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Fundação Mato Grosso anuncia calendário de eventos para algodão e milho no segundo semestre

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A Fundação de Apoio à Pesquisa Agropecuária de Mato Grosso (Fundação MT) anunciou uma nova agenda de eventos técnicos voltados às culturas do algodão e do milho para o segundo semestre deste ano, além de um dia de campo programado para junho, com foco exclusivo na cotonicultura.

A divulgação ocorre após a realização do 26º Encontro Técnico de Soja, realizado em Cuiabá (MT), que reuniu produtores, pesquisadores e representantes da cadeia do agronegócio para debater inovação, validação de tecnologias e tendências para o setor de grãos.

Evento reforça papel técnico e integração com o setor produtivo

Segundo o head corporativo e comercial da Fundação MT, Flávio Garcia, o encontro superou as expectativas e consolidou-se como um importante espaço de validação de conhecimento técnico-científico aplicado ao campo.

O executivo destacou que o tema desta edição, “Cada grão importa”, reflete o cenário atual de margens mais apertadas na agricultura, exigindo maior precisão na tomada de decisão por parte dos produtores rurais.

Durante o evento, foram apresentados dados e pesquisas nas áreas de entomologia, fitopatologia, genética, manejo de nematoides, matologia, mecanização e solos, com foco em eficiência produtiva e sustentabilidade das lavouras.

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A programação também incluiu encontros com empresas do setor agro em um ambiente de negócios, com o objetivo de fortalecer parcerias, ampliar a confiança e acelerar a transferência de tecnologias ao produtor.

Novos eventos terão foco em algodão e milho

Encerrado o encontro da soja, que contou com cerca de 300 participantes presenciais e 150 online, a Fundação MT confirmou a realização de novos eventos técnicos ainda em 2026.

A programação inclui dois grandes encontros: um dedicado ao algodão, previsto para agosto, e outro voltado ao milho, programado para novembro. Além disso, está previsto um dia de campo nos dias 10 e 11 de junho, exclusivamente sobre o algodão.

A atividade será realizada na Fazenda Tucunaré, em Sapezal (MT), área experimental vinculada ao Grupo Amaggi, e apresentará resultados de pesquisa diretamente em condições de campo.

Validação científica e transferência de conhecimento ao produtor

Para o gerente de Pesquisa, Serviços e Operações da Fundação MT, Luís Carlos de Oliveira, o encontro técnico cumpre seu papel histórico de levar informação validada ao produtor rural, conectando pesquisa e prática agrícola.

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Segundo ele, os debates abordaram temas críticos para a produção, como o manejo de pragas e plantas daninhas, reforçando a importância da atualização técnica constante para melhorar o desempenho das propriedades rurais.

A instituição destaca que os eventos fazem parte de uma estratégia contínua de aproximação entre pesquisa e setor produtivo, com foco na geração de soluções aplicáveis e no fortalecimento da competitividade do agronegócio mato-grossense.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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STF mantém restrições para compra de terras rurais por empresas com capital estrangeiro no Brasil

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A recente decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a compra de terras rurais por empresas controladas por capital estrangeiro recolocou o tema no centro das discussões jurídicas e econômicas do agronegócio brasileiro. O entendimento da Corte reforça que o Brasil permite investimentos estrangeiros em imóveis rurais, mas mantém um rígido sistema de controle e fiscalização sobre essas operações.

Em análise publicada pelo advogado Henrique Costa de Seabra, doutorando em Direito Minerário e Ambiental pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC/SP), a decisão do STF não cria novas restrições, mas consolida a interpretação de que as regras já existentes são constitucionais e devem ser aplicadas de forma uniforme em todo o país.

Constituição permite compra de terras, mas com limites

Segundo Henrique Costa de Seabra, a legislação brasileira não proíbe a aquisição ou o arrendamento de imóveis rurais por estrangeiros. O que existe é um regime jurídico específico, fundamentado na proteção de interesses estratégicos nacionais.

A Constituição Federal autoriza que a lei estabeleça limites e condições para esse tipo de operação, considerando fatores como soberania territorial, segurança alimentar, política agrária e desenvolvimento econômico.

Na prática, investidores estrangeiros podem atuar no mercado de terras rurais brasileiro, desde que cumpram exigências legais relacionadas a autorização prévia, limites territoriais, controle por município e restrições em áreas consideradas estratégicas, como regiões de fronteira.

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Empresas brasileiras com capital estrangeiro seguem sob restrições

Um dos principais pontos debatidos no julgamento envolve a aplicação da Lei nº 5.709/1971, que equipara empresas brasileiras controladas majoritariamente por capital estrangeiro às empresas estrangeiras para fins de aquisição de imóveis rurais.

De acordo com Henrique Costa de Seabra, isso significa que a simples abertura de uma empresa no Brasil não elimina automaticamente as restrições previstas na legislação.

Foi justamente esse entendimento que o STF confirmou ao julgar, em abril de 2026, a ADPF 342 e a ACO 2.463. Por unanimidade, os ministros validaram as limitações previstas na legislação para empresas brasileiras sob controle estrangeiro.

STF reforça uniformização nacional das regras

Além de manter a validade das restrições legais, o Supremo também anulou um parecer da Corregedoria-Geral da Justiça de São Paulo que dispensava cartórios paulistas de aplicar determinadas exigências em operações envolvendo capital estrangeiro.

Para Henrique Costa de Seabra, a medida fortalece a uniformização nacional do tema e amplia a previsibilidade jurídica para investidores, produtores rurais, empresas e agentes do setor imobiliário.

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A decisão também reforça a necessidade de análise criteriosa em operações rurais que envolvam participação estrangeira, especialmente em relação à composição societária das empresas, extensão das áreas negociadas, localização dos imóveis e necessidade de autorizações administrativas.

Mercado de terras segue atrativo para capital internacional

O debate ganha ainda mais relevância diante do aumento global do interesse por ativos ligados à produção agrícola, mineração, energia e recursos naturais.

Segundo Henrique Costa de Seabra, o julgamento do STF demonstra que o Brasil continua aberto ao investimento estrangeiro no agronegócio, mas sob mecanismos de controle considerados estratégicos pelo Estado brasileiro.

A interpretação adotada pela Corte busca equilibrar abertura econômica e proteção de interesses nacionais, incluindo soberania territorial, segurança alimentar e prevenção da concentração fundiária.

Segurança jurídica ganha destaque no agronegócio

Para o mercado, a decisão do STF tende a oferecer maior segurança jurídica para futuras operações envolvendo terras rurais e capital estrangeiro.

Ao mesmo tempo, o entendimento deixa claro que investidores internacionais precisarão continuar observando rigorosamente a legislação brasileira, especialmente em operações relacionadas ao agronegócio, produção de alimentos, energia e exploração de recursos naturais.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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