TJ AC
Mulher resolve documentação da filha e do neto em uma única manhã no Projeto Cidadão
TJ AC
Vanessa Huary esperava apenas dar entrada em um processo. Em vez disso, saiu do Projeto com a documentação da filha regularizada e a certidão de nascimento do neto garantida. A ação social do TJAC ocorreu nos dias 25 e 26 de junho, das 8h às 15h, na Escola Kairala José Kairala, com dezenas de serviços públicos oferecidos gratuitamente à população
“Eu nunca imaginei que pudesse resolver isso hoje”, contou Vanessa Viera Huary, de 34 anos, ao buscar os serviços do Projeto Cidadão. A mulher chegou cedo à Escola Kairala José Kairala, em que a iniciativa do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) ocorreu. Estava preparada. Levou todos os documentos necessários. Sabia exatamente o que queria: ingressar com uma ação judicial para resolver um problema na documentação da filha, que impedia o neto de obter a certidão de nascimento.
Vanessa tinha certeza de que, ao dar entrada no processo, ele tramitaria por meses ou até anos, até que o resultado esperado fosse alcançado. Mas foi surpreendida pela equipe do Projeto Cidadão. Não seriam anos, meses, nem dias de espera. Naquela mesma manhã, a situação da filha e do neto seria resolvida. O juiz realizaria ali, na escola, a audiência. Em poucas horas, tudo estava montado.
A audiência durou cerca de 15 minutos e terminou com a decisão do juiz: vitória para a família Huary. O magistrado determinou a emissão imediata de uma nova certidão de nascimento para a filha de Vanessa. A jovem passou a se chamar Nercy Vanessa Huary Viera, com o nome da mãe registrado corretamente. Também ordenou o registro de nascimento de Ian Arturo, filho de Nercy, de apenas um ano e dois meses. Sorridente, o pequeno até parecia entender que algo bom havia acontecido.

“Pra mim, é uma alegria, porque a gente, às vezes, sem querer, fica com a documentação toda errada. Sobrenome, nome e tudo isso, né? Mas eu fico muito feliz e agradecida com vocês [do Projeto Cidadão] por fazerem esse processo ser mais rápido. Às vezes, a gente não tem dinheiro, tempo ou facilidade. Isso é de grande ajuda pra nós que precisamos, porque documento é uma coisa que todo mundo precisa”, afirmou Vanessa ao sair da audiência.
Incrédula com a rapidez da solução, ela atribuiu o desfecho a Deus. Confessou que, até poucos dias antes, nem sabia da realização da ação social. Foi a irmã mais nova quem a avisou. Disse que aquela seria uma boa oportunidade para resolver a questão da certidão de Nercy. Vanessa admite que hesitou, mas, por sorte, decidiu comparecer. Hoje, tornou-se uma admiradora da iniciativa e recomenda a ação.

“Diria para as pessoas acreditarem, que viessem, que, quando souberem de um Projeto Cidadão na sua cidade, participem. Dá tudo certo. Eu não acreditava, mas agora eu tô aqui. Resolvi o meu problema”, atestou. Assim como a família Huary, outras pessoas também encontraram soluções rápidas e eficientes no Projeto Cidadão.
Letra “i” no lugar do “e”
É o caso de Sâmila Lira, de 15 anos. A adolescente levava uma vida normal e sempre teve acesso aos serviços públicos, como escola, saúde e assistência social. A situação mudou quando tentou obter um benefício financeiro destinado a estudantes do ensino médio. Foi então que descobriu um erro na certidão de nascimento, algo que nem ela nem a família haviam percebido e que agora impedia o acesso ao programa social.
O nome da mãe de Sâmila é Merenice, mas, na certidão, constava “Merinice”. No lugar da letra “e”, foi registrada a letra “i”. A diferença, quase imperceptível na pronúncia, talvez explique por que o equívoco permaneceu despercebido por tanto tempo. Para corrigir o erro, foi necessária uma ação judicial que, assim como no caso da família de Vanessa, teve desfecho em poucas horas. Na própria audiência, o juiz decidiu pela retificação gratuita do registro da adolescente.



