AGRONEGÓCIO
Embrapa lança cultivares de hortaliças não convencionais e amplia oferta de Plantas Alimentícias Não Convencionais no Brasil
AGRONEGÓCIO
A Embrapa lançou as primeiras cultivares de hortaliças do grupo das Plantas Alimentícias Não Convencionais (Pancs), marcando um avanço importante na estruturação produtiva e na ampliação da oferta desses alimentos no Brasil.
As novas variedades — a bertalha ‘BRS Tereverde’ e o caruru ‘BRS Ilekalu’ — foram desenvolvidas pela Embrapa Hortaliças a partir de uma coleção genética mantida há mais de duas décadas, com validação científica e definição de padrões agronômicos e de qualidade.
Lançamento reforça inovação e diversificação na horticultura brasileira
O lançamento oficial das cultivares ocorre durante a 31ª Hortitec (Exposição Técnica de Horticultura, Cultivo Protegido e Culturas Intensivas), realizada em Holambra (SP), uma das principais feiras do setor na América Latina.
A iniciativa é resultado de parceria entre a Embrapa e a ISLA Sementes, com foco em ampliar a disponibilidade de sementes e incentivar a adoção comercial das Pancs, que ainda possuem cadeias produtivas pouco estruturadas no país.
Segundo pesquisadores, novas espécies como almeirão-roxo e vinagreira também devem ser incorporadas ao portfólio nos próximos anos.
Pancs ganham espaço como alternativa nutritiva e resiliente no campo
As Pancs são espécies alimentícias com alto valor nutricional, mas ainda pouco exploradas comercialmente. Entre suas características estão a rusticidade, resistência a pragas e doenças e baixa dependência de insumos agrícolas.
Além disso, muitas dessas plantas apresentam adaptação a diferentes condições climáticas e podem ser cultivadas em sistemas agroecológicos, agricultura familiar e hortas urbanas.
Pesquisadores destacam ainda o potencial funcional dessas espécies, associadas à presença de compostos bioativos e benefícios nutricionais relevantes para a alimentação humana.
Bertalha ‘BRS Tereverde’ amplia oferta de hortaliças para períodos de calor intenso
A cultivar de bertalha ‘BRS Tereverde’ é a primeira do tipo com padrão produtivo e visual definido, desenvolvida para produção de hortaliças folhosas em regiões de clima quente.
A planta apresenta boa adaptação a temperaturas elevadas, podendo atingir até 40°C, o que a torna uma alternativa estratégica para produção em períodos de maior calor.
Com produtividade estimada entre 40 e 60 toneladas por hectare ao longo de ciclos sucessivos, a cultivar também se destaca pelo valor nutricional, sendo fonte de fibras, vitaminas A e C, além de minerais como cálcio e ferro.
Outro diferencial é a boa conservação pós-colheita, com folhas aptas ao consumo por até quatro dias em temperatura ambiente.
Caruru ‘BRS Ilekalu’ se destaca pelo alto teor de proteínas
A cultivar de caruru ‘BRS Ilekalu’ (Amaranthus cruentus) é a primeira desenvolvida especificamente para uso como hortaliça folhosa, com foco em produtividade e qualidade nutricional.
Um dos principais destaques é o elevado teor de proteínas nas folhas, que pode chegar a 33,8%, segundo dados técnicos da pesquisa.
A planta também se caracteriza pela rusticidade e adaptação a diferentes condições de solo e clima, com possibilidade de cultivo praticamente durante todo o ano em regiões mais quentes do país.
O ciclo de colheita é rápido, podendo ocorrer entre cinco e sete semanas após o plantio, o que favorece sistemas de produção mais dinâmicos.
Cultivo reforça segurança alimentar e valorização da agricultura diversificada
Além do potencial produtivo, o caruru deve ser consumido preferencialmente cozido, o que reduz compostos naturais como oxalatos e melhora a absorção de nutrientes.
A espécie também possui relevância cultural em diferentes regiões do Brasil, sendo conhecida por nomes como caruru e bredo, e integrada a práticas alimentares tradicionais.
Novas cultivares devem fortalecer agricultura agroecológica e produção urbana
Pesquisadores reforçam que as Pancs apresentam maior potencial em sistemas agroecológicos, com integração a outras culturas e uso em hortas diversificadas.
A parceria entre Embrapa e ISLA Sementes busca ampliar a disponibilidade de sementes e incentivar o cultivo em ambientes urbanos, escolares e de agricultura familiar.
Segundo os envolvidos no projeto, outras cultivares estão em desenvolvimento e devem ser lançadas nos próximos anos, ampliando o portfólio de hortaliças não convencionais no país.
