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Defensivos agrícolas para milho e soja ganham destaque na Agrishow 2026 com novas tecnologias no campo

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Agrishow 2026 movimenta mercado de insumos e tecnologias agrícolas

A edição 2026 da Agrishow, realizada entre 27 de abril e 1º de maio, em Ribeirão Preto (SP), reforça seu protagonismo como uma das maiores feiras do agronegócio brasileiro, reunindo empresas líderes em máquinas, tecnologias e insumos agrícolas.

Entre os destaques do evento, a Sipcam Nichino apresenta ao mercado soluções voltadas ao aumento da produtividade e eficiência no manejo de lavouras de milho e soja, com foco no controle de pragas e plantas invasoras.

Controle da cigarrinha-do-milho avança com tecnologia inovadora

Um dos principais focos da companhia é o inseticida Fiera®, desenvolvido para o manejo da cigarrinha-do-milho (Dalbulus maidis), considerada atualmente uma das pragas mais desafiadoras da cultura.

De acordo com a empresa, a tecnologia atua diretamente na fase ninfal do inseto, além de impactar a reprodução da praga, reduzindo a postura e a eclosão de ovos.

Segundo o coordenador de marketing da Sipcam Nichino, Marcelo Palazim, o controle eficiente da cigarrinha é decisivo para o sucesso da lavoura:

“O manejo da fase ninfal tornou-se central para interromper o ciclo da praga, reduzir sua incidência e garantir maior produtividade no milho.”

Herbicida amplia eficiência no manejo de plantas daninhas

Outro destaque apresentado na feira é o herbicida Click® Pro, indicado para o controle de plantas daninhas de difícil manejo na cultura do milho.

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A solução combina dois ingredientes ativos — terbutilazina e mesotriona — que atuam de forma sinérgica no controle de espécies monocotiledôneas e dicotiledôneas.

Entre os diferenciais do produto estão:

  • Ação pós-emergente
  • Seletividade para o milho
  • Controle eficaz de plantas resistentes ao glifosato e à atrazina
  • Longo efeito residual

Resultados de campo indicam desempenho superior no controle de folhas largas e gramíneas, incluindo espécies com histórico de resistência.

Novo herbicida para soja é lançado durante a feira

Durante a Agrishow 2026, a Sipcam Nichino também inicia o lançamento do herbicida Cervino® Gold, voltado à sojicultura.

Segundo a empresa, a nova solução apresenta alta eficiência no manejo das principais plantas daninhas da cultura, com resultados superiores em avaliações a campo quando comparado a produtos concorrentes.

A tecnologia chega ao mercado com a proposta de ampliar o controle e contribuir para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.

Tecnologias reforçam produtividade e sustentabilidade no campo

As soluções apresentadas pela companhia refletem uma tendência crescente no agronegócio: o uso de tecnologias cada vez mais precisas para otimizar o manejo, reduzir perdas e aumentar a rentabilidade das lavouras.

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Ao integrar inovação, eficiência agronômica e controle estratégico de pragas e invasoras, os defensivos agrícolas seguem como ferramentas essenciais para o desempenho das culturas de milho e soja no Brasil.

Agrishow consolida ambiente de inovação e negócios no agro

Com forte presença de empresas do setor, a Agrishow 2026 se consolida como um ambiente estratégico para lançamento de tecnologias, geração de negócios e difusão de conhecimento técnico.

A feira reúne produtores, consultores e indústrias em busca de soluções práticas e eficientes para os desafios do campo, reforçando seu papel como vitrine da inovação no agronegócio brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Decisão judicial extingue ação da Aprosoja que cobrava R$ 1,1 bilhão por Moratória da Soja

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A Justiça de Mato Grosso encerrou a ação em que a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) cobrava R$ 1,1 bilhão de empresas e entidades por prejuízos que atribuía à Moratória da Soja. A sentença, proferida na terça-feira (13), fecha na primeira instância a tentativa de obter uma reparação coletiva aos agricultores atingidos pelas restrições de compra do acordo.

A cobrança buscava compensar perdas que, segundo a associação, decorreram da dificuldade de vender soja mesmo quando a produção atendia à legislação ambiental. A Aprosoja-MT pretendia que empresas comercializadoras, entidades setoriais e seus representantes respondessem financeiramente por esses danos.