“Disseram que eu tinha que procurar arrumar. Fui lá [no cartório], R$ 300. Aí deixei pra lá”, explicou Merenice. Ela voltou a enxergar uma solução apenas quando soube que haveria uma edição do Projeto Cidadão em Brasiléia. “Pensei: ‘Vou agora correr atrás e vir’. Falei: ‘Passo o dia lá, mas resolvo’. Graças a Deus eu resolvi. Todas as pessoas que me atenderam, desde o portão até aqui [na audiência], me atenderam bem”, assegurou.
Justiça mais próxima da população
Essas são algumas das inúmeras histórias que o Projeto Cidadão transformou durante esta edição. O trabalho começou na quinta-feira, 25 de junho, e se estendeu até a tarde de sexta-feira, 26 de junho, na Escola Kairala José Kairala, no bairro Centro, em Brasiléia. Durante os dois dias, uma variedade de serviços públicos foi oferecida gratuitamente à população em situação de vulnerabilidade.
Houve emissão de documentos, atendimentos jurídicos, previdenciários e ambulatoriais, cadastramento em programas sociais, além de atividades educativas e lúdicas para crianças e adolescentes. Tudo isso em um só lugar. Entre os serviços mais procurados estiveram a Carteira de Identidade Nacional (1ª e 2ª vias) e as certidões de nascimento e de casamento (1ª e 2ª vias). Segundo a estimativa da organização, foram cerca de dois mil atendimentos.





Os números demonstram a necessidade e a eficácia desse trabalho social do TJAC. Por meio da iniciativa, a população acessa, de forma simplificada e gratuita, uma ampla variedade de serviços públicos. O mutirão permite que as pessoas economizem tempo e dinheiro, uma vez que a maioria das instituições parceiras reúne esforços para resolver entraves burocráticos que impedem o cidadão de obter um atendimento, benefício ou direito.
O juiz da Vara Cível de Brasiléia, Robson Shelton, responsável pelas audiências realizadas durante o Projeto Cidadão, considera que a iniciativa vai além de facilitar a emissão de documentos e o acesso aos serviços públicos. De acordo com o magistrado, o mutirão representa a concretização do empenho do Judiciário acreano de estreitar relações com a sociedade. “Estamos cumprindo o nosso mandamento constitucional de responder ao pedido do cidadão”, declarou.
O magistrado também analisou os casos julgados durante a ação. Segundo ele, as três audiências realizadas no primeiro dia tiveram resultados positivos. Foram duas decisões de retificação de registro civil e uma de registro tardio de nascimento. Para o juiz Robson Shelton, a atuação integrada do Sistema de Justiça, com a participação da promotora de Justiça Caroline Caldas e do defensor público Henry Sandres, permitiu que os processos fossem instruídos e julgados de imediato.

O decano do Tribunal de Justiça e coordenador do Projeto Cidadão, desembargador Samoel Evangelista, destacou que a iniciativa social do TJAC se firmou como referência para a população por reunir, em um único espaço, diversos serviços gratuitos: “Eles vêm às nossas edições e aqui encontram uma resposta para todas as demandas”.
Ele ainda ressaltou os avanços incorporados ao projeto, que permitem a realização de audiências durante a ação social. “Aqui em Brasiléia tivemos a oportunidade de fazer alguns registros de nascimento tardio. A gente vê com alegria que a tecnologia também está integrada ao Projeto Cidadão, trazendo, com isso, vantagens para a população”, afirmou.




Organização e parceiros
O Projeto Cidadão foi organizado pela Coordenadoria de Apoio a Programas Sociais (Coaps) e contou com o apoio da Coordenadoria de Bem-Estar e Saúde (Cobes) nos atendimentos ambulatoriais, por meio de profissionais das áreas de nutrição, fisioterapia e psicologia. O mutirão também dispôs da colaboração voluntária de estudantes da Escola Kairala José Kairala.
Esta edição teve a parceria da Assembleia Legislativa do Acre (Aleac); do Ministério Público do Estado do Acre (MPAC); da Defensoria Pública do Estado do Acre (DPE/AC); da Receita Federal; do Hospital do Amor; do Tribunal Regional Eleitoral do Acre (TRE-AC); do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra); do Tribunal Regional do Trabalho da 14ª Região (TRT-14); do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS); da Defensoria Pública da União (DPU); da Prefeitura de Brasiléia; do Cartório Azevedo; e do governo do Estado, por meio do Departamento Estadual de Trânsito (Detran), da Secretaria de Estado da Mulher (Semulher) e do Instituto de Identificação da Polícia Civil (PCAC).










