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Encerramento do CapacitaSuas 2026 marca novo capítulo na Assistência Social do Alto Acre
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Brasileia foi sede do encerramento da segunda etapa da edição 2026 do Programa Nacional de Capacitação do Sistema Único de Assistência Social (CapacitaSuas) – regional Alto Acre, após uma semana de qualificação.

A solenidade, realizada na tarde desta sexta-feira, 8, no Centro de Educação Permanente (Cedup), reuniu gestores e profissionais da área de assistência social em um encontro marcado pela troca de experiências e pela qualificação dos profissionais do Suas.

Durante o evento, foram entregues os certificados dos cursos realizados ao longo do programa, executado pelo governo do Acre por meio da Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos (SEASDH), Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), Prefeitura de Brasileia e com apoio do Instituto Estadual de Educação Profissional e Tecnológica (Ieptec).

As formações foram realizadas presencialmente em Brasileia, beneficiando mais de 60 profissionais dos municípios de Assis Brasil, Epitaciolândia e Xapuri.
Representando a SEASDH, Aldenice Pereira, chefe da Divisão de Gestão do Trabalho e Educação Permanente do Suas, apontou que o caminho é o trabalho em conjunto com ministérios, prefeituras e segmentos organizados. “Estamos plantando e tenho certeza que num futuro próximo colheremos bons frutos, tudo isso graça aos bons parceiros, Ieptec, governo federal e prefeituras”.

Do MDS, Jane Ferreira reforçou o compromisso do ministério com a população acreana e com a formação dos servidores.

A coordenadora-geral da Escola Técnica em Saúde, Maria Moreira da Rocha, Glacimar Alves, representou o presidente do Ieptec, Alírio Wanderley Neto.
CapacitaSuas como dispositivo de qualificação dos trabalhadores do Suas
Ana Jessica Queirós atua como psicóloga no Centro de Referência em Assistência Social (CRAS) em Assis Brasil, município que faz divisa com o Peru.

“Estamos lidando muito com pessoas em situação de rua. Fiz o de Proteção Especial, é um curso muito importante para nós profissionais, Aprendi maneiras de lidar, quais são os direitos, para onde encaminhar em cada situação. Mais preparo é garantir cidadania a quem mais precisa”, relatou.

“Nós trabalhadores, trocamos muitos conhecimentos, Os municípios tem realidades diferentes, a semana foi além da integração, saímos atualizados com legislação, novas regras. Agradecemos ao governo do Acre, MDS e parceiros por nos trazer ferramentas específicas para atuação nos municípios”, explicou a assistente social do Centro de Referência em Assistência Social (Cras) em Epitaciolândia, Liliane Viana, que concluiu o curso de Proteção Social Especial do Suas.
Presente durante toda a semana, Gilvan Mendonça, supervisor do Programa Criança Feliz, em Xapuri, reforçou a importância e solicitou continuidade. “Nas nossas ações, sabemos que a população que mais necessita será atendida. Peço a todos que que nos apoiem nesta batalha que é de todos nós. Na sala de aula precisamos de servidores participando de forma ativa, crítica. Essa é a teceria capacitação que faço, o primeiro passo para efetivação das políticas públicas. Por isso, queremos todos os anos”, destacou.

A presidente do Conselho Municipal de Assistência Social de Brasileia, Joana Bandeira, agradeceu o governo do Estado e MDS. “Na fronteira, no interior no nosso Acre, é muito importante, é uma grande satisfação termos aqui vocês nos proporcionando isso. Como cidadã, participo e levo informações para a minha comunidade, ensino como é buscar um serviço social, me impulsiona a cuidar de quem mais precisa dos atendimentos”, disse.
Ao longo dessa semana, o CapacitaSuas ofereceu três cursos essenciais para o aprimoramento dos serviços sociais: “Atualização Sobre Especificidade e Interfaces da Proteção Social Básica do Suas”, “Atualização sobre a Organização e Oferta dos Serviços de Proteção Social Especial” e “Atualização em Vigilância Socioassistencial do Suas”

As atividades formativas valorizam a pedagogia dialógica, com estudos de caso, oficinas, leitura orientada e sistematização coletiva, fortalecendo a reflexão crítica sobre a prática profissional e ampliando a capacidade de intervenção nos territórios.
Fonte: Governo AC
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Povo Noke Koî preserva tradição do kambô e fortalece proteção da floresta no Acre
Na Amazônia acreana, em Cruzeiro do Sul, onde a floresta permanece em pé graças à relação ancestral entre os povos indígenas e a natureza, o povo Noke Koî mantém viva uma das mais importantes medicinas tradicionais da floresta: o kambô, conhecimento sagrado transmitido pelos ancestrais há gerações.
Conhecida como “vacina do sapo”, a prática indígena utiliza a secreção da rã, aplicada em pequenas queimaduras na pele (geralmente braço ou perna) com o objetivo de revigorar o corpo e curar doenças. Para os Noke Koî da aldeia Sumaúma, muito mais do que medicina tradicional e cura física; ela simboliza proteção espiritual, fortalecimento do corpo, equilíbrio emocional e conexão com a natureza.