O processo discutia os efeitos de um pacto do qual a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) anunciou sua saída em janeiro de 2026. A retirada ocorreu após a entrada em vigor da lei mato-grossense que restringiu incentivos fiscais a empresas participantes de acordos com exigências superiores às da legislação ambiental. Em agosto, depois do julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF), a entidade reafirmou que não pretendia retomar a moratória. Saiba mais aqui

Criado em 2006, o compromisso previa a recusa de soja cultivada em áreas do bioma Amazônia desmatadas depois de julho de 2008. A restrição alcançava também áreas abertas com autorização. Para a Aprosoja-MT, esse critério prejudicava agricultores que cumpriam a lei, mas encontravam menos alternativas de compradores para sua produção.

A saída das empresas e a cobrança pelas perdas anteriores seguiram caminhos diferentes. Enquanto a Abiove abandonou o pacto coletivo, a associação dos produtores manteve a tentativa de responsabilizar seus participantes pelos efeitos que atribuía à aplicação das restrições.

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Essa cobrança foi atingida pelo julgamento do STF de 12 de agosto. O Supremo considerou que o acordo respeitava a Constituição e determinou o encerramento dos processos judiciais e administrativos baseados na sua suposta ilegalidade, inclusive dos pedidos de responsabilização financeira. A Vara Especializada em Ações Coletivas de Cuiabá aplicou essa ordem ao processo da Aprosoja-MT. portal.stf.jus.br

Com isso, o pedido de R$ 1,1 bilhão foi encerrado antes da análise dos prejuízos alegados. A sentença deixa os agricultores representados pela associação sem a reparação buscada nessa ação e afasta das empresas processadas, nesta primeira instância, a cobrança coletiva.

O Supremo também manteve as leis estaduais que restringem incentivos a participantes de acordos dessa natureza. Estabeleceu, porém, que a retirada de benefícios deve respeitar os prazos tributários e a proteção das isenções concedidas mediante condições assumidas pelas empresas. O resultado preservou tanto a validade jurídica do pacto quanto a possibilidade de os estados estabelecerem condições para conceder incentivos.

Na mesma sentença, a Justiça rejeitou os pedidos para que a Aprosoja-MT pagasse honorários, despesas processuais e multa por má-fé. A associação teve sua cobrança encerrada, mas ficou livre dessas despesas reclamadas pelos réus.

Na comercialização atual, a Abiove informou que suas associadas passaram a atender individualmente às exigências dos mercados compradores. Para o produtor, as condições de aceitação da soja dependem das políticas de cada empresa. Já a sentença desta semana trata da disputa pelas perdas atribuídas ao antigo compromisso coletivo e encerra, nessa primeira instância, a tentativa de recuperação desses valores.

Isan Rezende

Com isso, os produtores representados pela Aprosoja-MT não receberão qualquer indenização das empresas ligadas à Moratória da Soja. A Aprosoja-MT buscava responsabilizar empresas e entidades por prejuízos que atribuía à moratória. Seu argumento era que agricultores que respeitavam a legislação ambiental também podiam ficar sem acesso a compradores por causa das exigências do acordo.

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O presidente do Instituto do Agronegócio (IA), Isan Rezende, lamentou a decisão. “O encerramento da ação frustra a expectativa de reparação dos produtores que se consideram prejudicados pela Moratória da Soja. A cobrança da Aprosoja procurava dar uma resposta a quem cumpriu a legislação ambiental, investiu na propriedade e encontrou restrições para vender. A sentença encerrou esse pedido sem examinar os prejuízos alegados. Isso precisa ficar claro para o agricultor”, comentou.

“O problema comercial continua exigindo atenção. O produtor precisa saber, antes de plantar e de assumir compromissos, quais critérios serão usados para receber sua soja. Quem trabalha dentro da lei precisa de previsibilidade para investir. Também é necessário dar transparência às exigências dos compradores, para que o agricultor consiga avaliar suas alternativas de venda e os custos envolvidos”, disse Rezende.

“Agora, o setor precisa concentrar esforços para ampliar mercados e construir condições comerciais mais claras. Sair de um acordo coletivo não significa, necessariamente, abandonar as restrições de compra. Por isso, a representação dos produtores deve acompanhar as regras adotadas por cada empresa e buscar soluções que preservem o acesso aos mercados e a renda de quem produz”, recomendou o presidente do IA.

Fonte: Pensar Agro

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