RIO BRANCO
Search
Close this search box.

AGRONEGÓCIO

Armadilha com ondas eletromagnéticas revoluciona monitoramento de pragas no algodão e reduz perdas no campo

Publicados

AGRONEGÓCIO

Algodão brasileiro avança em tecnologia para enfrentar principal praga da cultura

O cultivo do algodão, uma das culturas mais valiosas do agronegócio brasileiro, enfrenta desafios constantes relacionados ao manejo de pragas, clima e nutrição das plantas. Entre esses desafios, o bicudo-do-algodoeiro se destaca como a principal ameaça à cotonicultura nacional, responsável por prejuízos estimados em mais de R$ 3 bilhões por safra.

Diante desse cenário, soluções tecnológicas vêm ganhando espaço no campo, com foco em precisão, redução de custos e sustentabilidade produtiva.

Startup mato-grossense desenvolve armadilha inteligente com ondas eletromagnéticas

Uma inovação desenvolvida pela Fox Agritech, startup sediada em Sinop (MT), propõe uma nova abordagem para o monitoramento de pragas: uma armadilha inteligente baseada em ondas eletromagnéticas, inteligência artificial e análise de dados em tempo real.

A tecnologia foi criada pelo técnico agrícola Kennedy Martins Gnoatto, de 25 anos, que transformou sua trajetória pessoal em um projeto voltado à inovação no campo.

Segundo ele, o desenvolvimento da solução começou a partir do estudo do comportamento dos insetos e da forma como eles identificam e migram para as lavouras.

Tecnologia combina IA, sensores e análise ambiental em tempo real

A armadilha desenvolvida pela Fox Agritech conta com um sistema de processamento que ajusta automaticamente a emissão de ondas eletromagnéticas e padrões de LED para atrair insetos-alvo.

O equipamento opera com base em inteligência artificial preditiva, cruzando informações como temperatura, umidade, horário e comportamento das pragas.

Leia Também:  Preços da soja, milho e trigo variam no Paraná, aponta Informe Perspectivas de Mercado da Ocepar

Quando o inseto é capturado, uma câmera integrada realiza a identificação e envia os dados para um sistema de processamento, que gera informações detalhadas sobre:

  • Tipo de inseto capturado
  • Horário de maior incidência de pragas
  • Condições climáticas no momento da captura
  • Local e frequência de ocorrência

Esses dados são disponibilizados em tempo real ao produtor.

Plataforma digital otimiza manejo e reduz custos no campo

As informações coletadas são integradas ao aplicativo Fox Fieldcore, que permite ao produtor rural acompanhar o monitoramento de toda a fazenda diretamente pelo celular.

A ferramenta possibilita maior agilidade na tomada de decisão, reduzindo a necessidade de visitas técnicas frequentes e permitindo ações preventivas antes da instalação da praga na lavoura.

De acordo com o desenvolvedor, o objetivo é oferecer uma visão completa da propriedade:

“Queremos monitorar a fazenda de ponta a ponta e informar o produtor sobre tudo o que acontece em cada talhão em tempo real”, explica Kennedy Gnoatto.

Sustentabilidade e redução no uso de defensivos agrícolas

Além da eficiência no controle de pragas, a tecnologia também tem forte impacto ambiental. Estudos iniciais da startup indicam a possibilidade de redução de 10% a 20% no uso de inseticidas, contribuindo para a diminuição dos custos de produção e dos impactos ambientais.

O sistema também foi projetado para evitar a atração de insetos benéficos, como abelhas e joaninhas, preservando o equilíbrio ecológico das lavouras.

Leia Também:  Açúcar recua nas bolsas internacionais com pressão da oferta indiana e câmbio no Brasil
Parceria com a Abapa fortalece testes no algodão brasileiro

A Fox Agritech avança agora para a fase de testes em campo, após firmar parceria com a Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa).

O acordo tem como objetivo ampliar o banco de dados da tecnologia e aprimorar sua aplicação no controle do bicudo-do-algodoeiro em condições reais de cultivo.

A startup também avalia a adaptação da solução para outras culturas, como milho e grãos, ampliando seu potencial de uso no agronegócio brasileiro.

Aceleração e expansão tecnológica no agronegócio

A empresa integra atualmente a Cyklo Agritech, aceleradora voltada a startups do setor agro. Segundo o fundador, o suporte tem sido essencial para estruturar o crescimento do negócio, fortalecer o networking e acelerar a entrada no mercado.

Com equipe multidisciplinar formada por engenheiros de hardware, software e inteligência artificial, a Fox Agritech projeta iniciar sua operação comercial até 2028.

Tecnologia como aliada da produtividade no campo

A proposta da startup reforça uma tendência crescente no agronegócio: o uso de tecnologias avançadas para aumentar a eficiência produtiva, reduzir perdas e promover sustentabilidade.

Cotonicultores interessados em testar a solução, especialmente na região do MATOPIBA (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia), já podem agendar visitas técnicas para implantação de áreas experimentais.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

AGRONEGÓCIO

Decisão judicial extingue ação da Aprosoja que cobrava R$ 1,1 bilhão por Moratória da Soja

Publicados

em

Por

A Justiça de Mato Grosso encerrou a ação em que a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) cobrava R$ 1,1 bilhão de empresas e entidades por prejuízos que atribuía à Moratória da Soja. A sentença, proferida na terça-feira (13), fecha na primeira instância a tentativa de obter uma reparação coletiva aos agricultores atingidos pelas restrições de compra do acordo.

