AGRONEGÓCIO
Copom reduz Selic para 14,50% ao ano e sinaliza continuidade do ajuste com cautela diante de incertezas globais
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O Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu reduzir a taxa básica de juros, a Selic, em 0,25 ponto percentual, fixando-a em 14,50% ao ano. A medida foi unânime e já amplamente esperada pelo mercado financeiro, marcando a continuidade do processo de ajuste da política monetária no Brasil.
De acordo com o comunicado oficial, o Comitê considera apropriado dar sequência ao ciclo de calibração, após um período prolongado de juros em nível contracionista. Esse ambiente contribuiu para a desaceleração da atividade econômica, abrindo espaço para ajustes graduais na taxa, conforme a evolução dos dados econômicos.
Estratégia de política monetária segue focada na inflação
O Copom reforçou que a decisão está alinhada com o objetivo central de assegurar a convergência da inflação para a meta ao longo do horizonte relevante. Ao mesmo tempo, a autoridade monetária busca suavizar oscilações na atividade econômica e contribuir para condições mais favoráveis ao emprego.
Apesar do corte, o cenário inflacionário segue desafiador. As projeções indicam que a inflação permanece acima da meta, com expectativas de 4,9% para 2026 e 4,0% para 2027, segundo a pesquisa Focus. Para o quarto trimestre de 2027 — atual horizonte relevante —, a estimativa do Copom é de 3,5%.
Incerteza global e conflitos elevam riscos
O ambiente externo continua sendo um fator de atenção. A incerteza em torno dos conflitos no Oriente Médio e seus desdobramentos tem impacto direto sobre cadeias globais de suprimento e preços de commodities, especialmente energia, influenciando a dinâmica inflacionária.
Nesse contexto, o Copom destacou a necessidade de cautela por parte de economias emergentes, diante da maior volatilidade nos mercados financeiros e nos preços de ativos.
Cenário doméstico mostra moderação com mercado de trabalho resiliente
No Brasil, os indicadores econômicos apontam para uma desaceleração gradual da atividade, conforme esperado. Por outro lado, o mercado de trabalho segue demonstrando resiliência, sustentando parte da demanda interna.
Entretanto, dados recentes mostram aceleração da inflação cheia e de seus núcleos, afastando-se ainda mais da meta estabelecida.
Balanço de riscos segue elevado
O Copom avalia que os riscos para a inflação permanecem elevados e assimétricos, influenciados principalmente pelo cenário internacional. Entre os principais fatores de alta, destacam-se:
- Possível desancoragem das expectativas de inflação no médio e longo prazo
- Pressões vindas do setor de serviços, com demanda ainda aquecida
- Impactos inflacionários decorrentes de câmbio depreciado e choques externos
Por outro lado, existem fatores que podem contribuir para uma inflação mais baixa:
- Desaceleração mais intensa da economia brasileira
- Redução do crescimento global diante de choques comerciais e energéticos
- Queda nos preços das commodities, com efeito desinflacionário
Próximos passos dependerão de novos dados
Diante do cenário atual, o Copom reiterou que manterá uma postura de serenidade e cautela. As próximas decisões sobre a Selic dependerão da evolução dos dados econômicos, especialmente no que diz respeito à inflação, atividade e impactos dos conflitos geopolíticos.
A autoridade monetária sinaliza que o processo de ajuste continuará sendo conduzido de forma gradual e dependente de evidências, buscando equilíbrio entre controle inflacionário e estabilidade econômica.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Brasil inicia testes com biodiesel B20 no diesel e pode ampliar mistura obrigatória a partir de 2026
Testes com biodiesel B15 e B20 começam em maio no Brasil
O Brasil dará início, em maio, a uma nova etapa de testes técnicos para avaliar a viabilidade da ampliação da mistura de biodiesel no diesel para até 20%. A informação foi confirmada por Renato Romio, gerente da divisão de veículos do Instituto Tecnológico de Mauá.
A iniciativa faz parte de um conjunto de estudos que busca aprofundar a análise sobre o desempenho de motores e sistemas de injeção com maiores proporções de biocombustível na matriz energética nacional.
País é referência global em biocombustíveis
O Brasil já se consolida como um dos principais produtores mundiais de biocombustíveis, com forte participação de matérias-primas como soja e cana-de-açúcar.
Atualmente, o país adota a mistura obrigatória de 15% de biodiesel no diesel (B15) e 30% de etanol anidro na gasolina, políticas que reforçam a posição brasileira na transição energética global.
Contexto internacional pressiona avanço da mistura
A discussão sobre o aumento da mistura ocorre em meio a um cenário global de instabilidade energética, agravado por tensões geopolíticas desde o início do ano.
Esse ambiente tem intensificado debates no Brasil sobre a redução da dependência de combustíveis fósseis e a ampliação do uso de fontes renováveis na matriz de transporte.
Ensaios técnicos vão avaliar desempenho e emissões
Na primeira fase dos estudos, serão testadas misturas de B15 e B20 em motores especialmente instalados para a pesquisa. Os combustíveis devem ser entregues até o fim de maio.
Os testes terão duração de aproximadamente 300 horas e vão avaliar aspectos como:
- Entupimento de filtros
- Desempenho do sistema de injeção
- Condição de bicos injetores
- Eficiência operacional dos motores
Em uma segunda etapa, o estudo também analisará emissões de poluentes em misturas com 7% e 25% de biodiesel.
Setor avalia testes como passo estratégico para expansão
Para representantes do setor de biodiesel, a iniciativa representa um avanço importante para a consolidação de misturas superiores ao B15.
Segundo o diretor de economia e assuntos regulatórios da Abiove, Daniel Amaral, o conjunto de testes é amplo e envolve diferentes entidades ligadas à cadeia produtiva e ao uso do biocombustível.
“O estudo abre caminho para misturas acima de B15 e até B20, o que representa um cenário muito promissor para o setor”, afirmou.
Biodiesel pode ganhar maior espaço na matriz energética
A possível ampliação da mistura obrigatória de biodiesel é vista como estratégica para o setor energético e agroindustrial, com potencial de aumentar a demanda por soja e outras matérias-primas utilizadas na produção do biocombustível.
Caso os resultados dos testes sejam positivos, o Brasil pode avançar para uma nova fase de transição energética, com maior participação de combustíveis renováveis no diesel comercializado no país.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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