AGRONEGÓCIO
Aditivos energéticos ganham protagonismo e impulsionam competitividade da suinocultura brasileira
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A busca por maior eficiência produtiva e competitividade tem levado a suinocultura brasileira a intensificar o uso de aditivos energéticos nas formulações de ração. Em um cenário de genética avançada, alto desempenho zootécnico e margens cada vez mais apertadas, a energia passa a ser tratada como elemento estratégico dentro dos sistemas de produção.
Mais do que um componente básico da dieta, os aditivos energéticos vêm se consolidando como ferramenta importante para melhorar o aproveitamento nutricional, sustentar o desempenho dos animais e otimizar o retorno econômico da atividade.
Energia na dieta é base do desempenho dos suínos, afirma especialista
De acordo com o doutor em Nutrição e Produção Animal e zootecnista da Quimtia Brasil, Gabriel Villela Dessimoni, a energia é o principal combustível metabólico dos suínos e influencia diretamente todas as funções produtivas.
“A energia é o principal ‘combustível’ do suíno. Sem ela, nenhuma engrenagem biológica funciona adequadamente. O animal precisa de energia para manutenção, crescimento, deposição de carne, resposta imunológica e regulação térmica”, explica o especialista.
Aditivos energéticos ampliam eficiência da dieta e desempenho zootécnico
Os aditivos energéticos utilizados na suinocultura são formulações complexas compostas por diferentes ingredientes e aditivos zootécnicos, desenvolvidos para atuar em duas frentes principais: fornecer energia de rápida disponibilidade e aumentar a eficiência de aproveitamento energético da dieta.
Na prática, essa tecnologia se reflete em ganhos produtivos como maior ganho de peso diário e melhora na conversão alimentar, indicadores essenciais para a rentabilidade da atividade.
Segundo Dessimoni, esses produtos podem apresentar diferentes origens e composições.
“Algumas formulações utilizam derivados de óleos vegetais, outras incluem ingredientes de alta densidade energética, como subprodutos da indústria de alimentos. Também é comum o uso de ácidos graxos, lecitinas e metabólitos naturais em diferentes combinações”, detalha.
Estratégias nutricionais variam conforme a fase produtiva
O uso de aditivos energéticos na suinocultura é ajustado de acordo com cada fase de produção, respeitando as exigências fisiológicas dos animais.
Na fase de creche, o foco está no suporte energético de leitões desmamados, que apresentam sistema digestivo imaturo e alta demanda metabólica. Já na lactação, a prioridade é atender a elevada exigência energética das matrizes, fundamentais para a produção de leite e manutenção da condição corporal.
Nas fases de crescimento e terminação, a estratégia busca sustentar o alto desempenho zootécnico, com foco em ganho de peso eficiente e melhor conversão alimentar até o abate.
Deficiência energética compromete desempenho e aumenta custos de produção
A falta de energia na dieta gera impactos diretos no desempenho dos animais e na rentabilidade do sistema produtivo. Segundo o especialista, os efeitos são perceptíveis tanto no desempenho zootécnico quanto nos custos da produção.
No animal, a deficiência energética resulta em menor ganho de peso, pior conversão alimentar, redução da resposta imunológica e maior desuniformidade dos lotes.
Para o produtor, isso significa maior tempo até o abate, aumento no consumo total de ração, elevação do custo por animal e menor eficiência econômica por quilo produzido.
Impacto é ainda mais crítico em matrizes lactantes
Nas fêmeas em lactação, a deficiência de energia pode gerar consequências mais severas. Entre os principais efeitos estão a redução da produção de leite, comprometimento do desenvolvimento da leitegada, maior mobilização de reservas corporais e impacto negativo no desempenho reprodutivo futuro.
Eficiência energética melhora retorno econômico da produção
Apesar do aumento no custo de formulação, o uso correto de aditivos energéticos tende a gerar retorno econômico positivo, graças ao ganho de eficiência produtiva.
“Quando o aditivo energético melhora a conversão alimentar e o aproveitamento da dieta, o custo efetivo por quilo de carne produzida tende a cair”, afirma Dessimoni.
Com isso, a adoção dessa tecnologia reforça o papel da nutrição de precisão como ferramenta essencial para elevar a competitividade da suinocultura brasileira em um cenário de maior exigência produtiva e econômica.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Mercado de trabalho aquecido fortalece consumo, mas preocupa Banco Central com inflação
O mercado de trabalho brasileiro continua demonstrando forte resiliência em 2026. A taxa de desemprego permaneceu em 5,6%, um dos menores níveis da série histórica, enquanto os rendimentos reais dos trabalhadores seguem em trajetória de crescimento.
Embora o resultado seja positivo para a economia, ele também aumenta o desafio do Banco Central no combate à inflação.
Renda maior impulsiona consumo
O aumento da massa salarial fortalece o consumo das famílias e sustenta diversos setores da economia.
Na prática, mais renda significa maior demanda por alimentos, combustíveis, bens industriais e serviços.
Esse movimento ajuda a manter o crescimento econômico, mas também pode prolongar pressões inflacionárias.
Reflexos para o agronegócio
Para o setor agropecuário, um mercado de trabalho fortalecido representa aumento do consumo doméstico de proteínas, leite, frutas, hortaliças, grãos processados e alimentos industrializados.
Essa demanda contribui para sustentar parte da produção nacional, reduzindo a dependência exclusiva das exportações.
Crédito continua sendo desafio
Ao mesmo tempo, um mercado de trabalho aquecido reduz a velocidade de queda da inflação, levando o Banco Central a manter juros elevados.
Isso significa custos financeiros maiores para produtores rurais que dependem de financiamento para custeio, investimento e expansão da produção.
Perspectivas
Especialistas avaliam que o mercado de trabalho deverá permanecer relativamente forte durante boa parte de 2026, embora a desaceleração econômica esperada para os próximos trimestres possa reduzir gradualmente o ritmo de geração de empregos.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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