AGRONEGÓCIO
Café sobe forte nas bolsas internacionais com temor sobre qualidade da safra brasileira e estoques apertados
AGRONEGÓCIO
O mercado internacional do café iniciou os negócios desta quinta-feira (18) em forte valorização, ampliando os ganhos observados nos últimos pregões. As preocupações com o ritmo da colheita brasileira, os impactos das chuvas sobre a qualidade dos grãos e os reduzidos estoques globais seguem sustentando os preços do arábica e do robusta nas principais bolsas mundiais.
O Brasil, maior produtor e exportador de café do mundo, permanece no centro das atenções dos investidores, que acompanham de perto as condições climáticas nas regiões produtoras e seus reflexos sobre a oferta da safra 2026/27.
Arábica avança em Nova Iorque
Na Bolsa de Nova Iorque (ICE Futures US), os contratos futuros do café arábica registravam forte alta nas primeiras negociações do dia.
O vencimento julho/26 era negociado a 284,80 cents por libra-peso, com valorização de 695 pontos. O contrato setembro/26 subia para 276,60 cents/lbp, enquanto o dezembro/26 avançava para 267,05 cents/lbp.
O movimento reflete a preocupação do mercado com possíveis perdas de qualidade durante a colheita brasileira, especialmente em áreas que continuam registrando precipitações acima do normal para o período.
Robusta também opera em alta em Londres
O café robusta acompanhava o movimento positivo na Bolsa de Londres.
O contrato julho/26 era negociado a US$ 3.718 por tonelada, enquanto o setembro/26 alcançava US$ 3.664 por tonelada. Já o vencimento novembro/26 era cotado a US$ 3.613 por tonelada.
A valorização ocorre em meio às incertezas sobre a disponibilidade global da commodity e à manutenção de estoques reduzidos nos principais mercados consumidores.
Chuvas elevam preocupação com a qualidade dos grãos
Segundo análises do mercado, as chuvas persistentes em importantes regiões cafeeiras brasileiras continuam gerando apreensão entre compradores e operadores.
Além de dificultarem o avanço dos trabalhos de campo, as precipitações podem comprometer a qualidade dos grãos colhidos, afetando características importantes para a comercialização e exportação do produto.
Outro fator que preocupa o mercado é o possível atraso na entrada do café novo nos canais de comercialização, o que contribui para manter a percepção de oferta restrita no curto prazo.
Estoques globais seguem em níveis historicamente baixos
Os estoques certificados de café arábica monitorados pela ICE continuam oferecendo sustentação às cotações.
Os volumes armazenados recuaram para cerca de 396 mil sacas, patamar significativamente inferior ao registrado no mesmo período do ano passado, quando os estoques superavam 859 mil sacas.
A redução reforça a preocupação dos agentes com a disponibilidade global da commodity e aumenta a sensibilidade do mercado a qualquer notícia relacionada à produção brasileira.
Mercado físico tem negócios pontuais
No mercado físico nacional, a comercialização segue em ritmo moderado.
Produtores continuam atuando de forma cautelosa, realizando vendas pontuais e demonstrando resistência em negociar volumes maiores nos atuais níveis de preços. O comportamento contribui para limitar a oferta disponível e manter o suporte às cotações.
Clima continuará no radar do mercado
As previsões meteorológicas indicam manutenção das chuvas em áreas produtoras do Espírito Santo, Zona da Mata de Minas Gerais e parte do Rio de Janeiro ao longo desta quinta-feira.
Já nas regiões do interior de Minas Gerais e de São Paulo, o tempo mais firme favorece o avanço da colheita. Entretanto, uma nova frente fria prevista para os próximos dias poderá aumentar novamente as instabilidades climáticas, especialmente em território paulista.
Diante desse cenário, o mercado deve permanecer altamente sensível às condições climáticas, ao ritmo da colheita e à qualidade dos grãos da safra brasileira. Com estoques globais reduzidos e oferta ainda incerta, qualquer alteração nas perspectivas produtivas pode provocar novos movimentos expressivos nos preços internacionais do café.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Preço do suíno vivo volta a subir após mais de um mês e sinaliza reação da demanda
O mercado de suínos apresentou sinais de recuperação nos últimos dias, com avanço nas cotações do suíno vivo em importantes regiões produtoras acompanhadas pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). A alta marca a primeira valorização dos animais desde o período que antecedeu o Dia das Mães, em 10 de maio, refletindo uma melhora na demanda por parte da indústria frigorífica.
De acordo com pesquisadores do Cepea, a procura por suínos para abate ganhou força especialmente nos estados da Região Sul, principal polo da suinocultura nacional. O aumento da movimentação no mercado levou frigoríficos a buscarem lotes adicionais de animais, favorecendo ajustes positivos nos preços pagos aos produtores.
Indústria amplia compras e sustenta recuperação dos preços
O movimento de valorização foi impulsionado pela maior atuação das indústrias no mercado disponível. Com a necessidade de reforçar as escalas de abate, frigoríficos ampliaram as compras de animais terminados, elevando a competitividade entre compradores e fortalecendo o poder de negociação dos produtores.
Analistas destacam que, após semanas de pressão sobre os preços do suíno vivo, o cenário atual representa uma mudança importante para o setor, que vinha enfrentando dificuldades para sustentar reajustes em meio à oferta equilibrada e ao consumo doméstico mais moderado.
Carne suína ainda não acompanha alta do animal vivo
Apesar da recuperação observada no mercado de animais vivos, o mesmo movimento ainda não foi registrado nos preços da carne suína. Segundo o Cepea, as cotações da proteína seguem estáveis, indicando que a melhora na demanda industrial ainda não se refletiu integralmente no mercado atacadista.
Essa diferença entre os preços do suíno vivo e da carne pode reduzir temporariamente as margens da indústria, que busca repassar os custos ao longo da cadeia sem comprometer a competitividade do produto junto ao consumidor final.
Perspectivas para o setor
O desempenho das vendas no mercado interno e o ritmo das exportações continuarão sendo fatores decisivos para a sustentação dos preços nas próximas semanas. O setor acompanha também o comportamento dos custos de produção, especialmente os relacionados à alimentação animal, como milho e farelo de soja.
Caso a demanda permaneça aquecida e a indústria mantenha a necessidade de recompor estoques e escalas de abate, o mercado de suínos poderá consolidar uma trajetória de recuperação dos preços durante o segundo semestre.
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Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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