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MPAC inicia ciclo correicional com novo modelo de atuação

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O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC) iniciou, no dia 5 de maio, o calendário de correições e inspeções referentes ao ano de 2026. Coordenado pela Corregedoria-Geral, o ciclo correicional seguirá até setembro e abrangerá promotorias de Justiça da capital e do interior, além de centros de apoio operacional e procuradorias cíveis e criminais. Neste ano, o trabalho marca a implementação de um novo modelo correicional integrado, desenvolvido para fortalecer o acompanhamento das unidades ministeriais por meio de uma atuação contínua, preventiva e orientada por dados.

O novo formato representa uma mudança na forma de condução da atividade correicional. Em vez de concentrar a atuação em visitas pontuais voltadas à verificação de procedimentos, o modelo amplia a análise sobre o funcionamento das unidades ministeriais, considerando indicadores institucionais, aspectos organizacionais, características do território e demandas sociais identificadas ao longo do processo.

Segundo a Corregedoria-Geral, a proposta foi estruturada para transformar informações produzidas pela instituição em inteligência correicional, permitindo identificar cenários, antecipar riscos e apoiar a atuação dos membros. A visita presencial passa a integrar um fluxo mais amplo, desenvolvido de forma permanente ao longo de todo o ciclo.

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O processo começa pela chamada correição virtual, etapa contínua de monitoramento das unidades, baseada em painéis de acompanhamento, índices de risco e alertas automatizados produzidos a partir dos sistemas institucionais. Em seguida, ocorre a fase prévia da correição, responsável pela organização do processo, emissão do calendário, elaboração de relatórios preliminares e consolidação de informações sobre produtividade e acervo.

Outra etapa prevista é a reunião preparatória, destinada ao alinhamento institucional e ao levantamento prévio de demandas. Posteriormente, ocorre a execução presencial, quando as equipes da Corregedoria realizam visitas às unidades para confrontar as informações previamente levantadas com a realidade observada no local.

O modelo também prevê momentos de escuta e diálogo. Entre eles estão as entrevistas com membros, voltadas à compreensão da realidade funcional e territorial de promotores e procuradores, e o diálogo com as equipes, que busca identificar fluxos de trabalho, dificuldades operacionais e necessidades estruturais.

Como parte da proposta, o acompanhamento incorpora ainda uma atuação psicossocial, realizada por profissionais especializados, para analisar fatores relacionados ao ambiente institucional, às relações de trabalho e a situações de sobrecarga. Também estão previstas visitas e diálogos com a rede de atendimento, permitindo avaliar a articulação entre o Ministério Público e instituições parceiras presentes nos territórios atendidos.

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Após a consolidação das informações coletadas, a Corregedoria elabora um relatório final, contendo diagnósticos, recomendações e encaminhamentos. O processo segue com o monitoramento pós-correcional, responsável por acompanhar a implementação das medidas e verificar seus resultados ao longo do tempo.

De forma transversal a todas as etapas, o modelo inclui uma leitura territorial e social contínua, conectando indicadores institucionais à realidade local. A proposta busca assegurar que a atuação ministerial esteja alinhada às necessidades da população, especialmente em contextos de maior vulnerabilidade social.

De acordo com a Corregedoria-Geral, a mudança reforça a compreensão da atividade correicional como um processo permanente de acompanhamento e aprimoramento institucional. Nesse formato, a correição deixa de ser um evento isolado e passa a funcionar como instrumento contínuo de fortalecimento da atuação ministerial, com foco na melhoria das respostas oferecidas às demandas da sociedade.

Texto: Jaine Araújo
Agência de Notícias do MPAC

Fonte: Ministério Publico – AC

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MPAC debate Projeto de Lei do Plano Diretor de Rio Branco com instituições e sociedade civil

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O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC) realizou, na manhã de terça-feira, 14, uma reunião para discutir o Projeto de Lei do Plano Diretor de Rio Branco. O encontro ocorreu no gabinete da Corregedoria-Geral e reuniu representantes da sociedade civil organizada, do Tribunal de Contas do Estado do Acre (TCE-AC) e da Câmara Municipal de Rio Branco.

Participaram da reunião a corregedora-geral do MPAC, procuradora de Justiça Patrícia de Amorim Rêgo, o procurador-geral adjunto para Assuntos Institucionais, procurador de Justiça Sammy Barbosa Lopes, o promotor corregedor Daisson Gomes Teles, os promotores de Justiça Luis Henrique Rolim, titular da 1ª Promotoria Especializada de Habitação e Urbanismo e Defesa do Patrimônio Histórico e Cultural, e Alekine Lopes, titular da 1ª Promotoria Especializada de Defesa do Meio Ambiente da Bacia Hidrográfica do Baixo Acre, além de servidores do Núcleo de Apoio Técnico (NAT), do Centro de Apoio Operacional de Defesa do Meio Ambiente e do Patrimônio Histórico, Artístico e Cultural (CAOP) e da Corregedoria-Geral. Também estiveram presentes representantes da União Municipal das Associações de Moradores de Rio Branco (Umamrb), do Movimento Nacional ODS Acre e do Grupo Coletividades.

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Durante a reunião, foram apresentados estudos técnicos elaborados pelo MPAC e pelo TCE-AC. Representantes da sociedade civil apontaram possíveis incompatibilidades do texto aprovado com a Constituição Federal e o Estatuto da Cidade, especialmente em questões relacionadas à proteção do meio ambiente, ao ordenamento territorial e à participação popular prevista na legislação.

As questões debatidas já são acompanhadas pelas Promotorias de Justiça especializadas por meio de procedimentos administrativos. Como o projeto ainda não foi sancionado pelo Poder Executivo Municipal, as informações técnicas e as manifestações apresentadas subsidiarão a análise das medidas eventualmente cabíveis.

A corregedora-geral Patrícia de Amorim Rêgo destacou a importância do diálogo entre as instituições e a sociedade na discussão do planejamento urbano de Rio Branco.

“O diálogo permanente com a sociedade e com as instituições é essencial para que o Ministério Público exerça sua missão constitucional de defesa da ordem jurídica e dos direitos fundamentais. A Corregedoria-Geral busca ser um espaço de escuta qualificada e articulação institucional em temas que impactam diretamente a vida da população”, afirmou.

Fotos: Clovis Pereira

Fonte: Ministério Publico – AC

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