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TCP cresce 8% no 1º trimestre de 2026 e impulsiona exportações de carnes e celulose em Paranaguá

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A movimentação de cargas na TCP, responsável pela administração do Terminal de Contêineres de Paranaguá, alcançou 2,991 milhões de toneladas no primeiro trimestre de 2026, crescimento de 8% em relação ao mesmo período de 2025. O desempenho foi impulsionado principalmente pelo avanço das exportações de carnes, produtos refrigerados e papel e celulose.

O resultado reforça a posição estratégica do terminal como um dos principais hubs logísticos do agronegócio brasileiro no comércio exterior.

Exportações crescem 11% com forte demanda por carnes e celulose

As exportações operadas pela TCP somaram 2,096 milhões de toneladas no primeiro trimestre de 2026, alta de 11% frente ao ano anterior. O desempenho foi puxado por três segmentos principais:

  • Carnes e congelados: +15% (1,040 milhão de toneladas)
  • Papel e celulose: +16% (275 mil toneladas)
  • Madeira: estabilidade (347 mil toneladas)

O destaque absoluto segue com a carne de frango, que avançou de 563 mil para 649 mil toneladas, crescimento de 15%. A participação da TCP no mercado nacional subiu de 45% para 49%.

Os principais destinos foram China, Emirados Árabes Unidos e África do Sul, mantendo a forte dependência dos mercados asiáticos e do Oriente Médio.

Carne bovina mantém crescimento e amplia destinos internacionais

As exportações de carne bovina também registraram alta de 15%, passando de 182 mil para 209 mil toneladas no período.

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A participação da TCP no mercado permaneceu estável em 27%, com destaque para os seguintes destinos:

  • China (43%)
  • Estados Unidos (11%)
  • Rússia (8%)

O desempenho reforça a relevância do terminal na logística das proteínas animais brasileiras, especialmente no atendimento ao mercado asiático.

Liderança em contêineres refrigerados impulsiona competitividade

Segundo a TCP, um dos principais diferenciais operacionais é a infraestrutura de armazenamento refrigerado. O terminal conta com 5.280 tomadas para contêineres reefer, consolidando-se como referência nacional no escoamento de carnes e congelados.

“A TCP é o terminal com maior capacidade de contêineres refrigerados do Brasil e concentra 23 escalas semanais regulares, oferecendo flexibilidade aos exportadores”, destacou Rafael Stein, superintendente institucional e jurídico da companhia.

Importações crescem 2% e reforçam indústria regional

As importações movimentaram 816 mil toneladas no trimestre, crescimento de 2% em relação a 2025. Os principais segmentos foram:

  • Automotivo: 131 mil toneladas
  • Produtos químicos: 130 mil toneladas
  • Eletrônicos e maquinários: 73 mil toneladas

O setor automotivo segue como destaque, abastecendo principalmente a indústria da região metropolitana de Curitiba.

TCP bate recorde histórico de movimentação de contêineres

No primeiro trimestre de 2026, a TCP movimentou 411 mil TEUs (contêineres de 20 pés), alta de 3% e novo recorde para o período.

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Entre os principais indicadores operacionais:

  • Exportações de contêineres cheios: +10% (154 mil TEUs)
  • Importações estáveis: 83 mil TEUs
  • Contêineres refrigerados: 39.252 unidades (+10%)
  • Movimentação rodoviária: 162 mil contêineres (recorde)
  • Atracações: 244 navios
Modal ferroviário ganha força e deve expandir capacidade

O transporte ferroviário respondeu por cerca de 17% das cargas exportadas pela TCP, com 26 mil contêineres movimentados no período.

A expectativa é de crescimento com a ampliação da infraestrutura logística, incluindo:

  • construção de uma terceira linha férrea
  • nova área de manobras no pátio operacional
  • parceria com a Brado Logística
  • aumento de 20% na capacidade ferroviária

Com a expansão, a operação poderá dobrar a capacidade de movimentação por encoste, passando de 41 para até 82 contêineres.

O desempenho da TCP no primeiro trimestre de 2026 reforça a importância do terminal de Paranaguá como eixo estratégico do comércio exterior brasileiro. O crescimento das exportações de proteínas animais e produtos florestais, aliado à expansão da infraestrutura logística, consolida o terminal como um dos principais vetores de competitividade do agronegócio no país.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Balança comercial do Brasil dispara em abril e registra superávit de US$ 9,2 bilhões impulsionado pelo agro

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A balança comercial brasileira mantém trajetória positiva em 2026, com desempenho robusto impulsionado principalmente pelo agronegócio. Na quarta semana de abril, o país registrou superávit de US$ 1,7 bilhão, reforçando a importância do setor externo para o equilíbrio econômico.

Os dados foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior, vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, e evidenciam a força das exportações brasileiras em um cenário global ainda marcado por incertezas.

Abril acumula superávit bilionário e avanço da corrente de comércio

No acumulado do mês até a quarta semana de abril, o comércio exterior apresentou crescimento consistente:

  • Exportações: US$ 27,8 bilhões
  • Importações: US$ 18,7 bilhões
  • Superávit: US$ 9,2 bilhões
  • Corrente de comércio: US$ 46,5 bilhões

Na quarta semana isoladamente, a corrente de comércio somou US$ 11,6 bilhões, com exportações de US$ 6,7 bilhões e importações de US$ 4,9 bilhões.

Resultado no ano confirma força do setor externo

No acumulado de 2026, a balança comercial brasileira segue em patamar elevado:

  • Exportações: US$ 110,2 bilhões
  • Importações: US$ 86,8 bilhões
  • Superávit: US$ 23,3 bilhões
  • Corrente de comércio: US$ 197 bilhões
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O desempenho reforça a resiliência do Brasil no comércio internacional, mesmo diante de volatilidade nos mercados globais.

Agro lidera crescimento das exportações brasileiras

O agronegócio permanece como principal motor das exportações. Na comparação com abril de 2025, houve avanço significativo nas médias diárias:

  • Agropecuária: +US$ 76,3 milhões (19,2%)
  • Indústria extrativa: +US$ 53,65 milhões (15,3%)
  • Indústria de transformação: +US$ 113,89 milhões (15,5%)

O resultado evidencia a competitividade do Brasil no fornecimento global de alimentos, energia e matérias-primas.

Importações crescem em ritmo menor e agro recua

As importações apresentaram expansão mais moderada no período:

  • Indústria extrativa: +7,1%
  • Indústria de transformação: +5,8%
  • Agropecuária: queda de 28,1%

A retração nas compras externas do setor agropecuário contribuiu diretamente para a ampliação do superávit comercial.

Exportações avançam acima das importações

Na comparação com abril de 2025, as exportações cresceram em ritmo superior:

  • Exportações: +16,4% (média diária)
  • Importações: +5,1% (média diária)

A corrente de comércio avançou 11,6%, com média diária de US$ 2,9 bilhões, enquanto o saldo médio diário atingiu US$ 572,39 milhões.

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Perspectivas: agro, câmbio e demanda global no foco

O desempenho da balança comercial em abril reforça o protagonismo do agronegócio e aponta fatores-chave para os próximos meses:

  • Manutenção da demanda global por commodities
  • Influência do câmbio sobre a competitividade
  • Impactos do cenário internacional sobre o fluxo comercial

Mesmo diante de incertezas externas, o Brasil segue sustentado pela força do setor agroexportador, que continua sendo um dos principais pilares da economia nacional.

Balança Comercial 4° Semana de Abril/2026

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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