Fotos: Elisson Magalhães/Secom TJAC
Fonte: Tribunal de Justiça – AC
TJ AC
TJAC atinge 93% de eficiência e supera a média nacional de produtividade
Seguindo avançando, o Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) alcança 93% no índice de eficiência do CNJ, o IPC-Jus, superando a média dos tribunais estaduais que foi de 74%. Resultado demonstra o compromisso da Justiça acreana focada em melhor atender à sociedade
Honrando seu compromisso de colocar em primeiro lugar as cidadãs e os cidadãos, o Tribunal de Justiça do Acre (TJAC), conquistou 93% no Índice de Produtividade Comparada da Justiça (IPC-Jus). O resultado significa que o Judiciário acreano trabalhou mais, investiu melhor e superou a média alcançada entre os tribunais estaduais, que é de 74%. O indicador é medido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e está disponível aqui, no relatório Justiça em Números 2026.
Para fazer mais e da melhor maneira, a atual gestão do TJAC, empenhou-se na redução do acervo processual e no fortalecimento do fluxo de trabalho no primeiro e segundo graus de jurisdição, com a atuação da Assessoria de Apoio à Jurisdição (Assaj) e da Secretaria de Apoio à Jurisdição (Seaju). Essas são unidades satélites que atuam nos locais com grande acervo processual.
Outra medida com forte impacto nesse resultado foram formações junto às equipes do primeiro grau de jurisdição e também nos setores administrativos do TJAC para melhor acompanhamento do Prêmio de Qualidade do CNJ, bem como investimento em ferramentas de monitoramento de dados. Além do estabelecimento de uma política de valorização e reconhecimento do empenho e trabalho de servidoras e servidores com a institucionalização das premiações por alcance de metas e resultados.

O presidente do TJAC, desembargador Laudivon Nogueira, ressaltou a importância de prestar os serviços seguindo o Modelo de Excelência em Gestão (MEG), investindo nos cinco eixos estratégicos: priorização da atividade jurisdicional, gestão tecnológica, gestão de pessoas, gestão organizacional e infraestrutura.
“O Tribunal de Justiça do Acre alcançou 93% de desempenho, o melhor resultado de sua história. O fator diferencial foi o comprometimento de cada unidade judicial, impulsionando a produtividade, solucionando cada pendência, atendendo com compromisso cada pessoa que buscou à Justiça. Isso representou uma Justiça mais célere, eficiente e efetiva para a sociedade acreana. O resultado alcançado demonstra o que somos capazes de realizar quando atuamos com propósito, união e foco em um objetivo comum”, disse Nogueira.

Continuidade
Nos últimos quatro anos, o TJAC vinha apresentando melhorias gradativas, saltando de 50% em 2022, para 53% em 2023 e atinge 62% em 2024. Depois, ano passado, celebramos 86% de cumprimento no Índice de Produtividade Comparada (IPC-Jus) e com o percentual deste ano, o TJAC ficou em terceiro colocando entre os tribunais de pequeno porte no país.
Mesmo diante dos desafios, como a implantação de um novo sistema de tramitação de processos judiciais, o eproc, o Poder Judiciário do Acre, não reduziu, mas aumentou a produtividade, demonstrando o compromisso da Justiça acreana focada em atender cada vez melhor a sociedade.





Fotos Gleilson Miranda e Elisson Magalhães Secom/TJAC
Fonte: Tribunal de Justiça – AC
-
AGRONEGÓCIO3 dias atrásAmérica Latina e Caribe registram superávit de US$ 21 bilhões no comércio de produtos aquícolas em 2024, aponta FAO
-
AGRONEGÓCIO3 dias atrásBalneário do SESC em Bonito (MS) vai a leilão com pagamento facilitado em até seis vezes
-
AGRONEGÓCIO3 dias atrásSoja sobe em Chicago com suporte do farelo, mas mercado segue atento ao clima nos EUA e à demanda por exportação
-
POLÍTICA3 dias atrásJarude cobra prioridade para os Bombeiros e diz que governo está mais preocupado com eleição do que com os problemas do Acre
-
ACRE3 dias atrásEducação inicia segunda Formação do Curso Magistério Intercultural para professores indígenas
-
POLÍTICA3 dias atrásEdvaldo Magalhães defende convocação integral dos aprovados do Corpo de Bombeiros e critica excesso de burocracia
-
AGRONEGÓCIO3 dias atrásII Seminário Apícola do Vale do Aço 2026 fortalece cadeia produtiva do mel em Minas Gerais
-
ACRE3 dias atrásDurante Semana do Clima em Londres, Acre avança para garantir valor máximo a seus ativos ambientais e acelerar benefícios à população

