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Açúcar fecha semana em alta nas bolsas internacionais e sinaliza recuperação nos preços

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O mercado global de açúcar encerrou a semana em alta, consolidando um movimento de recuperação nas principais bolsas internacionais. A valorização foi observada tanto em Nova York quanto em Londres, refletindo ajustes positivos ao longo da curva futura e maior firmeza nos preços externos.

Nova York registra ganhos consistentes

Na bolsa de Nova York, os contratos do açúcar bruto apresentaram avanço ao longo da semana. O vencimento julho/26 fechou cotado a 14,95 cents de dólar por libra-peso, com valorização de 0,34 cent.

Na mesma tendência, o contrato outubro/26 subiu para 15,39 cents/lbp, enquanto o março/27 avançou para 16,21 cents/lbp. Os contratos de prazos mais longos também registraram ganhos, indicando um movimento de recomposição dos preços no mercado internacional.

Londres acompanha valorização

Em Londres, na ICE Europe, o açúcar branco seguiu o mesmo ritmo de alta. O contrato agosto/26 foi negociado a US$ 446,50 por tonelada, com ganho de US$ 7,60.

Já o vencimento outubro/26 avançou para US$ 446,70 por tonelada, enquanto o dezembro/26 encerrou cotado a US$ 449,40, com alta de US$ 8,60. Os demais contratos também apresentaram valorização, reforçando o viés positivo no cenário externo.

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Mercado interno segue pressionado

No Brasil, o mercado físico não contou com atualização do indicador do açúcar cristal branco em São Paulo na sexta-feira (1º), em função do feriado do Dia do Trabalho.

A última referência disponível, datada de 30 de abril, aponta a saca de 50 quilos a R$ 97,91. O valor representa queda de 1,91% no dia e recuo acumulado de 7,16% no mês.

O movimento de baixa no mercado interno ainda reflete a pressão típica do início da safra, período marcado pelo aumento da oferta e maior disponibilidade do produto no mercado físico.

Cenário exige atenção do setor

Apesar da recuperação nas bolsas internacionais, o mercado brasileiro segue atento ao avanço da safra e ao comportamento da oferta nas próximas semanas. A combinação entre maior produção e dinâmica externa será determinante para a formação dos preços no curto prazo.

O cenário reforça a importância de monitoramento constante por parte dos agentes do setor, especialmente diante da volatilidade dos mercados globais e das condições de comercialização no mercado doméstico.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Decisão judicial extingue ação da Aprosoja que cobrava R$ 1,1 bilhão por Moratória da Soja

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A Justiça de Mato Grosso encerrou a ação em que a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) cobrava R$ 1,1 bilhão de empresas e entidades por prejuízos que atribuía à Moratória da Soja. A sentença, proferida na terça-feira (13), fecha na primeira instância a tentativa de obter uma reparação coletiva aos agricultores atingidos pelas restrições de compra do acordo.

A cobrança buscava compensar perdas que, segundo a associação, decorreram da dificuldade de vender soja mesmo quando a produção atendia à legislação ambiental. A Aprosoja-MT pretendia que empresas comercializadoras, entidades setoriais e seus representantes respondessem financeiramente por esses danos.

O processo discutia os efeitos de um pacto do qual a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) anunciou sua saída em janeiro de 2026. A retirada ocorreu após a entrada em vigor da lei mato-grossense que restringiu incentivos fiscais a empresas participantes de acordos com exigências superiores às da legislação ambiental. Em agosto, depois do julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF), a entidade reafirmou que não pretendia retomar a moratória. Saiba mais aqui

Criado em 2006, o compromisso previa a recusa de soja cultivada em áreas do bioma Amazônia desmatadas depois de julho de 2008. A restrição alcançava também áreas abertas com autorização. Para a Aprosoja-MT, esse critério prejudicava agricultores que cumpriam a lei, mas encontravam menos alternativas de compradores para sua produção.

A saída das empresas e a cobrança pelas perdas anteriores seguiram caminhos diferentes. Enquanto a Abiove abandonou o pacto coletivo, a associação dos produtores manteve a tentativa de responsabilizar seus participantes pelos efeitos que atribuía à aplicação das restrições.

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Essa cobrança foi atingida pelo julgamento do STF de 12 de agosto. O Supremo considerou que o acordo respeitava a Constituição e determinou o encerramento dos processos judiciais e administrativos baseados na sua suposta ilegalidade, inclusive dos pedidos de responsabilização financeira. A Vara Especializada em Ações Coletivas de Cuiabá aplicou essa ordem ao processo da Aprosoja-MT. portal.stf.jus.br

Com isso, o pedido de R$ 1,1 bilhão foi encerrado antes da análise dos prejuízos alegados. A sentença deixa os agricultores representados pela associação sem a reparação buscada nessa ação e afasta das empresas processadas, nesta primeira instância, a cobrança coletiva.

O Supremo também manteve as leis estaduais que restringem incentivos a participantes de acordos dessa natureza. Estabeleceu, porém, que a retirada de benefícios deve respeitar os prazos tributários e a proteção das isenções concedidas mediante condições assumidas pelas empresas. O resultado preservou tanto a validade jurídica do pacto quanto a possibilidade de os estados estabelecerem condições para conceder incentivos.

Na mesma sentença, a Justiça rejeitou os pedidos para que a Aprosoja-MT pagasse honorários, despesas processuais e multa por má-fé. A associação teve sua cobrança encerrada, mas ficou livre dessas despesas reclamadas pelos réus.

Na comercialização atual, a Abiove informou que suas associadas passaram a atender individualmente às exigências dos mercados compradores. Para o produtor, as condições de aceitação da soja dependem das políticas de cada empresa. Já a sentença desta semana trata da disputa pelas perdas atribuídas ao antigo compromisso coletivo e encerra, nessa primeira instância, a tentativa de recuperação desses valores.

Isan Rezende

Com isso, os produtores representados pela Aprosoja-MT não receberão qualquer indenização das empresas ligadas à Moratória da Soja. A Aprosoja-MT buscava responsabilizar empresas e entidades por prejuízos que atribuía à moratória. Seu argumento era que agricultores que respeitavam a legislação ambiental também podiam ficar sem acesso a compradores por causa das exigências do acordo.

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O presidente do Instituto do Agronegócio (IA), Isan Rezende, lamentou a decisão. “O encerramento da ação frustra a expectativa de reparação dos produtores que se consideram prejudicados pela Moratória da Soja. A cobrança da Aprosoja procurava dar uma resposta a quem cumpriu a legislação ambiental, investiu na propriedade e encontrou restrições para vender. A sentença encerrou esse pedido sem examinar os prejuízos alegados. Isso precisa ficar claro para o agricultor”, comentou.

“O problema comercial continua exigindo atenção. O produtor precisa saber, antes de plantar e de assumir compromissos, quais critérios serão usados para receber sua soja. Quem trabalha dentro da lei precisa de previsibilidade para investir. Também é necessário dar transparência às exigências dos compradores, para que o agricultor consiga avaliar suas alternativas de venda e os custos envolvidos”, disse Rezende.

“Agora, o setor precisa concentrar esforços para ampliar mercados e construir condições comerciais mais claras. Sair de um acordo coletivo não significa, necessariamente, abandonar as restrições de compra. Por isso, a representação dos produtores deve acompanhar as regras adotadas por cada empresa e buscar soluções que preservem o acesso aos mercados e a renda de quem produz”, recomendou o presidente do IA.

Fonte: Pensar Agro

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