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Preço do arroz volta a cair no Rio Grande do Sul com oferta elevada e demanda enfraquecida

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Os preços do arroz em casca voltaram a registrar queda no Rio Grande do Sul, interrompendo o movimento de recuperação observado no início de junho. O cenário reflete a combinação entre elevada oferta do cereal, dificuldades na comercialização do arroz beneficiado e menor capacidade de sustentação dos preços por parte da demanda.

Levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) mostra que o mercado segue enfrentando um ambiente de pressão, marcado pelo desequilíbrio entre a disponibilidade do produto e o ritmo das negociações ao longo da cadeia produtiva.

Oferta abundante pesa sobre as cotações

De acordo com os pesquisadores do Cepea, a ampla disponibilidade de arroz no mercado gaúcho continua sendo o principal fator de pressão sobre os preços pagos ao produtor.

Mesmo com a presença de compradores e a continuidade das exportações, o volume disponível tem sido suficiente para limitar movimentos mais consistentes de valorização, mantendo o mercado em um cenário de cautela.

A recente tentativa de recuperação das cotações perdeu força diante da dificuldade de absorção da oferta pelo mercado interno, especialmente nas etapas de beneficiamento e distribuição.

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Demanda internacional ajuda, mas impacto é limitado

O mercado externo segue oferecendo oportunidades de comercialização para parte dos produtores brasileiros. No entanto, segundo o Cepea, o efeito positivo das exportações não tem sido suficiente para alterar significativamente o comportamento dos preços no mercado doméstico.

A demanda internacional permanece ativa, mas o volume embarcado ainda não consegue compensar integralmente a pressão gerada pela elevada disponibilidade do cereal no país.

Com isso, o suporte que poderia vir das exportações tem se mostrado limitado diante das condições atuais de oferta.

Indústrias reduzem ritmo de compras

Outro fator que contribui para o enfraquecimento das cotações é a dificuldade encontrada pelas indústrias na comercialização do arroz beneficiado.

Com margens pressionadas e menor fluidez nas vendas ao varejo, muitas empresas seguem adotando uma postura mais cautelosa nas aquisições de matéria-prima, reduzindo o ritmo das compras no mercado físico.

Essa retração da demanda industrial acaba refletindo diretamente sobre os preços do arroz em casca, ampliando a pressão sobre os produtores.

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Apoio da Conab perde força no mercado

Além da oferta elevada e da demanda mais contida, os mecanismos de apoio à comercialização promovidos pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) também apresentaram menor capacidade de sustentação dos preços nas últimas semanas.

Com menor influência desses instrumentos e um mercado ainda abastecido, o setor segue acompanhando a evolução da demanda interna e das exportações para avaliar possíveis mudanças de tendência nos próximos meses.

Enquanto isso, o mercado de arroz permanece pressionado, com produtores atentos ao comportamento das vendas, à movimentação das indústrias e às oportunidades oferecidas pelo mercado internacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Volatilidade do diesel expõe custos ocultos na logística e pressiona gestão de frotas no Brasil

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A instabilidade no preço do petróleo no mercado internacional e seus reflexos diretos sobre o diesel têm ampliado a pressão sobre empresas de transporte e logística em todo o Brasil. Em um setor altamente dependente do combustível, qualquer variação impacta de forma imediata os custos operacionais e a competitividade das operações.

Diesel pode representar até um terço dos custos do transporte

O diesel é um dos principais componentes da estrutura de custos do transporte rodoviário, podendo responder por cerca de um terço das despesas totais de uma operação. Nesse contexto, oscilações de preço são um desafio constante para gestores logísticos.

No entanto, especialistas destacam que o impacto financeiro vai além da variação do mercado. Muitos operadores ainda enfrentam perdas internas relacionadas à falta de controle no abastecimento, o que amplia o efeito da alta dos preços.

Falhas de registro, abastecimentos fora do padrão, inconsistências de medição e desperdícios operacionais são exemplos de problemas que, apesar de muitas vezes não serem percebidos imediatamente, podem gerar prejuízos significativos ao longo do tempo.

Perdas operacionais podem ser maiores que o impacto do preço

Segundo o especialista em operações logísticas Nelson Margarido, diretor operacional da Korth, momentos de alta no diesel acabam evidenciando fragilidades já existentes nas empresas.

“Quando o diesel sobe, a atenção se volta naturalmente para o preço do combustível. Mas esse também é um momento estratégico para analisar se o consumo está alinhado à operação e se existem perdas que podem ser evitadas com mais controle e rastreabilidade”, afirma.

De acordo com ele, muitas dessas perdas não aparecem de forma clara nos indicadores financeiros tradicionais, o que dificulta a identificação de falhas e a adoção de medidas corretivas.

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Falta de controle manual amplia riscos na operação

Em operações que ainda utilizam processos manuais ou sistemas pouco integrados, pequenas divergências entre o volume abastecido e o consumo esperado podem se acumular ao longo do tempo.

Essa falta de visibilidade compromete a gestão eficiente da frota e dificulta a identificação de padrões de desperdício, impactando diretamente a rentabilidade do negócio.

Tecnologia ganha espaço na gestão de abastecimento

Diante desse cenário, cresce a adoção de soluções tecnológicas voltadas ao monitoramento do consumo de combustível e à gestão do abastecimento.

A digitalização dos processos permite o registro e a validação das informações em tempo real, reduzindo erros operacionais e aumentando a confiabilidade dos dados utilizados na tomada de decisão.

Com maior rastreabilidade, empresas conseguem identificar desvios com mais precisão e atuar de forma preventiva na redução de desperdícios.

Combustível passa a ser indicador estratégico da operação

Para especialistas do setor, o combustível deixa de ser apenas uma despesa operacional e passa a ser um indicador estratégico da eficiência da frota.

“O preço do diesel é uma variável externa. Já o controle do abastecimento é um processo interno que pode ser monitorado e aprimorado continuamente. Quanto maior a visibilidade sobre os dados, maior a capacidade de reduzir perdas e aumentar a eficiência”, destaca Margarido.

Eficiência operacional será diferencial competitivo

Em um cenário de custos elevados e margens pressionadas, a eficiência operacional tende a se tornar um dos principais diferenciais competitivos no setor de transporte e logística.

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Empresas que investem em controle, rastreabilidade e análise de dados conseguem transformar informações operacionais em inteligência estratégica, ganhando mais previsibilidade e resistência às oscilações do mercado de combustíveis.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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