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Algodão cai na Bolsa de Nova York com dólar forte, clima favorável nos EUA e exportações fracas

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O mercado internacional do algodão encerrou a semana em queda, pressionado por uma combinação de fatores que reduziram o suporte às cotações na Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE Futures). A valorização do dólar, a melhora das condições climáticas nas regiões produtoras dos Estados Unidos e o desempenho abaixo do esperado das exportações norte-americanas contribuíram para um movimento de correção dos preços.

De acordo com análise da StoneX, os contratos futuros acumularam perdas de 4,1% ao longo da última semana, refletindo um cenário de menor preocupação com a oferta e demanda internacional enfraquecida.

Clima favorável reduz preocupação com a safra dos EUA

Um dos principais fatores de pressão veio das condições climáticas mais favoráveis no chamado Cinturão do Algodão, no sul dos Estados Unidos. A melhora do clima aumentou as perspectivas para o desenvolvimento das lavouras, reduzindo os riscos para a produção da maior potência exportadora mundial da fibra.

Com expectativas de uma safra mais consistente, investidores diminuíram os prêmios de risco incorporados aos contratos futuros, intensificando o movimento de baixa observado no mercado.

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Dólar valorizado reduz competitividade da commodity

Outro fator determinante foi o fortalecimento da moeda norte-americana. Nos últimos 30 dias, o dólar acumulou valorização de aproximadamente 1,8%, tornando o algodão dos Estados Unidos mais caro para compradores internacionais.

Esse movimento reduz a competitividade das exportações norte-americanas e tende a limitar a demanda pela fibra, pressionando ainda mais as cotações negociadas em Nova York.

Exportações seguem abaixo das expectativas

Os dados divulgados pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) também reforçaram o viés negativo do mercado.

Na semana encerrada em 25 de junho, as vendas líquidas de algodão da safra 2025/26 totalizaram 49 mil fardos. O Vietnã foi o principal comprador do período, adquirindo 23,2 mil fardos.

Para a temporada 2026/27, o USDA registrou novas vendas de 44,1 mil toneladas, volume considerado insuficiente para alterar o sentimento baixista predominante entre os investidores.

O desempenho das exportações evidencia uma demanda internacional ainda moderada, incapaz de compensar os efeitos da valorização do dólar e da perspectiva de maior oferta nos Estados Unidos.

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Contratos encerram sessão em queda

Na sessão mais recente da ICE Futures, os contratos futuros do algodão fecharam novamente em baixa, refletindo tanto os fundamentos do mercado quanto movimentos técnicos de realização.

O contrato com vencimento em dezembro de 2026 encerrou cotado a 77,12 centavos de dólar por libra-peso, recuo de 0,72 centavo, equivalente a 0,9%.

Já o contrato para março de 2027 terminou negociado a 78,52 centavos de dólar por libra-peso, com queda de 0,67 centavo, ou 0,8%.

Mercado segue atento ao clima, câmbio e demanda global

Para as próximas semanas, os agentes do mercado devem continuar monitorando a evolução das condições climáticas nas áreas produtoras dos Estados Unidos, o comportamento do dólar e o ritmo das exportações norte-americanas.

Enquanto persistirem um cenário climático favorável, uma moeda norte-americana fortalecida e uma demanda internacional sem sinais consistentes de recuperação, a tendência é de que o mercado do algodão permaneça pressionado, com elevada volatilidade nas negociações da Bolsa de Nova York.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Mercado de frango e ovos inicia julho com demanda mais fraca; carne de frango recua e setor acompanha comportamento do consumo

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O mercado brasileiro de proteínas avícolas iniciou julho em um cenário de cautela. Enquanto os preços da carne de frango encerraram junho em queda, refletindo o enfraquecimento da demanda na segunda quinzena do mês, o mercado de ovos registrou médias mensais superiores às de maio, apesar da perda de força nas cotações nos últimos dias de junho.

Levantamentos do Cepea mostram que ambos os segmentos passaram por mudanças no comportamento do consumo ao longo do mês, com o desaquecimento das vendas pressionando os preços e exigindo maior flexibilidade por parte dos agentes do mercado.

Carne de frango perde força no fim de junho

Após dois meses consecutivos de valorização, os preços médios da carne de frango recuaram em junho. O movimento foi provocado principalmente pela desaceleração das vendas na segunda metade do mês, período em que o consumo perdeu ritmo e reduziu o poder de negociação da indústria.

Segundo o Cepea, embora o volume comercializado tenha sido considerado satisfatório ao longo de junho, ficou abaixo do observado nos meses anteriores. Com a diminuição da procura, frigoríficos e distribuidores adotaram uma postura mais flexível nas negociações para manter a liquidez dos estoques e evitar o acúmulo de produtos.

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Apesar desse cenário, as perspectivas para o início de julho são mais positivas. O pagamento dos salários, tradicionalmente concentrado nos primeiros dias do mês, tende a estimular o consumo das famílias, favorecendo uma recuperação da demanda e oferecendo sustentação às cotações da carne de frango no mercado interno.

Mercado de ovos fecha junho com média positiva

No segmento de ovos, o comportamento foi diferente. Mesmo com a queda das cotações registrada durante a segunda quinzena de junho, os preços mais elevados praticados no início do mês garantiram médias mensais superiores às de maio na maior parte das regiões monitoradas pelo Cepea.

O resultado interrompe dois meses consecutivos de retração nas médias mensais, demonstrando que o mercado ainda conseguiu preservar parte da valorização acumulada no começo do período.

Entretanto, o setor iniciou julho em um ambiente menos favorável. Os preços seguem enfraquecidos, refletindo a redução da demanda típica desta época do ano.

Julho será decisivo para o comportamento das proteínas avícolas

Produtores e agentes da cadeia acompanham atentamente a evolução das vendas nas próximas semanas. Além do efeito positivo esperado com a entrada dos salários na economia, o mercado também monitora o impacto das férias escolares, período que tradicionalmente reduz parte do consumo doméstico de ovos e influencia o ritmo das negociações.

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Para o setor avícola, a combinação entre demanda, oferta e comportamento do consumidor será determinante para definir a trajetória dos preços ao longo de julho. Caso o consumo reaja conforme esperado nos primeiros dias do mês, a carne de frango poderá recuperar parte das perdas recentes. Já no mercado de ovos, a manutenção das cotações dependerá de uma retomada consistente das vendas, diante de um período sazonalmente mais desafiador para o consumo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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