AGRONEGÓCIO
Desmama mal conduzida pode comprometer ganho de peso e rentabilidade na pecuária de corte
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A fase de desmama continua sendo um dos momentos mais sensíveis dentro da pecuária de corte, exigindo atenção redobrada dos produtores para evitar perdas de desempenho, queda de peso e impactos negativos ao longo de todo o ciclo produtivo.
O estresse provocado pela separação da vaca, aliado às mudanças bruscas de ambiente e alimentação, pode comprometer a imunidade dos bezerros e reduzir significativamente a eficiência na recria e na engorda.
Especialistas do setor alertam que a adoção de manejo estratégico e suplementação adequada é fundamental para minimizar os efeitos negativos desse período e preservar o potencial produtivo dos animais.
O estresse da desmama impacta desempenho do rebanho
O desmame normalmente ocorre entre os 6 e 8 meses de idade, fase em que o bezerro perde o contato direto com a mãe e precisa se adaptar rapidamente a uma nova rotina alimentar e de manejo.
Segundo Bruno Marson, esse processo pode gerar forte impacto no desempenho dos animais.
“Antes o bezerro estava junto da mãe, em ambiente confortável e adaptado. Quando ocorre a separação abrupta, é comum haver queda expressiva de peso nos primeiros 30 a 40 dias pós-desmame. Um manejo inadequado nessa fase pode comprometer toda a eficiência futura do animal na recria e terminação”, explica.
Separação abrupta e manejo inadequado elevam riscos
Entre os principais fatores que aumentam o estresse durante a desmama estão:
- Separação repentina da vaca
- Mudança brusca na alimentação
- Transporte para novas propriedades
- Troca de pastagem
- Vacinação e vermifugação simultâneas
- Excesso de manejo no mesmo período
- Alta lotação e aglomeração
De acordo com especialistas, o desmame abrupto provoca forte reação comportamental, incluindo vocalização excessiva, ansiedade e redução do consumo alimentar.
Além disso, a interrupção do fornecimento de leite materno exige rápida adaptação metabólica e nutricional dos bezerros.
Perda de peso reduz eficiência econômica da produção
A queda de desempenho registrada após a desmama impacta diretamente a rentabilidade da atividade pecuária.
Animais que sofrem perdas acentuadas de peso nessa fase tendem a apresentar menor eficiência alimentar, pior conversão e maior tempo para atingir o peso ideal de abate.
Em muitos casos, o prejuízo acompanha o animal durante toda a fase de recria e engorda.
Por isso, o manejo correto passou a ser visto como ferramenta estratégica para preservar desempenho zootécnico e melhorar os resultados econômicos das propriedades.
Suplementação nutricional ganha espaço no pós-desmama
Além do manejo gradual, a suplementação adequada tem sido utilizada para reduzir os efeitos do estresse e melhorar a adaptação dos animais após a separação.
A Connan anunciou a reformulação do suplemento Connan Master Desmama, desenvolvido especificamente para o período pós-desmame.
O produto recebeu um novo aditivo à base de parede celular de leveduras, tecnologia voltada ao fortalecimento da imunidade e ao equilíbrio da flora intestinal dos bezerros.
Segundo Bruno Marson, a recomendação é que a suplementação seja utilizada por um período entre 30 e 50 dias após a desmama.
Bem-estar animal e produtividade caminham juntos
De acordo com a empresa, o objetivo é reduzir os impactos fisiológicos da separação e melhorar o desempenho dos animais durante a adaptação ao novo sistema alimentar.
“O suplemento atende às exigências nutricionais dessa fase, melhora a palatabilidade e fortalece a saúde do animal. Quando utilizado corretamente, o ganho adicional pode chegar a até 10 quilos por cabeça no período”, afirma Marson.
O avanço de estratégias nutricionais e de manejo reforça uma tendência crescente na pecuária brasileira: integrar bem-estar animal, sanidade e eficiência produtiva como pilares centrais para aumentar competitividade e rentabilidade no campo.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Mercado de açúcar fecha semana com volatilidade e pressão da safra brasileira
O mercado de açúcar e etanol encerrou a semana em meio a movimentos distintos, marcados pela volatilidade das cotações internacionais e pela recuperação dos preços do biocombustível no mercado doméstico. Apesar de fatores externos terem dado suporte temporário ao açúcar, a perspectiva de safra robusta no Brasil continuou pressionando o mercado.
De acordo com análise da StoneX, o contrato NY #11 com vencimento em julho de 2026 encerrou a semana cotado a USc 14,70 por libra-peso, oscilando entre esse nível e a resistência de USc 15,01/lb ao longo dos pregões.
Parte da sustentação observada no início da semana esteve ligada à valorização do petróleo Brent, impulsionada pelas tensões geopolíticas no Oriente Médio. O avanço do petróleo elevou a competitividade do etanol frente à gasolina, fator que acabou refletindo também sobre os preços do açúcar.
Outro elemento de suporte veio das projeções de déficit global para a temporada 2026/27. O mercado acompanha com atenção os impactos climáticos provocados pelo El Niño em importantes países produtores da Ásia, como Índia e Tailândia, o que pode comprometer a oferta internacional nos próximos ciclos.
Mesmo assim, os fundamentos ligados à produção brasileira impediram uma recuperação mais consistente das cotações. A expectativa de uma safra recorde no Brasil seguiu como principal fator de pressão, mantendo o mercado internacional em um intervalo estreito de negociação durante toda a semana.
Etanol hidratado sobe 4% em Ribeirão Preto
No mercado interno, o etanol hidratado apresentou recuperação nos preços. Na base das usinas de Ribeirão Preto (SP), o biocombustível encerrou a semana cotado a R$ 2,82 por litro, já com impostos inclusos.
O valor representa avanço de 4% em comparação à sexta-feira anterior, quando o produto era negociado a R$ 2,72 por litro.
Segundo agentes do setor, a recuperação ocorreu principalmente no começo da semana, impulsionada pelo aumento da participação das distribuidoras e pela retomada dos volumes negociados acima do registrado nas semanas anteriores.
Apesar da melhora, o mercado ainda enfrenta fatores que limitam uma valorização mais intensa. A ampla oferta de etanol no Centro-Sul, favorecida pelo avanço da moagem da cana-de-açúcar, continua exercendo pressão sobre os preços.
Além disso, as incertezas envolvendo a aprovação do E32 — proposta que amplia a mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina — seguem adicionando cautela ao mercado.
Ainda assim, parte dos participantes já identifica sinais iniciais de estabilização nas cotações, especialmente diante da melhora gradual da demanda no mercado doméstico.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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