Divulgação e pesquisa aproximam ciência, produtores e consumidores
Além do desenvolvimento de cultivares, a Embrapa promove o HortPANC (Encontro Nacional de Hortaliças Não Convencionais), iniciativa voltada à disseminação de conhecimento e valorização dessas espécies.
O evento reúne pesquisadores, produtores, nutricionistas e consumidores, promovendo troca de experiências e incentivando o consumo e o cultivo das Pancs em diferentes regiões do Brasil.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Modernização do agro eleva demanda por energia elétrica no Tocantins e exige infraestrutura mais robusta no campo
A modernização do agronegócio tem ampliado de forma significativa a demanda por energia elétrica no campo, tornando o insumo um dos pilares da produção rural contemporânea. No Tocantins, a expansão das atividades agrícolas intensivas reforça a necessidade de uma infraestrutura energética mais estável, eficiente e compatível com o avanço tecnológico no setor.
Sistemas de irrigação, armazenagem, secagem de grãos, automação e conectividade passaram a integrar o dia a dia das propriedades, elevando a dependência da energia elétrica e transformando sua gestão em fator estratégico para a competitividade do agro.
Energia elétrica se torna insumo estratégico na produção rural
Com a adoção crescente de tecnologias no campo, a energia elétrica deixou de ser apenas um recurso de apoio e passou a ocupar papel central nas operações agrícolas.
A presidente da Aprosoja Tocantins, Caroline Barcellos, destaca que a evolução do setor está diretamente ligada à capacidade de investimento em inovação e infraestrutura.
“O crescimento do agro tocantinense está diretamente ligado à capacidade de investir em tecnologia, eficiência e inovação. Para que esse avanço continue acontecendo, é fundamental que a infraestrutura acompanhe essa transformação”, afirma.
Consumo energético cresce com irrigação e agroindustrialização
O aumento do uso de sistemas de irrigação, estruturas de armazenagem e agroindústrias tem alterado o padrão de consumo energético no meio rural, tornando a demanda mais contínua ao longo do ano.
Segundo a concessionária Energisa Tocantins, o fornecimento de energia no estado cresceu 163% na última década, acompanhando a expansão econômica e a interiorização das atividades produtivas.
Autoleitura ganha espaço entre produtores rurais
Além da expansão da oferta de energia, cresce também a preocupação com a gestão do consumo dentro das propriedades rurais.
Uma das ferramentas que vem ganhando adesão é a autoleitura, autorizada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que permite ao próprio consumidor informar mensalmente a leitura do medidor.
A prática ajuda a reduzir distorções na cobrança e permite maior controle do consumo, especialmente em áreas rurais onde a leitura presencial ocorre, em média, a cada três meses.
De acordo com dados da Energisa Tocantins, mais de 160 mil autoleituras foram registradas em 2025, número 25,15% superior ao ano anterior. A expectativa é ultrapassar 200 mil registros em 2026.
Planejamento energético acompanha expansão do agro
Para a concessionária, o perfil de consumo no campo vem se tornando mais constante e menos sazonal, impulsionado pela mecanização, irrigação e avanço da agroindustrialização.
O diretor técnico comercial da Energisa Tocantins, Alberto Cunha, destaca a importância do planejamento conjunto entre setor elétrico e produtores.
“Observamos um consumo mais contínuo e menos sazonal, impulsionado pelo crescimento da irrigação, da agroindustrialização e pela adoção de novas tecnologias nas propriedades rurais”, afirma.
Segundo ele, o diálogo com entidades do setor produtivo é fundamental para antecipar demandas e estruturar investimentos em infraestrutura.
Energia integra planejamento estratégico das propriedades
Para lideranças do setor produtivo, a energia elétrica passou a ser um componente essencial do planejamento rural, diretamente ligado à eficiência e à expansão da produção.
Caroline Barcellos reforça que o avanço do agro depende da capacidade de adaptação da infraestrutura.
“O agro tocantinense tem mostrado sua capacidade de crescimento e inovação. Para que esse avanço continue acontecendo, é fundamental que a infraestrutura acompanhe essa evolução”, conclui.
Perspectivas apontam para maior integração entre energia e agronegócio
A tendência é que a demanda por energia elétrica no campo continue crescendo nos próximos anos, acompanhando a digitalização e a intensificação produtiva do agronegócio.
Nesse cenário, a integração entre produtores, entidades representativas e concessionárias será determinante para garantir segurança energética, eficiência operacional e suporte ao desenvolvimento do setor no Tocantins.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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