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MPAC apura falhas no registro de embargos ambientais e impactos no crédito rural

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O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), por meio do Grupo de Atuação Especial de Defesa do Meio Ambiente, Habitação e Urbanismo (Gaema), instaurou inquérito civil para apurar falhas na integração e na publicidade de embargos ambientais lavrados pelo Instituto de Meio Ambiente do Acre (Imac), especialmente quanto à ausência de inserção dessas informações em sistemas nacionais utilizados no controle socioambiental do crédito rural.

A medida foi adotada a partir de indícios de que embargos aplicados pelo órgão ambiental estadual não vêm sendo regularmente comunicados a bases públicas mantidas em âmbito federal, como as do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). A ausência pode comprometer a efetividade das sanções e impactar a análise realizada por instituições financeiras na concessão de crédito.

Durante a apuração, foram identificadas situações em que imóveis com embargo continuaram a acessar financiamento, sem restrições nos sistemas consultados, em razão da falta de integração das informações. Também foram observadas inconsistências entre registros estaduais e plataformas de monitoramento.

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O procedimento considera que a política de crédito rural exige a verificação da regularidade ambiental dos imóveis e veda a concessão de financiamento a áreas embargadas por desmatamento ilegal, desde que a restrição esteja registrada em bases oficiais.

Como primeiras providências, o MPAC requisitou ao Imac informações sobre os embargos lavrados, os procedimentos de registro e a integração com sistemas nacionais, além de eventuais providências para o compartilhamento desses dados.

Ao Ibama, foram solicitados esclarecimentos sobre os sistemas de registro e os requisitos para inserção de informações por órgãos estaduais. Já à Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema), foram pedidas informações sobre a integração entre sistemas ambientais e o fluxo de compartilhamento de dados entre os órgãos.

Após o retorno das informações, o Ministério Público poderá adotar medidas para corrigir as falhas identificadas, como a expedição de recomendação administrativa, a celebração de termo de ajustamento de conduta ou, se necessário, o ajuizamento de ação civil pública.

Fonte: Ministério Publico – AC

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MPAC sedia reunião do Comitê de Política Antimanicomial do Sistema de Justiça

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O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), por meio da 1ª Promotoria de Justiça Especializada de Defesa da Saúde e do Núcleo de Apoio e Atendimento Psicossocial (Natera), sediou, nesta segunda-feira, 27, a reunião do Comitê Estadual Interinstitucional de Monitoramento da Política Antimanicomial no âmbito do Poder Judiciário do Estado do Acre (Ceimpa), com o objetivo de discutir os avanços na política antimanicomial no estado.

Durante o encontro, foram debatidas ações voltadas à desinstitucionalização de pessoas em conflito com a lei que apresentam transtornos mentais ou deficiência psicossocial, especialmente aquelas que se encontram no sistema prisional.

Também foram discutidas as medidas para ampliar o acesso à Rede de Atenção Psicossocial (Raps), com destaque para iniciativas envolvendo a implantação e o fortalecimento de serviços como os Centros de Atenção Psicossocial (Caps) e Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) em municípios do interior.

O promotor de Justiça Glaucio Oshiro destacou a importância do espaço de diálogo e reforçou o compromisso institucional do MPAC com a temática. “Foi um prazer receber uma reunião do Ceimpa. O Ministério Público está sempre à disposição. Este é um espaço de debate importante. O MPAC é sempre dedicado à política antimanicomial, tanto por integrar o Ceimpa quanto por atuar em um processo mais abrangente, fundamental para o fortalecimento dessa política”, afirmou.

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O coordenador do Ceimpa, juiz Robson Aleixo, ressaltou que o encontro representou mais do que uma reunião ordinária, reforçando o caráter contínuo do trabalho realizado pelo comitê. Ele também mencionou ações desenvolvidas em Cruzeiro do Sul e apontou avanços observados no município, como a instalação de serviços essenciais nas áreas de assistência social e saúde mental.

Instituído por meio da Portaria n.º 2787/2024, o Ceimpa tem como atribuições propor e acompanhar ações articuladas para a desinstitucionalização de pessoas com transtorno mental em conflito com a lei, promover a integração entre o Sistema de Justiça e as políticas públicas de saúde, assistência social e direitos humanos, além de fomentar a expansão da Rede de Atenção Psicossocial e contribuir para o fortalecimento de serviços de acompanhamento psicossocial e medidas terapêuticas aplicáveis à pessoa custodiada.

Além do MPAC, o comitê reúne representantes do Poder Judiciário, da Defensoria Pública, da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Acre (OAB/AC), do Instituto Médico Legal (IML), do Instituto de Administração Penitenciária (Iapen), além de órgãos estaduais e municipais das áreas de saúde, assistência social e direitos humanos. Também integram o grupo o Conselho Penitenciário, o Conselho das Secretarias Municipais de Saúde (Cosems), a equipe de Acompanhamento Psicossocial, o Hospital de Saúde Mental do Acre (Hosmac), o Conselho Regional de Psicologia e o Conselho Estadual de Saúde.

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Texto: Marcelina Freire
Fotos: Clovis Pereira
Agência de Notícias do MPAC

Fonte: Ministério Publico – AC

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