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Fonaje realizado pelo TJAC bate recorde de arrecadação e beneficia Lar Vicentino com doação
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Recurso será utilizado no custeio das atividades da instituição, que acolhe 43 idosos em Rio Branco; segundo o presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Laudivon Nogueira, este foi o maior montante registrado na história do evento
O presidente do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC), desembargador Laudivon Nogueira, realizou, na tarde desta terça-feira, 23, a entrega dos R$ 15 mil arrecadados durante a 57ª edição do Fórum Nacional de Juizados Especiais (Fonaje) ao Lar Vicentino Dona Raimunda Odília, instituição filantrópica de acolhimento de pessoas idosas escolhida para receber o apoio financeiro.
A entrega ocorreu na sede da instituição, em Rio Branco, e contou com a presença da diretora do Lar Vicentino, Waldenize Nascimento; da presidente da Associação dos Magistrados do Acre (Asmac), juíza Olívia Ribeiro; do juiz auxiliar da Presidência e integrante da comissão organizadora do Fonaje, Giordane Dourado; da chefe de Gabinete da Presidência, Ana Lúcia Felisberto; além dos residentes.
A arrecadação, intitulada FonAjude, ocorre em todas as edições do evento e é uma iniciativa de ação de responsabilidade social, com o objetivo de contribuir positivamente com a vida de pessoas e comunidades locais, criando oportunidades e promovendo mudanças significativas.
Na oportunidade, o presidente do TJAC anunciou mais um marco da 57ª edição do Fonaje, a primeira transnacional. Segundo ele, o evento também alcançou o maior volume de doações já destinado a uma instituição social na história do fórum. Durante os três dias de programação, foram arrecadados R$ 14.269,01. Posteriormente, o valor chegou ao montante histórico de R$ 15 mil.



“Quando falamos em apoiar as idosas e os idosos, estamos apoiando a humanidade e a cidadania, dando destaque às pessoas que já se encontram em uma fase importante da vida. O Tribunal de Justiça tem feito isso não apenas por meio do Projeto Cidadão e de outros programas sociais, mas também ao destacar a essencialidade da vida humana, do apoio às pessoas idosas, à família e à sociedade. Estamos cumprindo o que se espera de uma instituição pública”, afirmou o desembargador-presidente.
O apoio do Judiciário acreano e da organização do Fonaje ao Lar Vicentino tem como objetivo fortalecer uma instituição de reconhecido impacto social, que atende uma população em situação de vulnerabilidade e é a única referência em acolhimento de idosos na capital acreana. Atualmente, o espaço abriga 43 pessoas e funciona em um prédio provisório enquanto sua sede passa por reforma. A instituição necessita constantemente de doações, especialmente de alimentos, fraldas e lenços umedecidos.




De acordo com a diretora do Lar Vicentino, Waldenize Nascimento, os valor chega em um momento crucial para a instituição. “Este ano não contamos com nenhuma emenda parlamentar para auxiliar no custeio das despesas da casa. Então, esse recurso vem para contribuir com os gastos, que são integralmente destinados aos idosos. Essa contribuição é muito importante para a continuidade do serviço e para que possamos oferecer uma melhor qualidade de vida a eles”, disse.
A presidente da Asmac, juíza Olívia Ribeiro, ressaltou o significado do gesto de solidariedade e sensibilidade demonstrado pelo Tribunal de Justiça. “Essa doação chega em um excelente momento, porque ajudará no pagamento das despesas. Não existe significado maior do que esse: poder fazer algo em prol dos nossos semelhantes. A Associação se sente muito honrada em participar deste momento”, assegurou.
O juiz auxiliar da Presidência, Giordane Dourado, destacou a parceria com a instituição filantrópica e os resultados históricos alcançados nesta edição do Fonaje.“Desde o início, quando o evento foi planejado para ser realizado em Rio Branco, não havia dúvida de que escolheríamos o Lar Vicentino para receber essa contribuição. E o acreano, como é enjoado, bateu o recorde histórico de doações no Brasil. Para nós, do Poder Judiciário, é uma alegria e um orgulho”, concluiu.







Quem desejar contribuir com o trabalho desenvolvido pelo Lar Vicentino Dona Raimunda Odília pode realizar doações por meio da chave Pix (CNPJ) 04.090.791/0001-49. Os recursos auxiliam na manutenção das atividades da instituição e no atendimento prestado às pessoas idosas acolhidas.
Fotos: Elisson Magalhães/Secom TJAC
Fonte: Tribunal de Justiça – AC
TJ AC
Roda de conversa debate caminhos para a equidade racial
Você já presenciou situações que, mesmo sem intenção, poderiam ser percebidas como discriminatórias?
Nesta terça-feira, 23, o Comitê Permanente de Equidade Racial (Coper) do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) promoveu a roda de conversa Escuta, Linguagem e Vivências: Refletindo sobre Equidade Racial no Ambiente Institucional. O evento foi realizado no Espaço de Convivência do Fórum dos Juizados Especiais Cíveis da Cidade da Justiça de Rio Branco.
Na abertura, a servidora Elaine Cristina, que é membro da Coper e da divisão de Inclusão e Acessibilidade fez a seguinte proposição: Nosso ambiente favorece o pertencimento para todas as pessoas?

As respostas apontaram uma mudança da cultura organizacional. Atualmente, a forma como os novos servidores são acolhidos é diferente de décadas atrás. Há um evento para a posse, a família participa desse momento, posteriormente a servidora ou servidor passam por uma formação na Escola do Poder Judiciário para compreender melhor os fluxos da instituição. Assim, a construção desse fluxo foi compreendida como algo que favorece a sensação de pertencimento.
O próximo questionamento foi mais direto na questão do preconceito: Você já presenciou situações que, mesmo sem a intenção, poderiam ser percebidas como discriminatórias? Comentários velados, análise de vestimentas, piadas e falas inconvenientes foram enumeradas como premissas do racismo estrutural, que infelizmente ainda é repetido por colegas de trabalho.
Outros incômodos mencionados foram: “Tem coisas que são ditas e não são recepcionadas como preconceito, por causa da falta do letramento racial”, ponderou uma das participantes. “Ainda há discussões sobre o sistema de cotas e a diminuição do mérito da pessoa que entrou por cota” – outro exemplo citado. Para além disso, vale lembrar que a equidade racial não é apenas sobre ser negro, mas também alcança a inclusão de indígenas.
Por fim, a atividade se encerrou com reflexões sobre barreiras e silenciamentos. “As pessoas que deveriam participar desse tipo de evento, não participam. Aqui estão pessoas negras, do comitê e simpatizantes. Quando vai fazer uma roda de conversa, acham que é besteira”, concluiu outro participante.
A partilha sobre os desconfortos oportunizou o reforço do apoio da Comissão e o uso dos canais de denúncia. Nesse sentido, vale ressaltar que as ações de promoção da equidade têm se multiplicado no Judiciário acreano, dando efetividade ao plano de ação e à campanha com políticas de equidade racial e enfrentamento ao racismo, desenhados para este ano de 2026.
Além disso, a roda de conversa cumpre o propósito de ser uma metodologia de diálogo horizontal entre servidoras e servidores, que promove a escuta ativa, acolhimento e troca de experiências.










Fotos: Gleilson Miranda / Secom TJAC
Leia mais:
Fonte: Tribunal de Justiça – AC
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