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Vinho paulista conquista o mundo: rótulos de SP vencem prêmios internacionais e destacam a vitivinicultura brasileira em 2026

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O vinho paulista ganhou protagonismo internacional em 2026 ao conquistar premiações relevantes em alguns dos mais prestigiados concursos do mundo. Rótulos produzidos no interior de São Paulo se destacaram pela qualidade, consolidando o avanço da vitivinicultura brasileira e ampliando a visibilidade do setor no cenário global.

Entre os destaques, a vinícola Casa Soncini, localizada em Itaí (SP), alcançou um feito histórico ao conquistar medalha de ouro no tradicional concurso Vinalies Internationales, realizado em Cannes, na França. O reconhecimento veio com o rótulo Syrah Rosé 2024, produzido na região da represa de Jurumirim.

Já o vinho Paralelas Cabernet Franc 2024, da Casa Almeida Barreto, de Espírito Santo do Pinhal (SP), foi eleito o melhor vinho tinto do Brasil e ainda integrou a seleção sul-americana do renomado Guia Descorchados, em sua 28ª edição.

Serra da Mantiqueira se consolida como polo do vinho brasileiro

O desempenho dos rótulos paulistas reforça o crescimento da vitivinicultura nacional, especialmente na região da Serra da Mantiqueira, considerada hoje um dos terroirs mais promissores da América do Sul.

Os vinhos de altitude produzidos na região são reconhecidos por características como frescor, elegância e identidade própria. O sucesso do Cabernet Franc 2024 evidencia esse potencial, impulsionado por técnicas modernas e pela formação internacional de produtores brasileiros.

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À frente da Casa Almeida Barreto está o fundador Gabriel Barreto, com experiência em regiões tradicionais como Bordeaux, na França, e Douro, em Portugal — fator que contribui para a sofisticação dos rótulos nacionais.

Técnica de dupla poda eleva qualidade dos vinhos

Outro diferencial competitivo do vinho paulista está na adoção de tecnologias adaptadas ao clima brasileiro. O Syrah Rosé 2024, da Casa Soncini, é produzido com a técnica da dupla poda, que permite a colheita no inverno — período mais seco e favorável à maturação das uvas.

O resultado é um vinho rosé seco, fresco e com notas marcantes de frutas vermelhas, além de coloração intensa. A maturação ocorre por seis meses em tanques de inox, garantindo equilíbrio e qualidade ao produto final.

O terroir dos Altos da Represa de Jurumirim também contribui para o desempenho do rótulo, com condições ideais para a produção de uvas de alta qualidade.

Guia Rotas dos Vinhos impulsiona o enoturismo paulista

As vinícolas premiadas integram o Guia Rotas dos Vinhos de São Paulo, iniciativa do governo estadual voltada à promoção do enoturismo e ao desenvolvimento regional.

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A segunda edição do guia, lançada em março de 2026, reúne 87 atrativos e foi elaborada em parceria entre a Secretaria de Turismo e Viagens do Estado de São Paulo (Setur-SP) e outras pastas estratégicas, como Agricultura, Desenvolvimento Econômico e Cultura.

O material atualiza os estabelecimentos participantes e fortalece a cadeia produtiva do vinho paulista, incentivando o turismo rural, a geração de renda e a valorização dos produtos locais.

Vitivinicultura brasileira ganha força no cenário global

O desempenho dos vinhos paulistas em competições internacionais confirma a evolução técnica e produtiva do setor no Brasil. Ao conquistar espaço entre os melhores do mundo, o país amplia sua competitividade e fortalece sua imagem como produtor de vinhos de qualidade.

A tendência é de crescimento contínuo, impulsionado por investimentos em tecnologia, capacitação e valorização dos terroirs nacionais — fatores que posicionam o vinho brasileiro como uma aposta promissora no mercado global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Vendas de máquinas agrícolas e industriais caem em 2026 e acendem alerta no setor, aponta Abimaq

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A indústria brasileira de máquinas e equipamentos iniciou 2026 sob pressão. Dados divulgados pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) mostram retração nas vendas em março e no acumulado do primeiro trimestre, refletindo um ambiente de demanda mais fraca e maior concorrência com produtos importados.

O faturamento do setor somou R$ 23,8 bilhões em março, queda de 3,4% na comparação com o mesmo período de 2025. No acumulado do trimestre, a receita líquida alcançou R$ 61,7 bilhões, recuo expressivo de 11% frente aos três primeiros meses do ano anterior.

Mercado interno recua e importações avançam

O desempenho negativo foi puxado principalmente pela queda nas vendas no mercado doméstico. A receita líquida interna recuou 0,9% em março e acumulou queda de 12,6% no trimestre, evidenciando a perda de ritmo da demanda nacional.

Em contrapartida, as importações de máquinas e equipamentos cresceram de forma significativa, avançando 21,4% em março e 4,2% no acumulado do trimestre. O aumento reforça a competitividade dos produtos estrangeiros no mercado brasileiro e pressiona ainda mais a indústria local.

Exportações mostram resiliência, mas com sinais de desaceleração

No mercado externo, o desempenho foi mais estável. As exportações somaram US$ 1,03 bilhão em março, praticamente estáveis na comparação anual. No acumulado do trimestre, houve crescimento de 7,5%, atingindo US$ 2,9 bilhões.

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Os Estados Unidos seguem como principal destino das exportações brasileiras do setor. As vendas para o país totalizaram US$ 709 milhões no trimestre, acima dos US$ 631 milhões registrados no mesmo período de 2025.

No entanto, na comparação com o quarto trimestre do ano passado, houve retração de 10,5% nas exportações para o mercado norte-americano. O recuo foi puxado por quedas em segmentos relevantes, como máquinas agrícolas (-32%), componentes (-16%) e equipamentos para logística e construção civil (-13,5%).

Com isso, a participação dos Estados Unidos nas exportações do setor ficou em 24,3% no primeiro trimestre, abaixo do pico de 29,3% registrado em 2023, embora ligeiramente acima dos 23,3% observados em 2025.

Capacidade instalada sobe, mas pedidos indicam fraqueza

A utilização da capacidade instalada da indústria atingiu 79,9% em março, acima dos 77,6% registrados no mesmo mês de 2025, indicando melhora operacional.

Por outro lado, a carteira de pedidos, importante indicador de demanda futura, apresenta sinais de enfraquecimento. Em março, houve leve alta frente a fevereiro, com 9 semanas de pedidos, mas ainda assim queda de 1,5% na comparação anual.

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No acumulado do trimestre, a retração foi de 5,2%, reforçando a perspectiva de um ano mais desafiador para o setor.

Perspectivas para 2026

Segundo a Abimaq, o comportamento da carteira de pedidos indica que a indústria deve enfrentar um período de receitas mais fracas ao longo de 2026. A combinação de demanda interna desaquecida, avanço das importações e incertezas no mercado externo compõe um cenário de cautela.

Para o agronegócio, o desempenho do setor de máquinas é um termômetro importante, já que reflete diretamente o nível de investimento no campo. A evolução desse mercado será decisiva para medir o ritmo de modernização e expansão da produção agrícola nos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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