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Curso de formação aproxima novos membros da realidade social acreana

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O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC) realiza, entre os dias 4 e 29 de maio, o curso de formação inicial para promotoras e promotores de Justiça substitutos. Coordenada pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf), em parceria com a Corregedoria-Geral do MPAC, a iniciativa reúne 13 promotores e marca o início do estágio probatório dos membros ingressantes.

Além dos nove membros empossados no último dia 30 de abril, também participam da formação outros quatro promotores oriundos do mesmo concurso, que já estão em exercício em comarcas do interior do estado e ainda não haviam realizado o curso de formação.

O curso de formação inicial é previsto na Lei Orgânica do Ministério Público e constitui o primeiro ato do estágio probatório dos membros ingressantes. A iniciativa busca desenvolver conhecimentos e habilidades técnicas vinculadas à prática funcional, além de competências e atitudes relacionadas ao exercício do cargo.

A programação foi estruturada para aproximar os novos membros das diferentes realidades sociais, culturais e territoriais do Acre. Nos primeiros dias, os participantes acompanharam debates sobre acreanidades, formação histórica do estado, panorama social e os desafios da atuação ministerial na realidade amazônica. A programação também abordou temas como bacias hidrográficas e realidades ambientais do Acre, atuação do MPAC em prol de crianças e adolescentes, além de investigação, preparação e atuação no júri. As aulas são ministradas por membros do MPAC e especialistas convidados nas áreas abordadas.

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Ao longo das demais semanas, o curso abordará temas como atuação no combate à violência doméstica, procedimentos investigatórios, direitos humanos, atuação resolutiva, inovação institucional e proteção de dados.

Escuta social e rede de proteção

Entre as atividades da formação, na quarta-feira, 6, os participantes integraram o encontro “Vozes da Sociedade”, espaço de escuta coletiva com representantes de movimentos sociais ligados à igualdade racial, à população LGBTQIA+, às pessoas em situação de rua, a imigrantes e refugiados, às pessoas com deficiência e à defesa das mulheres e do meio ambiente. A proposta foi promover o diálogo sobre as expectativas da sociedade em relação à atuação do Ministério Público.

A programação incluiu ainda visitas técnicas a instituições da rede de proteção social, com o objetivo de aproximar os novos membros da realidade dos serviços de atendimento e acolhimento no estado. Os participantes visitaram a Casa Abrigo Mãe da Mata, que atende mulheres em situação de violência e seus dependentes; o Centro POP, voltado ao atendimento da população em situação de rua; o CAPS AD, equipamento de saúde mental e atenção psicossocial; e o Educandário Santa Margarida, serviço de acolhimento institucional para crianças e adolescentes.

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Durante as visitas, foram apresentados os serviços ofertados pelas unidades, os públicos atendidos, os fluxos de encaminhamento e os principais desafios enfrentados pelas instituições no atendimento a populações em situação de vulnerabilidade. A proposta é proporcionar aos novos membros uma compreensão mais ampla da realidade social acreana e da atuação em rede desenvolvida pelos órgãos de proteção e garantia de direitos.

Texto: Jaine Araújo
Fotos: Clovis Pereira e Diego Negreiros
Agência de Notícias do MPAC

Fonte: Ministério Publico – AC

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MPAC e MPF discutem parceria com ONG para apoio a comunidades atingidas por desastres naturais

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O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), por meio da 1ª Promotoria de Justiça Especializada de Defesa do Meio Ambiente da Bacia Hidrográfica do Baixo Acre, realizou nesta quarta-feira, 13, na sede da instituição, uma reunião com representantes do Núcleo de Apoio Técnico (NAT), órgão auxiliar do MPAC, do Ministério Público Federal (MPF) e da ONG Movimento União Brasil.

A reunião teve como objetivo apresentar o trabalho desenvolvido pela organização e discutir possibilidades de parceria para atuação em situações de emergência e desastres naturais no Acre, com foco no atendimento a comunidades ribeirinhas, tradicionais e povos originários.

O promotor de Justiça Alekine Lopes destacou a importância da iniciativa como reforço para a atuação institucional diante de situações recorrentes no estado.

“É uma parceria importante, porque eles se colocaram à disposição para a gente ter um atendimento em situações de emergência, inclusive fornecendo equipamentos e subsídios para atender as comunidades ribeirinhas e tradicionais. Isso é importantíssimo para a gente, porque é um apoio logístico e financeiro para demandas que têm sido frequentes no Acre”, afirmou.

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A promotora de Justiça Manuela Canuto, que responde pela Promotoria de Justiça Especializada de Defesa do Meio Ambiente da Bacia Hidrográfica do Juruá, ressaltou que a temática representa um desafio constante em diversas regiões do estado e destacou a importância da atuação integrada entre os órgãos.

“A temática dos desastres naturais e dos eventos climáticos extremos constitui, atualmente, um dos maiores desafios enfrentados pelas instituições públicas na região amazônica. No âmbito da Promotoria, lidamos recorrentemente com situações de inundações, processos erosivos e outros eventos que impactam diretamente a população mais vulnerável. Nesse contexto, torna-se fundamental fortalecer uma atuação articulada, preventiva e interinstitucional entre os Ministérios Públicos, órgãos técnicos e entidades da sociedade civil, com vistas à construção de respostas mais céleres, estruturadas e eficazes”, disse.

O procurador da República Luíggi Merlo ressaltou que a reunião permitiu conhecer a atuação da ONG e avaliar como a iniciativa pode contribuir com objetivos comuns das instituições.

“Foi uma reunião importante para conhecer o trabalho do Movimento União Brasil e verificar como os Ministérios Públicos podem se implicar nesse processo, especialmente na atenção a comunidades atingidas por desastres naturais, uma realidade muito frequente aqui no estado”, declarou.

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A liderança voluntária nacional da ONG Movimento União Brasil, Isabella Dalla, explicou que a organização possui experiências em outros estados e que busca fortalecer articulações para contribuir com ações voltadas ao atendimento de comunidades no Acre.

“Estamos destrinchando e trazendo esse modo operante aqui para o Estado do Acre, através da Defesa Civil do Estado do Acre e do governo também”, relatou.

Texto: Marcelina Freire
Fotos: Jean Oliveira
Agência de Notícias do MPAC

Fonte: Ministério Publico – AC

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