A cobrança buscava compensar perdas que, segundo a associação, decorreram da dificuldade de vender soja mesmo quando a produção atendia à legislação ambiental. A Aprosoja-MT pretendia que empresas comercializadoras, entidades setoriais e seus representantes respondessem financeiramente por esses danos.

O processo discutia os efeitos de um pacto do qual a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) anunciou sua saída em janeiro de 2026. A retirada ocorreu após a entrada em vigor da lei mato-grossense que restringiu incentivos fiscais a empresas participantes de acordos com exigências superiores às da legislação ambiental. Em agosto, depois do julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF), a entidade reafirmou que não pretendia retomar a moratória. Saiba mais aqui

Criado em 2006, o compromisso previa a recusa de soja cultivada em áreas do bioma Amazônia desmatadas depois de julho de 2008. A restrição alcançava também áreas abertas com autorização. Para a Aprosoja-MT, esse critério prejudicava agricultores que cumpriam a lei, mas encontravam menos alternativas de compradores para sua produção.

A saída das empresas e a cobrança pelas perdas anteriores seguiram caminhos diferentes. Enquanto a Abiove abandonou o pacto coletivo, a associação dos produtores manteve a tentativa de responsabilizar seus participantes pelos efeitos que atribuía à aplicação das restrições.

Leia Também:  Preços do melão seguem em alta na Ceagesp com chuvas limitando oferta

Essa cobrança foi atingida pelo julgamento do STF de 12 de agosto. O Supremo considerou que o acordo respeitava a Constituição e determinou o encerramento dos processos judiciais e administrativos baseados na sua suposta ilegalidade, inclusive dos pedidos de responsabilização financeira. A Vara Especializada em Ações Coletivas de Cuiabá aplicou essa ordem ao processo da Aprosoja-MT. portal.stf.jus.br

Com isso, o pedido de R$ 1,1 bilhão foi encerrado antes da análise dos prejuízos alegados. A sentença deixa os agricultores representados pela associação sem a reparação buscada nessa ação e afasta das empresas processadas, nesta primeira instância, a cobrança coletiva.

O Supremo também manteve as leis estaduais que restringem incentivos a participantes de acordos dessa natureza. Estabeleceu, porém, que a retirada de benefícios deve respeitar os prazos tributários e a proteção das isenções concedidas mediante condições assumidas pelas empresas. O resultado preservou tanto a validade jurídica do pacto quanto a possibilidade de os estados estabelecerem condições para conceder incentivos.

Na mesma sentença, a Justiça rejeitou os pedidos para que a Aprosoja-MT pagasse honorários, despesas processuais e multa por má-fé. A associação teve sua cobrança encerrada, mas ficou livre dessas despesas reclamadas pelos réus.

Na comercialização atual, a Abiove informou que suas associadas passaram a atender individualmente às exigências dos mercados compradores. Para o produtor, as condições de aceitação da soja dependem das políticas de cada empresa. Já a sentença desta semana trata da disputa pelas perdas atribuídas ao antigo compromisso coletivo e encerra, nessa primeira instância, a tentativa de recuperação desses valores.

Isan Rezende

Com isso, os produtores representados pela Aprosoja-MT não receberão qualquer indenização das empresas ligadas à Moratória da Soja. A Aprosoja-MT buscava responsabilizar empresas e entidades por prejuízos que atribuía à moratória. Seu argumento era que agricultores que respeitavam a legislação ambiental também podiam ficar sem acesso a compradores por causa das exigências do acordo.

Leia Também:  Plano Safra 2025/26 tem retração no crédito rural sustentável e reflete alta dos juros e endividamento no campo

O presidente do Instituto do Agronegócio (IA), Isan Rezende, lamentou a decisão. “O encerramento da ação frustra a expectativa de reparação dos produtores que se consideram prejudicados pela Moratória da Soja. A cobrança da Aprosoja procurava dar uma resposta a quem cumpriu a legislação ambiental, investiu na propriedade e encontrou restrições para vender. A sentença encerrou esse pedido sem examinar os prejuízos alegados. Isso precisa ficar claro para o agricultor”, comentou.

“O problema comercial continua exigindo atenção. O produtor precisa saber, antes de plantar e de assumir compromissos, quais critérios serão usados para receber sua soja. Quem trabalha dentro da lei precisa de previsibilidade para investir. Também é necessário dar transparência às exigências dos compradores, para que o agricultor consiga avaliar suas alternativas de venda e os custos envolvidos”, disse Rezende.

“Agora, o setor precisa concentrar esforços para ampliar mercados e construir condições comerciais mais claras. Sair de um acordo coletivo não significa, necessariamente, abandonar as restrições de compra. Por isso, a representação dos produtores deve acompanhar as regras adotadas por cada empresa e buscar soluções que preservem o acesso aos mercados e a renda de quem produz”, recomendou o presidente do IA.

Fonte: Pensar Agro

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

RIO BRANCO

ACRE

POLÍCIA

FAMOSOS

MAIS LIDAS DA SEMANA