O cacique Mõcha Noke Koî explica que o kambô é um ensinamento ancestral deixado pelos antigos e guiado pelo grande espírito.
“Para nós, o kambô é uma medicina sagrada ensinada pelo grande espírito. Ele traz força, coragem, alegria e limpa o pensamento e a espiritualidade. Desde as crianças pequenas, nosso povo utiliza o kambô como proteção espiritual e fortalecimento do corpo. É uma energia muito forte que vem da floresta e do espírito da medicina”, relata.

Segundo o cacique, o conhecimento sobre a aplicação da medicina atravessa gerações e carrega um profundo compromisso de respeito à natureza.
“A medicina kambô é espírito de proteção. Desde o surgimento, nossos bisavôs e tataravôs preservam, cuidam e respeitam essa medicina. Não é só o kambô. Preservar o kambô é preservar a Amazônia, preservar as plantas, a vida e o planeta. O kambô vive perto das nossas casas porque nosso povo protege e respeita a natureza e a criação do grande espírito”, afirma.

Para os Noke Koî, a preservação da floresta está diretamente ligada à continuidade da medicina ancestral. A retirada da secreção do kambô acontece sem causar danos ao animal, reforçando uma relação de equilíbrio com a biodiversidade amazônica.
Mõcha alerta ainda para o uso inadequado da medicina fora dos territórios indígenas e destaca a importância do conhecimento tradicional para a aplicação correta do kambô.
“Hoje muita gente no mundo usa o kambô, mas sem preparo e sem conhecer a tradição. A medicina não é brincadeira. A gente pode brincar com a medicina, mas a medicina não brinca com a gente. Nosso povo aprendeu com o espírito da medicina a maneira correta de aplicar. Por isso respeitamos e preservamos esse conhecimento ancestral”, destaca.

De acordo com o cacique, entre os Noke Koî, o kambô faz parte da formação espiritual e cultural do povo desde a infância. Os ensinamentos tradicionais orientam a aplicação da medicina em homens, mulheres e crianças, sempre conduzida por pajés e curandeiros preparados espiritualmente.

A secretária extraordinária dos Povos Indígenas do Acre, Francisca Arara, ressalta que o kambô integra um conjunto de conhecimentos ancestrais utilizados historicamente pelos povos indígenas muito antes da medicina farmacêutica chegar às aldeias.

“Os povos indígenas, desde a origem, utilizam muitos conhecimentos tradicionais para cura e fortalecimento espiritual. Um deles é o kambô, que no nosso povo também chamamos de kampô, por conta da língua Pano. Minha mãe conta que meu avô utilizava o kampô para tirar a preguiça, o cansaço e fortalecer os homens antes da caça. Era uma forma de limpar as energias ruins e fortalecer o corpo e o espírito”, explica.
Francisca também destaca que a medicina tradicional está diretamente ligada à preservação da fauna e da floresta amazônica.
“Ninguém mata esse sapo. Nosso povo protege, porque ele faz parte da nossa ciência ancestral. Além da medicina, ele também avisa sobre a mudança do tempo, quando chegam o inverno e o verão. Por isso é muito importante preservar a fauna, a flora e os animais da floresta. O kampô é uma cura espiritual, para tirar tudo que é ruim de dentro da gente”, afirma.

Em um estado reconhecido pela preservação ambiental, com mais de 84% das floresta nativa intacta, os conhecimentos indígenas seguem sendo fundamentais para a proteção da Amazônia. Nas aldeias acreanas, tradição, espiritualidade e sustentabilidade caminham juntas.

Em cada ritual, canto e ensinamento repassado pelos anciãos, o povo Noke Koî reafirma que a floresta não é apenas território: é espírito, memória e vida. Preservar o kambô, para eles, é manter viva uma sabedoria ancestral que continua ensinando ao mundo sobre cuidado, equilíbrio e respeito à natureza.
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Foto: Cleiton Lopes
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