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TJAC reforça Pacto de Enfrentamento à Violência com rede de proteção da infância e juventude

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A proteção integral é um direito consagrado pela Constituição Brasileira que garante prioridade absoluta para crianças e adolescentes

A Coordenadoria da Infância e Juventude do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) realizou uma reunião interinstitucional com a rede de proteção nesta terça-feira, 12. Este foi um momento de reforço do Pacto de Enfrentamento à Violência, principalmente devido ao atentado ocorrido no Instituto São José, em Rio Branco, bem como para dar visibilidade ao Maio Laranja e ao Mês Nacional da Adoção.

Participaram do encontro representantes da Polícia Civil, Polícia Militar, Ordem dos Advogados do Brasil Seccional Acre, Conselhos Tutelares, Secretaria Municipal de Educação e das secretarias estaduais de Justiça e Segurança Pública, Educação e Cultura, Assistência Social e Direitos Humanos.

A vice-presidente do TJAC, desembargadora Regina Ferrari, referenciou o lançamento da campanha ocorrido no dia 4 de maio, o trabalho em mutirão de audiências e o alinhamento com a mobilização do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) pelo Mês da Infância Protegida. “Esta é uma luta cívica: o combate à violência e ao abuso sexual contra crianças e adolescentes. Todos estão despertos para este compromisso e fazem parte da proteção de direitos”, declarou.

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As instituições apresentaram os protocolos de proteção, ações em andamento, formações e fluxos de acolhimento para a articulação operacional. Ainda foram destaques na pauta o programa Família Acolhedora e a Entrega Voluntária. Nesse sentido, os participantes se dispuseram a colaborar em atividades educativas e ampliar a divulgação de informações a diversos públicos.

A representante do 2º Conselho Tutelar de Rio Branco, Luciana D’Avila, falou sobre a importância da integração. “Quando nós trabalhamos a prevenção e a conscientização, nós conscientizamos a comunidade sobre a importância da denúncia, sobre não se calar, pois só assim as violações são sanadas”, disse.

No que concerne ao Instituto São José, a representante da SEE/AC, Irizane Vieira, explicou que medidas específicas foram adotadas, considerando a complexidade do caso, as famílias atingidas e os traumas causados na comunidade escolar. “Dois psicólogos foram direcionados para preparar tanto os profissionais quanto a acolhida do retorno dos adolescentes, porque nós sabemos que isso causou uma sensação de insegurança”, descreveu.

O trágico evento atua como um ponto de ruptura. Ele retira a violência do campo das estatísticas e a coloca no centro do debate público com uma face visível e dolorosa. Contudo, o diretor operacional da Sejusp, coronel Atahualpa Ribera, contextualizou a integração governamental, enfatizando a efetividade na contenção de outras ameaças e o trabalho contínuo da gestão.

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O diálogo da rede de proteção e a consolidação de soluções técnicas refletem o esforço do poder público para o estabelecimento da paz social.

Fotos: Elisson Magalhães/Secom TJAC

Fonte: Tribunal de Justiça – AC

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TJAC participa do V Congresso Internacional de Flagrante, no Peru

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Durante o segundo e o terceiro dia do congresso, magistrado do Judiciário acreano integrou a programação como palestrante

Três dias de diálogo, análise e intercâmbio de experiências para fortalecer a atuação do sistema de Justiça no enfrentamento à criminalidade. Esse foi o propósito do V Congresso Internacional de Flagrante, realizado nos dias 12, 13 e 14 de agosto, em Lima, no Peru.

Representando o Poder Judiciário do Acre, o juiz de Direito Clovis Lodi, titular da Vara de Garantias, participou da programação que reuniu magistrados, autoridades e profissionais do sistema de Justiça para discutir temas relacionados à atuação penal e ao combate ao crime organizado.

Durante o segundo e o terceiro dia de congresso, o magistrado integrou a programação como palestrante, abordando o tema “A evolução do processo penal brasileiro: do Código de 1941 ao marco legal de combate ao crime organizado”.

Em sua exposição, Clovis Lodi apresentou os aspectos da evolução da legislação e da atuação do sistema de Justiça brasileiro diante das transformações ocorridas na criminalidade, destacando os desafios relacionados ao enfrentamento das organizações criminosas.

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A participação também possibilitou o intercâmbio de experiências entre profissionais de diferentes países, especialmente sobre a realidade das regiões de fronteira e os desafios impostos pela atuação do crime organizado.

“Sou juiz desde 2009 e atuo na região de fronteira desde 2012, na área criminal. É uma região, como todos sabem, fortemente impactada pelo crime organizado. Esse evento é muito importante para que possamos trocar experiências, conhecer outras realidades e fortalecer a aproximação entre os profissionais que atuam nessa área”, destacou o magistrado.

Para o juiz, a troca de conhecimentos entre os países é fundamental para aprimorar as estratégias de enfrentamento à criminalidade, sobretudo em regiões de fronteira, onde a atuação de organizações criminosas ultrapassa limites territoriais.

O congresso também proporcionou debates sobre a importância da prisão em flagrante, os procedimentos relacionados à persecução penal e os mecanismos utilizados pelos sistemas de Justiça para garantir uma resposta eficiente e, ao mesmo tempo, alinhada às garantias previstas em lei.

Por estar localizado em uma região de fronteira, o Acre enfrenta desafios específicos no combate à criminalidade organizada, o que torna o intercâmbio de experiências com outros países uma oportunidade para ampliar conhecimentos e fortalecer a atuação institucional.

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“A participação no V Congresso Internacional de Flagrante contribui, ainda, para aproximar o Judiciário acreano de iniciativas e debates internacionais voltados ao aperfeiçoamento da Justiça criminal e ao enfrentamento das novas dinâmicas da criminalidade”, finalizou.

Fonte: Tribunal de Justiça – AC

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