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Safra de algodão 2025/26 gera incerteza e acende alerta na cadeia têxtil brasileira

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A safra brasileira de algodão 2025/2026 entra no radar da cadeia têxtil com um cenário de incertezas, marcado por projeções divergentes entre entidades do setor e fatores climáticos ainda indefinidos. O contexto exige planejamento estratégico por parte das indústrias, especialmente no que diz respeito ao abastecimento de matéria-prima.

Produção deve recuar, mas estimativas divergem

De acordo com a Conab, a produção de pluma está estimada em 3,8 milhões de toneladas, o que representa uma queda de 6,7% em relação à safra anterior.

Já a Abrapa projeta uma retração ainda mais acentuada, na casa de 10%, refletindo um ambiente de menor estímulo ao plantio.

O movimento é explicado por uma combinação de fatores. Segundo o IBGE, a sequência de três safras recordes pressionou os preços internacionais do algodão, reduzindo a rentabilidade do produtor e levando à diminuição da área plantada.

Além disso, a influência do fenômeno La Niña em 2026 pode trazer condições climáticas menos favoráveis em comparação ao ciclo anterior, aumentando as incertezas no campo.

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Exportadores revisam projeção para cima

Na contramão das estimativas mais conservadoras, a Associação Nacional dos Exportadores de Algodão revisou a projeção da safra para 3,95 milhões de toneladas, ante 3,87 milhões anteriormente.

Segundo a entidade, a demanda internacional segue aquecida e não há, até o momento, indicativos de excesso de oferta no mercado global.

Cadeia têxtil reforça estratégia diante da volatilidade

Apesar da revisão positiva por parte dos exportadores, o ambiente ainda é considerado incerto pela cadeia têxtil. A divergência entre estimativas e a dependência de fatores climáticos elevam o risco de oscilações de preços e eventuais dificuldades de abastecimento ao longo do ano.

Nesse contexto, empresas como a Incofios adotam estratégias técnicas para mitigar riscos. A companhia mantém monitoramento direto das lavouras no Mato Grosso, principal polo produtor do país, com acompanhamento especializado da qualidade da fibra.

Todo o algodão adquirido passa por análise com tecnologia HVI (High Volume Instrument), que avalia critérios como comprimento, resistência, finura e uniformidade, assegurando padrão de qualidade mesmo em cenários de variação produtiva.

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Planejamento antecipado será decisivo em 2026

Para o setor de confecções, o momento exige cautela e organização. Entre as principais recomendações estão:

  • Antecipar negociações com fornecedores
  • Mapear a demanda de matéria-prima para os próximos meses
  • Avaliar a formação de estoques estratégicos
  • Priorizar parceiros com rastreabilidade e regularidade de entrega

Em um ano marcado por revisões constantes nas projeções de safra e incertezas climáticas, a gestão do abastecimento se torna um diferencial competitivo.

A dinâmica do mercado em 2026 indica que, mais do que acompanhar preços, será fundamental adotar uma abordagem estratégica na escolha de fornecedores e na construção de estoques, garantindo previsibilidade e segurança operacional para a indústria têxtil.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Custo de produção do leite sobe no Paraná com alta do milho e farelo de soja, aponta Deral

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O custo de produção da atividade leiteira voltou a subir no Paraná, pressionado principalmente pela alta dos insumos utilizados na nutrição do rebanho. A avaliação é do Deral, vinculado à Seab, em boletim conjuntural divulgado na última quinta-feira (30).

Segundo o relatório, o aumento dos custos tem reduzido o poder de compra do produtor de leite em relação a insumos estratégicos como milho e farelo de soja, elevando a pressão sobre a rentabilidade da atividade.

Relação de troca piora e encarece alimentação do rebanho

O Deral utiliza a relação de troca entre o litro de leite e a saca de milho como um dos principais indicadores de custo da produção. Em março de 2025, com o litro do leite cotado a R$ 2,81, eram necessários 27,7 litros para adquirir uma saca de milho, que estava em R$ 77,90.

No período mais recente analisado, essa relação piorou, passando para 29,4 litros por saca, evidenciando perda de poder de compra do produtor.

A pressão também é observada no farelo de soja, outro insumo essencial na alimentação animal. A relação de troca passou de 697 litros por tonelada em março de 2025 para 868 litros por tonelada atualmente, refletindo o aumento expressivo do custo nutricional da atividade.

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Nutrição animal segue como principal fator de custo

De acordo com o boletim, a alimentação do rebanho continua sendo o principal componente do custo de produção leiteira. Com a alta dos insumos, produtores enfrentam margens mais apertadas e maior necessidade de eficiência na gestão nutricional e produtiva.

O cenário reforça a sensibilidade da atividade às oscilações do mercado de grãos, especialmente milho e soja, que têm forte impacto direto na formação do custo do litro de leite.

Importações de lácteos aumentam e pressionam mercado interno

Além dos custos de produção, o mercado de lácteos também é impactado pelo aumento das importações. Segundo o Deral, o volume importado cresceu cerca de 26% no primeiro trimestre de 2026 em comparação com o mesmo período de 2025.

Os queijos representam aproximadamente 40% desse total, indicando forte presença de produtos importados no consumo interno.

Leite em pó registra alta mesmo com restrições

O boletim também destaca o avanço das importações de leite em pó, mesmo após medidas adotadas para tentar conter a entrada do produto no país. Em março de 2026, as compras externas registraram aumento de 71% em relação ao mesmo mês do ano anterior.

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Esse movimento amplia a concorrência no mercado interno e adiciona pressão sobre os preços pagos ao produtor, em um cenário já marcado por custos elevados de produção.

Setor leiteiro enfrenta desafio de equilíbrio entre custos e competitividade

Com insumos em alta e aumento das importações, a cadeia do leite enfrenta um ambiente de maior pressão competitiva. O desafio do setor passa a ser manter a viabilidade econômica da produção diante de margens mais estreitas e maior volatilidade de mercado.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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