POLÍTICA NACIONAL
Comissão de Constituição e Justiça aprova propostas com homenagens a cidades, eventos e figuras históricas
POLÍTICA NACIONAL
A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou uma série de propostas que homenageiam cidades, eventos e figuras históricas, entre outras.
Todas elas tramitaram em caráter conclusivo e devem seguir diretamente para o Senado Federal, exceto no caso de recurso para análise pelo Plenário da Câmara.
São elas:
- PL 2145/22, do deputado Bohn Gass (PT-RS), que declara a prática da língua, a escrita, os costumes e a cultura das comunidades pomeranas como manifestação da cultura nacional;
- PL 3969/23, do deputado Eriberto Medeiros (PSB-PE), que reconhece a festa junina de São João de Caruaru (PE) como manifestação da cultura nacional;
- PL 3970/23, do deputado Eriberto Medeiros (PSB-PE), que declara as bandas de pífanos de Pernambuco como manifestação da cultura nacional;
- PL 6076/23, do deputado Eriberto Medeiros (PSB-PE), que declara a Festa do Morro da Conceição (PE) como manifestação da cultura nacional;
- PL 1166/24, do deputado Zé Haroldo Cathedral (União-RR), que reconhece o prato típico Damurida (RR) como manifestação da cultura nacional;
- PL 1247/24, do deputado Zé Haroldo Cathedral (União-RR), que reconhece Capitiana, rede de dormir típica do Estado de Roraima, como manifestação da cultura nacional;
- PL 2507/24, do deputado Arnaldo Jardim (Cidadania-SP), que reconhece o basquete de Franca (SP) como manifestação da cultura nacional;
- PL 4345/24, do deputado Duda Ramos (Pode-RR), que reconhece a obra do artista indígena Jaider Esbell como manifestação da cultura nacional;
- PL 4354/24, da deputada Erika Kokay (PT-DF), que reconhece o rock nacional como manifestação da cultura nacional;
- PL 3620/25, do deputado Cobalchini (MDB-SC), que declara o município de Timbó Grande (SC), como Capital Nacional da Guerra do Contestado;
- PL 1406/25, do deputado Marcelo Crivella (Republicanos-RJ), que cria o Dia Nacional de Celebração da África, a ser comemorado, anualmente, no dia 25 de maio;
- PL 1921/22, da deputada Maria do Rosário (PT-RS), que inclui no calendário turístico oficial a Feira Nacional do Doce (Fenadoce), no Município de Pelotas (RS);
- PL 2212/25, do deputado Julio Arcoverde (PP-PI), que inclui no Calendário Turístico Oficial do Brasil a festa “Caprinova”, realizada no município de Queimada Nova (PI);
- PL 2222/25, do deputado Julio Arcoverde (PP-PI), que inclui no Calendário Turístico Oficial do Brasil o Festival de Inverno de Pedro II (PI);
- PL 9258/17, do ex-deputado Rafael Motta, que denomina “Dom Nivaldo Monte” o trecho de 177 quilômetros da rodovia BR101 entre o KM 0 e o KM 177 (RN);
- PL 5816/19, do deputado Arnaldo Jardim (Cidadania-SP), que nomeia “Tácito Roberto de Jesus”, a passarela para pedestres sobre a BR-153, no km 62, no Município de São José do Rio Preto (SP);
- PL 3400/23, do deputado Toninho Wandscheer (PP-PR), que denomina “José Acácio Carneiro” a área de escape situada no km 542 da rodovia BR-040, no anel rodoviário da cidade de Belo Horizonte (MG).
Reportagem – Paula Bittar
Edição – Rachel Librelon
Fonte: Câmara dos Deputados
POLÍTICA NACIONAL
Setor elétrico admite que consumidores arcam com mais de R$ 7 bilhões por furtos e fraudes de energia
Dados da agência reguladora e das distribuidoras de energia, apresentados na Câmara dos Deputados nesta quarta-feira (17), mostram que os consumidores pagaram mais de R$ 7 bilhões por ano, em 2024 e 2025, pelas chamadas “perdas não técnicas” do setor elétrico. O valor é resultado dos custos com furtos de energia, incluindo ligação clandestina e desvio direto da rede, os famosos “gatos”, além de fraudes ligadas à adulteração de medidores.
A Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee) registrou R$ 11,3 bilhões de prejuízos em 2025, dos quais R$ 7,8 bilhões foram repassados para as tarifas.
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) informou que, em 2024, as perdas chegaram a 40 TWh (terawatts/hora), equivalentes a 6,6% de toda a energia injetada no país. O custo alcançou R$ 10,3 bilhões, rateados entre consumidores (R$ 7,1 bilhões), distribuidoras (R$ 3,3 bilhões) e poder público (R$ 1 bilhão, em relação a tributos não recolhidos).
Em audiência na Comissão Externa da Agenda “Brasil Legal”, a gerente de regulação econômica da Aneel, Flávia Pederneiras, explicou como é feito o rateio desses prejuízos.
“A gente reconhece todo furto e repassa para tarifa? Não. A gente analisa essas 51 distribuidoras e as coloca num ranking. Quanto mais complexa a área da distribuidora, mais difícil é combater o furto. Então, a gente faz um benchmarking entre as distribuidoras para repassar o montante de perda técnica para a tarifa”, disse.
O problema está mais concentrado nas regiões Norte (19,5% dos casos) e Sudeste (6,6%). Uma concessionária do Amazonas e outra do Rio de Janeiro lideram as “perdas não técnicas” e seus clientes arcam com os maiores prejuízos, segundo Flávia Pederneiras.
“A tarifa da Amazonas Energia poderia ser praticamente 13% menor se não fosse o furto de energia elétrica. Ou seja, a cada R$ 8 da tarifa que o consumidor lá do Amazonas paga, R$ 1 vai para bancar o furto de energia elétrica. A tarifa residencial da Light poderia ser 9,1% mais barata se não fosse o furto.”
O assessor em regulação da Abradee, Onofre de Albuquerque Neto, reclamou especificamente do aumento de furtos de cabos elétricos. Foram 25 mil ocorrências em 2025, com prejuízo de R$ 97 milhões e alta nos casos de acidentes e interrupções de energia. Ele espera que a Lei 15.181/25, que ampliou a pena para esse tipo de roubo e furto, surta efeito nas estatísticas de 2026.

Fiscalização
Esses custos foram alvos de fiscalização do Tribunal de Contas da União (TCU) em 2023 e 2024.
As “perdas não técnicas” foram atribuídas a vários fatores, como complexidade geográfica de algumas áreas, crescimento desordenado da malha de distribuição e restrições de operação em bairros com alto índice de furtos e inadimplência, onde nem mesmo o Estado consegue entrar por conta de violência e ações do crime organizado.
O chefe da auditoria especializada em energia elétrica do TCU, André Carneiro, constatou uma espécie de “imposto invisível” pago pelo consumidor diante desses problemas.
“As perdas não técnicas encolhem o faturamento das distribuidoras, a base pagante fica menor para assumir aqueles custos fixos das distribuidoras e isso faz com que a tarifa aumente. Esse ciclo se repete. Novos furtos e mais fuga de consumidores acontecem, gerando o que o setor costuma apelidar de espiral da morte”, explicou.
A presidente do Conselho Nacional de Consumidores de Energia Elétrica (Conacen), Rosimeire da Costa, pediu providências.
“As pessoas que ganham dois a cinco salários mínimos estão sustentando toda essa cadeia, caindo na ‘espiral da morte’. Então, a gente precisa reformular a metodologia. Nós estamos pagando muito em razão disso.”
Soluções
O coordenador da comissão, deputado Julio Lopes (PP-RJ), também busca soluções.
“Nós estamos verificando aqui furtos e custos da ordem de bilhões de reais. A gente precisa avançar nesse tema para avançar na legalidade do Brasil.
Entre as sugestões apresentadas na audiência estão a redefinição das metas de perdas em concessões com alta restrição operativa e a adoção de “tarifas inteligentes”, que envolvam valores diferenciados de acordo com a localização do imóvel.
Reportagem – José Carlos Oliveira
Edição – Ana Chalub
Fonte: Câmara dos Deputados
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