AGRONEGÓCIO
Produção de sorgo no Brasil deve crescer 22% na safra 2025/26 e reforça protagonismo global
AGRONEGÓCIO
A produção de sorgo no Brasil deve registrar forte expansão na safra 2025/2026. Segundo projeção da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o país deverá colher 7,47 milhões de toneladas, um crescimento de 22% em relação ao ciclo anterior, impulsionado pela ampliação da área plantada para 2,02 milhões de hectares.
O desempenho coloca o sorgo entre as culturas com maior avanço na atual temporada e reforça sua importância estratégica dentro do agronegócio brasileiro.
Expansão da área e substituição do milho safrinha
O crescimento da produção está diretamente ligado à mudança de estratégia dos produtores, que passaram a ampliar o cultivo de sorgo em áreas tradicionalmente destinadas ao milho de segunda safra.
A redução da área de milho safrinha, aliada às condições climáticas mais desafiadoras, abriu espaço para o avanço do sorgo em diversas regiões do país. O cereal tem se destacado por sua resiliência, especialmente em cenários de déficit hídrico e irregularidade de chuvas.
Além disso, o sorgo apresenta menor custo de implantação e maior segurança produtiva, fatores que vêm estimulando sua adoção, inclusive em regiões fora dos polos tradicionais, como Goiás, São Paulo e Minas Gerais.
Cultura versátil ganha novos mercados
Historicamente utilizado na alimentação animal, o sorgo vem ampliando seu espaço com a diversificação de usos. Um dos principais vetores de crescimento é a entrada do cereal na produção de etanol e DDG (grãos secos de destilaria), seguindo a tendência já consolidada pelo milho.
Indústrias de etanol já adaptam suas operações para processar sorgo, que apresenta rendimento semelhante ao milho e boa qualidade como biocombustível. Como subproduto, o DDG de sorgo também ganha destaque na nutrição animal, com características competitivas.
Entre os diferenciais, o produto apresenta alto teor proteico e ausência de problemas relacionados à aflatoxina, o que amplia sua utilização em cadeias como suinocultura e avicultura. Além disso, por não estar associado à biotecnologia, o DDG de sorgo pode ter maior facilidade de acesso a mercados mais exigentes, como a União Europeia.
Caminho para liderança global
Atualmente, o Brasil ocupa a terceira posição entre os maiores produtores de sorgo do mundo, atrás de Estados Unidos e Nigéria. A meta do setor é alcançar a liderança global até 2030.
Para isso, o aumento da produtividade será decisivo. Estimativas do setor indicam que, com produtividade média de 6 toneladas por hectare, o país poderá superar a marca de 12 milhões de toneladas nos próximos anos, mesmo sem expansão significativa da área plantada.
Outro fator estratégico é o aproveitamento de áreas subutilizadas, como pastagens degradadas, que podem ser incorporadas à produção de sorgo, ampliando o potencial produtivo nacional.
Exportações e mercado internacional
Com o avanço da produção, o Brasil também busca ampliar sua presença no mercado externo. Atualmente, o país conta com cerca de 10 destinos para exportação, número que deve crescer nos próximos anos.
A China desponta como principal oportunidade, com importações anuais próximas de 10 milhões de toneladas. O país asiático busca diversificar fornecedores, reduzindo a dependência dos Estados Unidos.
Recentemente, o Brasil avançou nesse mercado com a aprovação de cargas teste de sorgo, abrindo caminho para a habilitação de novas empresas exportadoras.
Além da Ásia, o setor também mira a ampliação das vendas para a África, região com forte consumo do cereal, tanto para alimentação animal quanto para uso na culinária.
Perspectivas para o setor
O cenário aponta para um ciclo de crescimento consistente do sorgo no Brasil, sustentado pela combinação de resiliência agronômica, diversificação de usos e expansão de mercados.
A tendência é de fortalecimento da cultura nos próximos anos, com ganhos de produtividade e maior integração com cadeias industriais, como a de biocombustíveis.
Com esse avanço, o sorgo consolida sua posição como uma alternativa estratégica dentro do sistema produtivo e ganha protagonismo no agronegócio nacional.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Exportações do agro brasileiro avançam em abril e soja lidera embarques, aponta ANEC
O Brasil segue com ritmo acelerado nas exportações do agronegócio em 2026, com destaque para a soja e o milho, segundo dados da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (ANEC). O relatório da Semana 16 mostra avanço consistente nos embarques e reforça o protagonismo do país no comércio global de grãos.
Embarques semanais superam 3,4 milhões de toneladas de soja
Na semana de 19 a 25 de abril, os embarques brasileiros de soja somaram cerca de 3,48 milhões de toneladas. Para o período seguinte, entre 26 de abril e 2 de maio, a projeção indica aumento para aproximadamente 4,46 milhões de toneladas.
Os dados refletem a intensificação da logística portuária, com destaque para:
- Porto de Santos: maior volume embarcado, superando 1,4 milhão de toneladas de soja
- Paranaguá: mais de 400 mil toneladas
- Barcarena e São Luís/Itaqui: forte participação no escoamento pelo Arco Norte
Além da soja, o farelo e o milho também apresentaram movimentação relevante nos principais portos do país.
Exportações crescem em abril e reforçam tendência positiva em 2026
No acumulado mensal, abril deve registrar entre 18,0 milhões e 20 milhões de toneladas exportadas, considerando todos os produtos analisados.
Entre os destaques:
- Soja: cerca de 14,9 milhões de toneladas embarcadas
- Milho: 2,75 milhões de toneladas
- Farelo de soja: volumes mais modestos, mas com recuperação frente a meses anteriores
No acumulado do ano, o Brasil já soma mais de 41 milhões de toneladas exportadas de soja, mantendo desempenho robusto no mercado internacional.
Comparativo com 2025 mostra avanço nas exportações
Os dados da ANEC indicam crescimento relevante frente ao ano anterior, especialmente no primeiro quadrimestre:
- Janeiro: alta expressiva nos embarques
- Março e abril: consolidação do crescimento
- Fevereiro: leve recuo pontual
Em abril, o volume exportado supera em mais de 2,3 milhões de toneladas o registrado no mesmo período de 2025.
China segue como principal destino da soja brasileira
A demanda internacional permanece aquecida, com forte concentração nas compras chinesas. Entre janeiro e março de 2026:
- China: responsável por 75% das importações de soja brasileira
- Espanha e Turquia: aparecem na sequência, com participações menores
- Países asiáticos e do Oriente Médio ampliam presença
No caso do milho, os principais destinos incluem Egito, Vietnã e Irã, reforçando a diversificação dos mercados compradores.
Logística e demanda sustentam desempenho do agro
O avanço das exportações brasileiras está diretamente ligado à combinação de fatores como:
- Safra robusta
- Demanda internacional aquecida
- Eficiência logística, com maior uso de portos do Norte
A tendência é de manutenção do ritmo positivo ao longo dos próximos meses, especialmente com o avanço da comercialização da safra e a continuidade da demanda global por grãos brasileiros.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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