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Megaleite espera superar R$ 300 milhões em negócios em Belo Horizonte

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A maior feira da pecuária leiteira da América Latina volta a transformar Belo Horizonte na capital nacional do leite entre os dias 4 e 6 de junho. A 21ª edição da Megaleite deve reunir mais de 70 mil visitantes no Parque de Exposições da Gameleira, em Belo Horizonte, com expectativa de superar os R$ 300 milhões movimentados na edição do ano passado, consolidando o evento como uma das principais vitrines da genética leiteira brasileira.

Promovida pela Associação Brasileira dos Criadores de Girolando, a feira chega em um momento de valorização do mercado pecuário, especialmente no segmento leiteiro. Segundo o presidente da entidade, Alexandre Lacerda, os leilões realizados em 2026 vêm registrando médias superiores às do ano passado, cenário que deve impulsionar ainda mais os negócios durante a exposição.

A expectativa do setor é de forte disputa por animais de genética superior, sobretudo das raças Girolando, Gir Leiteiro, Holandês, Guzerá e Guzolando. Ao todo, mais de 1,3 mil animais estarão expostos nas pistas da feira, que também sediará julgamentos técnicos, torneios leiteiros e leilões transmitidos ao vivo para compradores do Brasil e do exterior.

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Neste ano, a Megaleite contará com 12 leilões — três a mais que na edição anterior — reforçando o peso econômico do evento para a cadeia leiteira nacional. Os remates devem concentrar animais de alta produtividade e linhagens voltadas ao ganho genético dos rebanhos, em um momento em que produtores buscam elevar eficiência e rentabilidade dentro das propriedades.

Além dos negócios, a programação inclui os tradicionais torneios leiteiros das raças Girolando, Gir Leiteiro, Guzerá e Guzolando. As competições premiam as vacas com maior volume acumulado de produção após dez ordenhas, atraindo criadores de diversas regiões do país.

A feira também aposta na difusão de tecnologia e conhecimento técnico. Estão previstos cursos para produtores, apresentação de novas soluções voltadas à pecuária leiteira, espaço de agricultura familiar, mini fazenda e área gastronômica voltada ao público urbano e rural.

Minas Gerais lidera a produção nacional de leite, segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, e concentra parte importante da genética leiteira utilizada no país. A Megaleite se consolidou justamente como uma vitrine desse avanço tecnológico e produtivo da pecuária mineira.

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SERVIÇO
Megaleite 2026
Data: de 4 a 6 de junho
Local: Parque de Exposições da Gameleira
Cidade: Belo Horizonte
Realização: Associação Brasileira dos Criadores de Girolando

Fonte: Pensar Agro

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Decisão judicial extingue ação da Aprosoja que cobrava R$ 1,1 bilhão por Moratória da Soja

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A Justiça de Mato Grosso encerrou a ação em que a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) cobrava R$ 1,1 bilhão de empresas e entidades por prejuízos que atribuía à Moratória da Soja. A sentença, proferida na terça-feira (13), fecha na primeira instância a tentativa de obter uma reparação coletiva aos agricultores atingidos pelas restrições de compra do acordo.

A cobrança buscava compensar perdas que, segundo a associação, decorreram da dificuldade de vender soja mesmo quando a produção atendia à legislação ambiental. A Aprosoja-MT pretendia que empresas comercializadoras, entidades setoriais e seus representantes respondessem financeiramente por esses danos.

O processo discutia os efeitos de um pacto do qual a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) anunciou sua saída em janeiro de 2026. A retirada ocorreu após a entrada em vigor da lei mato-grossense que restringiu incentivos fiscais a empresas participantes de acordos com exigências superiores às da legislação ambiental. Em agosto, depois do julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF), a entidade reafirmou que não pretendia retomar a moratória. Saiba mais aqui

Criado em 2006, o compromisso previa a recusa de soja cultivada em áreas do bioma Amazônia desmatadas depois de julho de 2008. A restrição alcançava também áreas abertas com autorização. Para a Aprosoja-MT, esse critério prejudicava agricultores que cumpriam a lei, mas encontravam menos alternativas de compradores para sua produção.

