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Corregedoria-Geral do MPAC realiza correições em Feijó e Manoel Urbano com foco em diálogo institucional e fortalecimento da atuação ministerial

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A Corregedoria-Geral do Ministério Público do Estado do Acre (MPAC) realizou correições ordinárias nas Promotorias de Justiça de Feijó e Manoel Urbano, dando continuidade ao ciclo correicional de 2026 no interior do estado. As atividades envolveram reuniões institucionais, entrevistas, análise de procedimentos, escuta de membros, servidores e representantes da rede de proteção, além de visitas a órgãos e instituições parceiras.

O novo modelo correicional adotado pelo MPAC prioriza uma atuação orientativa e estratégica, voltada não apenas à análise da produtividade das unidades ministeriais, mas também à compreensão das realidades locais, das condições de trabalho e dos principais desafios enfrentados nas comarcas.

A corregedora-geral do MPAC, procuradora de Justiça Patrícia Rêgo, destacou que a correição é uma ferramenta de inteligência institucional voltada ao aprimoramento dos serviços prestados à população.

“A correição é um momento de inteligência institucional. Ela é uma ferramenta que ajuda a gestão a melhorar o desempenho e a atuação do Ministério Público. É um momento de diálogo com o promotor de Justiça, de escuta da comunidade, da rede de proteção e dos demais poderes que fazem essa relação do dia a dia com o Ministério Público”, afirmou.

Durante as atividades, a equipe da Corregedoria também realizou reuniões com servidores, conferência de dados institucionais, verificação documental e diálogo com órgãos da rede de atendimento e proteção social dos municípios. O trabalho incluiu ainda visitas institucionais e avaliação das demandas mais sensíveis de cada território, especialmente nas áreas de saúde mental, violência doméstica, infância e adolescência e políticas públicas.

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O promotor corregedor e secretário-geral da Corregedoria, Carlos Pescador, ressaltou o caráter preventivo e colaborativo da atuação correicional.

“A gente não quer esse viés punitivo da correição, algo que soe, de alguma forma, negativo. Obviamente, o que tiver que ser corrigido vai ser corrigido, mas, sobretudo, com o entendimento de que essa correição é para o bem da instituição, dos membros, dos servidores e, principalmente, da população, que é a quem devemos prestar contas diariamente”, afirmou.

A promotora de Justiça de Manoel Urbano, Julia Fernandes, destacou a importância do contato próximo da Corregedoria com as unidades do interior e da construção conjunta de prioridades institucionais alinhadas às necessidades locais.

“Esse contato próximo e, no interior principalmente, eles vindo ver a nossa realidade, a realidade estrutural, é muito importante e enriquecedor. Quem ganha principalmente com a correição é a população local, no sentido de alinhar as ações do promotor de Justiça ao que aquele município e aquela população precisam”, disse.

A promotora de Justiça de Feijó, Giovana Kohata, também destacou a importância da atuação correicional para o fortalecimento institucional e o aprimoramento do trabalho desenvolvido pelo Ministério Público.

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“Hoje nós tivemos a satisfação de receber a Corregedoria do Ministério Público do Estado do Acre aqui em Feijó. É uma oportunidade para a instituição avaliar o trabalho do Ministério Público na cidade, tanto de maneira interna quanto externa, observando também o relacionamento com as outras instituições. Além disso, é um momento em que ajustes podem ser feitos. Então, é um ganho tanto para o Ministério Público quanto para a sociedade”, afirmou.

O modelo correicional em desenvolvimento pelo MPAC busca fortalecer a atuação ministerial a partir de uma visão mais ampla das necessidades locais, considerando aspectos relacionados à estrutura das unidades, à integração institucional, à saúde mental, à organização do trabalho e às demandas sociais identificadas em cada território.

Tiago Teles – Agência de Notícias do MPAC

Fonte: Ministério Publico – AC

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MPAC e Polícia Civil deflagram Operação Convergência Nacional contra organização criminosa

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O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), em parceria com a Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco), da Polícia Civil do Acre, deflagrou, nas primeiras horas desta terça-feira, 2, a Operação Convergência Nacional contra a organização criminosa Bonde dos Treze.

A ação teve como objetivo cumprir 42 mandados judiciais expedidos pela Vara Estadual do Juiz das Garantias da Comarca de Rio Branco, sendo 21 mandados de prisão preventiva e 21 de busca e apreensão contra investigados ligados ao grupo criminoso. Até o momento, foram cumpridos 19 mandados de prisão preventiva e efetuadas duas prisões em flagrante. Também foi apreendida substâncias com características semelhantes à cocaína, além de valores em dinheiro.

As ordens judiciais foram cumpridas nos municípios de Rio Branco, Brasiléia e Epitaciolândia, além dos estados do Ceará e de Santa Catarina e mobilizou cerca de 100 policiais civis, além de delegados de polícia, policiais penais, promotores de Justiça e servidores do MPAC.

As investigações que resultaram na operação foram conduzidas pelo Gaeco e tiveram início a partir da análise de dados periciais extraídos de aparelhos celulares apreendidos com integrantes da organização criminosa, entre eles um conselheiro da facção. O material analisado permitiu identificar a atuação coordenada de diversos membros, incluindo responsáveis pela movimentação de recursos financeiros e pela distribuição de drogas.

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O coordenador-geral do Gaeco, promotor de Justiça Antônio Alceste Callil, destacou, durante coletiva à imprensa, que a operação é resultado de uma estratégia articulada nacionalmente para o combate ao crime organizado.

“A Operação Convergência Nacional é fruto de uma ação alinhada realizada em todo o Brasil pelos Ministérios Públicos estaduais, a partir de um planejamento do Grupo Nacional de Combate às Organizações Criminosas. Dentro dessa estratégia nacional, o Ministério Público conduziu uma investigação por meio do Gaeco, que identificou a atuação de pessoas vinculadas à organização criminosa Bonde dos Treze. Com base nos elementos reunidos, foram representados à Justiça os pedidos de prisão e de busca e apreensão”, afirmou.

Também participaram da coletiva á imprensa, o coordenador-adjunto do Gaeco, promotor de Justiça Júlio César de Medeiros, e o delegado Alcino Ferreira Júnior, representando a Direção-Geral da Polícia Civil.

O delegado Gustavo Neves, titular da Draco, ressaltou que os alvos da operação exercem funções relevantes dentro da organização criminosa e que as medidas executadas contribuem para enfraquecer a estrutura do grupo.

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“Todos os alvos da operação, tanto os presos quanto aqueles que tiveram mandados de busca cumpridos em suas residências, atuam na facção e desempenham papel relevante na organização criminosa. Apreendemos drogas, material tático e capa de colete à prova de balas. Acreditamos que, com as prisões realizadas hoje, parte da estrutura do Bonde dos Treze foi desarticulada. Esse é o papel da Polícia Civil: combater as facções criminosas e os indivíduos que mais contribuem para os índices de criminalidade no estado”, disse.

A Operação Convergência Nacional integra uma ação nacional coordenada pelo Grupo Nacional de Combate às Organizações Criminosas, do Ministério Público brasileiro, com o objetivo de intensificar o enfrentamento às facções criminosas em todo o país.

Fotos: Clovis Pereira
Agencia de Notícias do MPAC

Fonte: Ministério Publico – AC

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