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MPAC participa de mesa de diálogo sobre luta antimanicomial no Judiciário
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O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), por meio da Promotoria de Justiça Especializada de Defesa da Saúde, participou nesta sexta-feira, 15, da mesa de diálogo “Luta antimanicomial no Judiciário: um diálogo intersetorial”, realizada no Memorial dos Autonomistas, em Rio Branco.
O evento foi promovido pela Equipe de Avaliação e Acompanhamento de Medidas Terapêuticas (EAP-Desinst) e reuniu instituições e profissionais para debater a política de saúde mental, a reforma psiquiátrica e a necessidade de fortalecimento da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS), com foco no cuidado em liberdade e na garantia de direitos.
O promotor de Justiça Gláucio Oshiro, titular da 1ª Promotoria Especializada de Defesa da Saúde, foi um dos palestrantes e abordou a evolução histórica da luta antimanicomial no Brasil, destacando os desafios ainda presentes na superação de práticas segregatórias.

Também estiveram presentes no evento integrantes do Núcleo de Apoio e Atendimento Psicossocial (Natera) e da Promotoria de Justiça Especializada de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania.
Durante a palestra, o promotor destacou os avanços trazidos pela reforma psiquiátrica e pela Lei nº 10.216/2001, ressaltando a importância do cuidado em liberdade, com respeito à autonomia do paciente e fortalecimento dos vínculos familiares e comunitários. Ele também alertou para a necessidade de manter a luta antimanicomial ativa e evitar retrocessos nas políticas públicas de saúde mental.
“O modelo manicomial ainda não está sepultado. Então a gente não pode nunca achar que a luta está ganha. O que nós estamos fazendo hoje aqui é relembrar a situação de luta constante e da não permissão do retrocesso”, destacou o promotor.
Texto: Marcelina Freire
Fotos: Clovis Pereira
Agência de Notícias do MPAC
Fonte: Ministério Publico – AC
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MPAC inicia ciclo correicional com novo modelo de atuação
O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC) iniciou, no dia 5 de maio, o calendário de correições e inspeções referentes ao ano de 2026. Coordenado pela Corregedoria-Geral, o ciclo correicional seguirá até setembro e abrangerá promotorias de Justiça da capital e do interior, além de centros de apoio operacional e procuradorias cíveis e criminais. Neste ano, o trabalho marca a implementação de um novo modelo correicional integrado, desenvolvido para fortalecer o acompanhamento das unidades ministeriais por meio de uma atuação contínua, preventiva e orientada por dados.
O novo formato representa uma mudança na forma de condução da atividade correicional. Em vez de concentrar a atuação em visitas pontuais voltadas à verificação de procedimentos, o modelo amplia a análise sobre o funcionamento das unidades ministeriais, considerando indicadores institucionais, aspectos organizacionais, características do território e demandas sociais identificadas ao longo do processo.
Segundo a Corregedoria-Geral, a proposta foi estruturada para transformar informações produzidas pela instituição em inteligência correicional, permitindo identificar cenários, antecipar riscos e apoiar a atuação dos membros. A visita presencial passa a integrar um fluxo mais amplo, desenvolvido de forma permanente ao longo de todo o ciclo.
O processo começa pela chamada correição virtual, etapa contínua de monitoramento das unidades, baseada em painéis de acompanhamento, índices de risco e alertas automatizados produzidos a partir dos sistemas institucionais. Em seguida, ocorre a fase prévia da correição, responsável pela organização do processo, emissão do calendário, elaboração de relatórios preliminares e consolidação de informações sobre produtividade e acervo.
Outra etapa prevista é a reunião preparatória, destinada ao alinhamento institucional e ao levantamento prévio de demandas. Posteriormente, ocorre a execução presencial, quando as equipes da Corregedoria realizam visitas às unidades para confrontar as informações previamente levantadas com a realidade observada no local.
O modelo também prevê momentos de escuta e diálogo. Entre eles estão as entrevistas com membros, voltadas à compreensão da realidade funcional e territorial de promotores e procuradores, e o diálogo com as equipes, que busca identificar fluxos de trabalho, dificuldades operacionais e necessidades estruturais.
Como parte da proposta, o acompanhamento incorpora ainda uma atuação psicossocial, realizada por profissionais especializados, para analisar fatores relacionados ao ambiente institucional, às relações de trabalho e a situações de sobrecarga. Também estão previstas visitas e diálogos com a rede de atendimento, permitindo avaliar a articulação entre o Ministério Público e instituições parceiras presentes nos territórios atendidos.
Após a consolidação das informações coletadas, a Corregedoria elabora um relatório final, contendo diagnósticos, recomendações e encaminhamentos. O processo segue com o monitoramento pós-correcional, responsável por acompanhar a implementação das medidas e verificar seus resultados ao longo do tempo.



De forma transversal a todas as etapas, o modelo inclui uma leitura territorial e social contínua, conectando indicadores institucionais à realidade local. A proposta busca assegurar que a atuação ministerial esteja alinhada às necessidades da população, especialmente em contextos de maior vulnerabilidade social.
De acordo com a Corregedoria-Geral, a mudança reforça a compreensão da atividade correicional como um processo permanente de acompanhamento e aprimoramento institucional. Nesse formato, a correição deixa de ser um evento isolado e passa a funcionar como instrumento contínuo de fortalecimento da atuação ministerial, com foco na melhoria das respostas oferecidas às demandas da sociedade.
Texto: Jaine Araújo
Agência de Notícias do MPAC
Fonte: Ministério Publico – AC
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