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TJAC realiza mais de um terço das ações de equidade racial previstas para 2026

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Dados foram apresentados durante reunião on-line da Comissão Permanente de Equidade Racial (Coper), realizada nesta segunda-feira, 22 de junho

A Comissão Permanente de Equidade Racial (Coper) do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) aprovou, nesta segunda-feira, 23, durante reunião on-line, o Plano de Ação de 2026. O documento tem como objetivo assegurar iniciativas e políticas que contribuam para a construção de um Poder Judiciário mais plural, inclusivo e antirracista. O encontro foi presidido pelo juiz Robson Shelton.

Durante a reunião, os membros da Coper discutiram os avanços alcançados este ano na promoção da equidade racial no âmbito da instituição. Também avaliaram a evolução no Indicador de Desempenho na Promoção da Equidade Racial (Iper). Com base nesses dados, é possível desenvolver medidas e estratégias que ampliem a diversidade no Judiciário acreano.

Conforme apresentado, mais de um terço das ações previstas no plano já foi implementado neste primeiro semestre, enquanto outras seguem em execução. A intenção é concluir todas as medidas até a Semana da Equidade Racial, em novembro. Diversas unidades do TJAC têm se empenhado para avançar no cumprimento das metas do Plano Nacional de Promoção da Igualdade Racial (PNIR).

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Entre as ações já concluídas estão a ampliação da política de cotas, que passou de 20% para 30% em todos os novos editais de ingresso na instituição; a inclusão da autodeclaração racial nos registros funcionais; e a criação de bolsa preparatória para servidoras e servidores negros interessados em ingressar na magistratura.

Atualmente, cinco ações estão em andamento: a capacitação em equidade racial, meta já alcançada entre os servidores; o fortalecimento da contratação de palestrantes negros e indígenas para eventos e atividades acadêmicas do TJAC; a campanha institucional “TJAC pela Igualdade Racial”; a produção de conteúdos emancipatórios e antirracistas; e a realização de audiências públicas na capital e no interior do estado.

Ao final da reunião, foi proposto que a Secretaria de Comunicação Social (Secom) elabore uma cartilha sobre equidade racial. Já a Secretaria de Gestão de Pessoas (Segep) encaminhe dados estatísticos acerca da autodeclaração racial de servidoras e servidores, separados por comarca, para identificar localidades que demandam campanhas específicas, e a Escola do Poder Judiciário (Esjud), por sua vez, acompanhe os servidores contemplados com a bolsa preparatória.

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Participaram também da reunião a secretária da Coper, Adalcilene Pinheiro; o subsecretário de Estratégia e Sustentabilidade, Evandro Araújo; e os membros da comissão Breno Cavalcante, Elaine Cristina, Ronaldo Kaxinawá, Saniele de Lima e William Azevedo.

Campanha sobre Equidade Racial

Em maio deste ano, o Tribunal de Justiça deu início à campanha Equidade Racial, com foco nas políticas de equidade e enfrentamento ao racismo, com a realização de palestras, rodas de conversa e elaboração de materiais gráficos com foco na interação e engajamento das servidoras e servidores.

Confira abaixo as peças elaboradas durante a nossa Campanha sobre Equidade Racial

Fonte: Tribunal de Justiça – AC

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Roda de conversa debate caminhos para a equidade racial

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Você já presenciou situações que, mesmo sem intenção, poderiam ser percebidas como discriminatórias?

Nesta terça-feira, 23, o Comitê Permanente de Equidade Racial (Coper) do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) promoveu a roda de conversa Escuta, Linguagem e Vivências: Refletindo sobre Equidade Racial no Ambiente Institucional. O evento foi realizado no Espaço de Convivência do Fórum dos Juizados Especiais Cíveis da Cidade da Justiça de Rio Branco.

Na abertura, a servidora Elaine Cristina, que é membro da Coper e da divisão de Inclusão e Acessibilidade fez a seguinte proposição: Nosso ambiente favorece o pertencimento para todas as pessoas?

As respostas apontaram uma mudança da cultura organizacional. Atualmente, a forma como os novos servidores são acolhidos é diferente de décadas atrás. Há um evento para a posse, a família participa desse momento, posteriormente a servidora ou servidor passam por uma formação na Escola do Poder Judiciário para compreender melhor os fluxos da instituição. Assim, a construção desse fluxo foi compreendida como algo que favorece a sensação de pertencimento.

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O próximo questionamento foi mais direto na questão do preconceito: Você já presenciou situações que, mesmo sem a intenção, poderiam ser percebidas como discriminatórias? Comentários velados, análise de vestimentas, piadas e falas inconvenientes foram enumeradas como premissas do racismo estrutural, que infelizmente ainda é repetido por colegas de trabalho.

Outros incômodos mencionados foram: “Tem coisas que são ditas e não são recepcionadas como preconceito, por causa da falta do letramento racial”, ponderou uma das participantes. “Ainda há discussões sobre o sistema de cotas e a diminuição do mérito da pessoa que entrou por cota” – outro exemplo citado. Para além disso, vale lembrar que a equidade racial não é apenas sobre ser negro, mas também alcança a inclusão de indígenas.

Por fim, a atividade se encerrou com reflexões sobre barreiras e silenciamentos. “As pessoas que deveriam participar desse tipo de evento, não participam. Aqui estão pessoas negras, do comitê e simpatizantes. Quando vai fazer uma roda de conversa, acham que é besteira”, concluiu outro participante.

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A partilha sobre os desconfortos oportunizou o reforço do apoio da Comissão e o uso dos canais de denúncia. Nesse sentido, vale ressaltar que as ações de promoção da equidade têm se multiplicado no Judiciário acreano, dando efetividade ao plano de ação e à campanha com políticas de equidade racial e enfrentamento ao racismo, desenhados para este ano de 2026.

Além disso, a roda de conversa cumpre o propósito de ser uma metodologia de diálogo horizontal entre servidoras e servidores, que promove a escuta ativa, acolhimento e troca de experiências.

Fotos: Gleilson Miranda / Secom TJAC

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Fonte: Tribunal de Justiça – AC

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