AGRONEGÓCIO
Shopping Simental movimenta R$ 800 mil, amplia presença da raça e reforça confiança na genética a pasto
AGRONEGÓCIO
Shopping Simental confirma aquecimento do mercado e liquidez da raça
O 3º Shopping Simental Brasileiro registrou faturamento de aproximadamente R$ 800 mil, com a comercialização de 55 animais entre matrizes e reprodutores. O resultado reforça o momento positivo da raça no país, impulsionado pela busca por eficiência produtiva na pecuária a pasto.
De acordo com a Associação Brasileira de Criadores de Simental e Simbrasil, o evento apresentou alta liquidez e forte participação de compradores recorrentes, evidenciando a confiança do mercado na genética Simental.
Comercialização alcança seis estados e amplia base de criadores
O remate contou com 31 compradores distribuídos em seis estados brasileiros: São Paulo, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Bahia, ampliando a presença da raça em diferentes regiões produtivas.
O destaque do leilão foi o lote 57, Amaralina do Mamado, adquirida por R$ 25,6 mil pela Saexi Agropecuária. O animal já havia sido reconhecido em exposição virtual realizada anteriormente, reforçando o valor genético ofertado no evento.
Recompra de clientes reforça confiança na genética a campo
Segundo o presidente da ABCRSS, Mário Coelho Aguiar Neto, a recompra por parte de clientes tradicionais foi um dos principais indicativos do sucesso do evento.
A fidelização dos compradores demonstra a satisfação com o desempenho dos reprodutores no campo, especialmente em sistemas produtivos que priorizam eficiência, adaptação e ganho de produtividade a pasto.
Genética Simental ganha espaço em sistemas de corte e leite
O avanço da raça está diretamente ligado à sua versatilidade, sendo utilizada tanto em sistemas de corte quanto de leite. A genética Simental tem se destacado pelo potencial de ganho produtivo e pela capacidade de adaptação a diferentes condições de manejo.
O momento favorável reflete a crescente adoção de tecnologias genéticas no campo, com foco em resultados consistentes e maior rentabilidade para o produtor rural.
Nova diretoria da ABCRSS foca expansão e fortalecimento da raça
O evento também marca o início da gestão da nova diretoria da ABCRSS, liderada pelo zootecnista Mauro Coelho Aguiar Neto, eleito em março de 2026.
Entre os principais objetivos estão o fortalecimento da presença da raça no país, o apoio a novos criadores e a ampliação da base de selecionadores, acompanhando o crescimento da demanda pela genética Simental.
A entidade pretende intensificar ações de orientação técnica e relacionamento com produtores, promovendo o uso estratégico da genética como ferramenta para aumento da eficiência produtiva.
Perspectivas positivas para a raça no Brasil
Com resultados consistentes em eventos comerciais e crescente interesse do mercado, o Simental brasileiro consolida sua posição como uma alternativa estratégica para sistemas produtivos mais eficientes.
A combinação entre genética, adaptação e desempenho a campo reforça o papel da raça no avanço da pecuária nacional, especialmente em um cenário que exige maior produtividade e sustentabilidade.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Agro tem até dia 30 para escolher tributação que pode alterar competitividade em 2027
Empresas do agronegócio enquadradas no Simples Nacional têm até 30 de outubro para decidir se manterão o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) dentro do Documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS) ou se recolherão os dois tributos pelo regime regular a partir de janeiro de 2027. A escolha poderá afetar o valor dos créditos aproveitados pelos clientes e, consequentemente, a competitividade dos fornecedores.
Quem não fizer a opção continuará automaticamente no modelo tradicional, com IBS e CBS incluídos no DAS. A mudança interessa principalmente às empresas que vendem para cooperativas, indústrias, exportadores e outros compradores que aproveitam créditos tributários.
Essa limitação pode pesar na negociação. Uma cerealista, agroindústria ou fornecedora de insumos que gere pouco crédito poderá se tornar menos atraente para compradores empresariais, sobretudo quando concorrer com fornecedores capazes de transferir créditos maiores.
A alternativa prevista na reforma tributária é permanecer no Simples Nacional para os demais tributos, mas calcular IBS e CBS pelo regime regular. É o chamado modelo híbrido. A empresa continua recolhendo pelo DAS os tributos que permanecerem no Simples, enquanto apura IBS e CBS separadamente.
Nesse modelo, poderá aproveitar os créditos permitidos sobre máquinas, equipamentos, energia, serviços e outros bens e insumos adquiridos. Também poderá gerar créditos pelo regime regular para seus clientes. Em contrapartida, terá mais obrigações fiscais, necessidade de controlar entradas e saídas e possível aumento do custo contábil.
Por isso, não existe uma resposta única para o agronegócio. Manter IBS e CBS dentro do Simples pode continuar sendo vantajoso para empresas que vendem principalmente ao consumidor final, possuem poucos gastos capazes de gerar créditos e valorizam uma operação tributária mais simples.
Já a apuração pelo regime regular merece ser simulada por empresas que vendem predominantemente a outras pessoas jurídicas, realizam investimentos elevados ou compram grande quantidade de insumos tributados. Nesses casos, os créditos podem compensar parte do aumento da burocracia e preservar a competitividade comercial.
A conta também precisa incluir os tratamentos diferenciados concedidos ao setor. A legislação prevê redução de 60% das alíquotas de IBS e CBS para determinados produtos agropecuários, aquícolas, pesqueiros, florestais e extrativistas in natura, além de insumos agropecuários incluídos nas listas legais. Há ainda operações sujeitas a alíquota zero, diferimento ou créditos presumidos.
Esses benefícios, entretanto, não alcançam automaticamente toda empresa ligada ao agronegócio. A aplicação depende do produto, da operação, da classificação fiscal e das condições previstas na legislação. Uma empresa pode ter receitas submetidas a tratamentos diferentes dentro da mesma atividade.
A decisão, portanto, não deve considerar apenas o percentual atualmente pago no DAS. É necessário comparar o valor total dos tributos, os créditos aproveitáveis nas compras, os créditos transferidos aos clientes, o perfil das vendas, o efeito sobre os preços, o fluxo de caixa e o custo adicional de cumprimento das obrigações fiscais.
A Receita Federal informa que a opção pelo regime regular de IBS e CBS poderá ser feita até 30 de outubro de 2026. Quem não optar continuará recolhendo os dois tributos dentro do Simples. A escolha poderá ser cancelada entre 3 de novembro e 20 de dezembro. Haverá uma nova oportunidade em março de 2027, com efeitos a partir de julho.
Para as empresas do agro, o Simples não deixou de ser uma boa opção. O que terminou foi a segurança de escolhê-lo apenas porque a alíquota parece menor. A partir de 2027, o crédito tributário concedido ao comprador pode ser tão importante quanto o imposto pago pelo fornecedor.
Fonte: Pensar Agro
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