mais ampla e funcional que a atual representação do Estado na capital federal.

Durante a reunião, o procurador-geral apresentou à governadora a estrutura do Escritório de Representação, concebido para atender, além do Acre, os Ministérios Públicos de Amapá, Amazonas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pernambuco, Roraima e Tocantins. Em breve, contará com a adesão de Paraíba e Rondônia.

Instalado em área estratégica da Esplanada dos Ministérios, nas proximidades do Palácio do Planalto, do Supremo Tribunal Federal (STF), do Superior Tribunal de Justiça (STJ), do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), do Tribunal Superior do Trabalho (TST), do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), do Congresso Nacional, de ministérios e diversas autarquias federais, o espaço funciona como base de apoio para membros do Ministério Público em atuação na capital federal, facilitando a interlocução com órgãos centrais da República.

Leia Também:  MPAC e instituições parceiras realizam conferência sobre recuperação de ativos no Acre

Na avaliação dos participantes, a consolidação do escritório em Brasília amplia a capacidade de articulação institucional e fortalece a presença do Acre nos principais centros decisórios do País, com potencial para elevar a efetividade na formulação e execução de políticas públicas.

A governadora esteve acompanhada de Jonathan Donadoni (Casa Civil), Madson Cameli (chefe de gabinete) e Janete Melo (procuradora-geral do Estado).

Texto: Chico Araújo
Fotos: Diego Gurgel (Secom/Acre)

Fonte: Ministério Publico – AC

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

MP AC

MPAC lança projeto “Educar para Proteger” em escola de Rio Branco

Publicados

em

Por

O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), por meio do Centro de Apoio Operacional (CAOP) de Proteção à Mulher, lançou, nesta terça-feira, 18, o projeto “Educar para Proteger”, na Escola Estadual Boa União Ensino Jovem, no bairro Sobral, em Rio Branco. A iniciativa busca prevenir a violência doméstica e familiar contra a mulher por meio de ações educativas voltadas a estudantes.

Nesta primeira atividade, participaram cerca de 140 alunos de cinco turmas da 2ª série do ensino médio, com idades entre 15 e 17 anos. A programação contou com palestras e diálogo sobre as diferentes formas de violência, identificação de comportamentos abusivos e formas de buscar ajuda.

A promotora de Justiça Dulce Helena Franco, coordenadora do Centro de Apoio Operacional de Proteção à Mulher, destacou a importância de abordar o tema com os adolescentes, especialmente para que reconheçam situações de violência psicológica, que podem envolver humilhações, ameaças, intimidações e comportamentos de controle.

“A violência psicológica é silenciosa, porque, antes de acontecer uma agressão física, muitas vezes ela já começou. O agressor xinga a mulher, maltrata, humilha, ataca a sua aparência. Com esses atos, ela vai achando que ele é superior a ela e pode chegar a acreditar que merece apanhar. Por isso, é importante que meninas e meninos estejam atentos e ajudem a denunciar, porque muitas vezes a própria vítima não sabe que está sofrendo”, afirmou.

Leia Também:  MPAC apura falhas no registro de embargos ambientais e impactos no crédito rural

O promotor de Justiça Iverson Bueno, coordenador do Centro Especializado de Atendimento às Vítimas Infantojuvenis (CAVi), ressaltou a importância de trabalhar a prevenção desde a adolescência e orientar os jovens a reconhecer sinais de violência nos relacionamentos. Ele também chamou atenção para comportamentos de controle, como fiscalizar o celular, determinar roupas, controlar horários e questionar com quem a pessoa conversa ou se relaciona.

“Como vamos combater isso? É aqui, conversando com vocês na base, tanto para instruir os meninos que veem o pai bater na mãe a não fazer igual, quanto as meninas que veem a mãe, a prima ou a tia sendo agredida. É importante perceber os sinais desde o primeiro relacionamento, observando como ele trata os amigos, os pais e os parentes”, destacou.

As apresentações abordaram as formas de violência previstas na Lei Maria da Penha e trataram da identificação de comportamentos abusivos e da importância de não naturalizar situações de violência. Também foram discutidas formas de responsabilização dos autores e a construção de relacionamentos baseados em respeito e igualdade.

Leia Também:  MPAC e instituições parceiras realizam conferência sobre recuperação de ativos no Acre

Os estudantes receberam, ainda, orientações sobre os direitos das vítimas e os canais para buscar atendimento e denunciar situações de violência.

O projeto “Educar para Proteger” conta com o apoio do Centro de Atendimento à Vítima (CAV), do Centro de Apoio Operacional de Defesa da Educação (CAOPEduc), do Centro Especializado de Atendimento às Vítimas Infantojuvenis (CAVi), da 13ª Promotoria de Justiça Especializada no Combate à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher e da 3ª Promotoria Especializada de Defesa da Criança e do Adolescente.

Fotos: Clóvis Pereira

Fonte: Ministério Publico – AC

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

RIO BRANCO

ACRE

POLÍCIA

FAMOSOS

MAIS LIDAS DA SEMANA