A saída das empresas e a cobrança pelas perdas anteriores seguiram caminhos diferentes. Enquanto a Abiove abandonou o pacto coletivo, a associação dos produtores manteve a tentativa de responsabilizar seus participantes pelos efeitos que atribuía à aplicação das restrições.

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Essa cobrança foi atingida pelo julgamento do STF de 12 de agosto. O Supremo considerou que o acordo respeitava a Constituição e determinou o encerramento dos processos judiciais e administrativos baseados na sua suposta ilegalidade, inclusive dos pedidos de responsabilização financeira. A Vara Especializada em Ações Coletivas de Cuiabá aplicou essa ordem ao processo da Aprosoja-MT. portal.stf.jus.br

Com isso, o pedido de R$ 1,1 bilhão foi encerrado antes da análise dos prejuízos alegados. A sentença deixa os agricultores representados pela associação sem a reparação buscada nessa ação e afasta das empresas processadas, nesta primeira instância, a cobrança coletiva.

O Supremo também manteve as leis estaduais que restringem incentivos a participantes de acordos dessa natureza. Estabeleceu, porém, que a retirada de benefícios deve respeitar os prazos tributários e a proteção das isenções concedidas mediante condições assumidas pelas empresas. O resultado preservou tanto a validade jurídica do pacto quanto a possibilidade de os estados estabelecerem condições para conceder incentivos.

Na mesma sentença, a Justiça rejeitou os pedidos para que a Aprosoja-MT pagasse honorários, despesas processuais e multa por má-fé. A associação teve sua cobrança encerrada, mas ficou livre dessas despesas reclamadas pelos réus.

Na comercialização atual, a Abiove informou que suas associadas passaram a atender individualmente às exigências dos mercados compradores. Para o produtor, as condições de aceitação da soja dependem das políticas de cada empresa. Já a sentença desta semana trata da disputa pelas perdas atribuídas ao antigo compromisso coletivo e encerra, nessa primeira instância, a tentativa de recuperação desses valores.

Isan Rezende

Com isso, os produtores representados pela Aprosoja-MT não receberão qualquer indenização das empresas ligadas à Moratória da Soja. A Aprosoja-MT buscava responsabilizar empresas e entidades por prejuízos que atribuía à moratória. Seu argumento era que agricultores que respeitavam a legislação ambiental também podiam ficar sem acesso a compradores por causa das exigências do acordo.

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O presidente do Instituto do Agronegócio (IA), Isan Rezende, lamentou a decisão. “O encerramento da ação frustra a expectativa de reparação dos produtores que se consideram prejudicados pela Moratória da Soja. A cobrança da Aprosoja procurava dar uma resposta a quem cumpriu a legislação ambiental, investiu na propriedade e encontrou restrições para vender. A sentença encerrou esse pedido sem examinar os prejuízos alegados. Isso precisa ficar claro para o agricultor”, comentou.

“O problema comercial continua exigindo atenção. O produtor precisa saber, antes de plantar e de assumir compromissos, quais critérios serão usados para receber sua soja. Quem trabalha dentro da lei precisa de previsibilidade para investir. Também é necessário dar transparência às exigências dos compradores, para que o agricultor consiga avaliar suas alternativas de venda e os custos envolvidos”, disse Rezende.

“Agora, o setor precisa concentrar esforços para ampliar mercados e construir condições comerciais mais claras. Sair de um acordo coletivo não significa, necessariamente, abandonar as restrições de compra. Por isso, a representação dos produtores deve acompanhar as regras adotadas por cada empresa e buscar soluções que preservem o acesso aos mercados e a renda de quem produz”, recomendou o presidente do IA.

Fonte: Pensar Agro

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