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Esjud capacita profissionais da Justiça Acreana com o curso Política Judiciária de Atenção às Pessoas Idosas
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Formação debateu o envelhecimento populacional e os seus impactos no sistema de justiça; e a necessidade de se assegurar proteção constitucional à pessoa idosa
A Escola do Poder Judiciário do Acre (Esjud) capacita dezenas de profissionais da Justiça Estadual com o curso “Política Judiciária de Atenção às Pessoas Idosas e suas Interseccionalidades”. O objetivo da atividade é proporcionar o desenvolvimento de competências necessárias à efetiva aplicação das diretrizes da Resolução nº 520/2023 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
Com 50 vagas previstas no Edital nº 86/2026, o curso teve 190 pessoas inscritas, quase quatro vezes mais. A capacitação é realizada na modalidade remota, por meio do Google Meet, e inclui as comarcas do interior do Acre.
Abertura e importância
A formação teve as presenças de diversas magistradas, magistrados, servidoras e servidores do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC), a exemplo da juíza de Direito Zenice Mota, coordenadora do Comitê de Política Judiciária sobre Pessoas Idosas do Poder Judiciário do Estado do Acre (Compi).
Diretor da Esjud em exercício, o desembargador Júnior Alberto procedeu nessa terça-feira, 14, com a abertura a ação educacional.




“Um dos temas mais sensíveis da atualidade. Não apenas pela necessidade de cumprimento da Resolução n° 520/2023 do CNJ, mas principalmente porque devemos avançar na humanização do acesso à justiça, e na ampliação da cidadania e da paz social”, disse sobre a relevância da iniciativa.
O magistrado de 2º Grau defendeu que é preciso combater os estigmas relativos ao envelhecimento, especialmente a visão capacitista de que velhice é sinônimo de inutilidade. “Ser idoso e idosa não é um problema, um fardo. Mas sim uma conquista, uma dádiva, que precisa ser vista por todos nós com empatia, cuidado e responsabilidade”, frisou.
Além das boas-vindas, o desembargador deixou uma mensagem aos cursistas. “Que possamos trabalhar juntos para assegurar a dignidade, e a autonomia das pessoas idosas, para lhes garantir as condições de viver com mais respeito, segurança e bem-estar”, concluiu.
O curso de sete horas-aula será concluído nesta quarta-feira (15), abordando desde o envelhecimento populacional até os seus impactos no sistema de justiça. Também o Marco Político do Envelhecimento Ativo, a proteção constitucional à pessoa idosa, o Estatuto do(a) Idoso(a) – Lei Federal nº 10.741/2003; a Resolução nº 520/2023 do CNJ; as interseccionalidades e as boas práticas.
O TJAC instituiu no ano passado o Compi, por meio da Portaria n° 927/2025. O Comitê realizou neste ano de 2026 a campanha “Junho Violeta: toda pessoa merece envelhecer com dignidade”; e o levantamento de dados processuais envolvendo pessoas idosas, por meio da Secretaria de Governança e Gestão Estratégica (Segov).
A aula
A agenda é conduzida por Monize Marques, que é juíza-auxiliar da Corregedoria do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT).
A magistrada ressaltou que é preciso retirar os(as) idosos(as) da invisibilidade, de modo a contemplar que essas pessoas são “plenamente capazes de realizar projetos e sonhos, bem como adquirir novas vivências e relações de significado; e cultivar novos aprendizados, além de contribuir efetivamente para a sociedade”.
Especialista em Direito Processual Civil e Mestre em Gerontologia, a juíza refletiu acerca do envelhecimento populacional. “Se antes tínhamos quatro crianças para um idoso, hoje é exatamente o contrário, quatro idosos para cada criança”. E explicitou as repercussões no contexto familiar, considerando a heterogeneidade da velhice e a longevidade cada vez maior.
“Achei muito esclarecedora sua apresentação desse tema tão atual e ao mesmo tempo tão pouco aprofundado”, avaliou o servidor Itamar Lopes.
A servidora Cristina Eluan considerou que a percepção sobre os idosos tem que ser ressignificada. “Temos a tendência de querer tratá-los como crianças, mas não são. A verdade é que não somos preparados para cuidar de idosos. Formação foi muito importante, porque nos faz lembrar que antes de serem idosos, são homens e mulheres que envelheceram”, afirmou.
Coordenadora e coautora do livro “O Paradoxo da Idade no Brasil: um país jovem que envelheceu rapidamente”, Monize Marques também apresentou informações relevantes relacionadas às dimensões psicológica, emocional, gerontológica, relacional, familiar e jurídica que permeiam as necessidades da pessoa idosa.
Fonte: Tribunal de Justiça – AC
TJ AC
Esjud debate acessibilidade no Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência
Encontro teve a finalidade de apresentar diagnóstico para embasar o Projeto de Identificação Visual e de Acessibilidade da Escola
No “Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência (PcD)”, 21 de setembro, profissionais da Escola do Poder Judiciário do Acre (Esjud) e de diversos setores do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) debateram a acessibilidade, sob o entendimento de que ela é algo fundamental para garantir inclusão, respeito e equidade na Instituição.
Diretor do Órgão de Ensino, o desembargador Luís Camolez participou da reunião de trabalho, destacando a necessidade da iniciativa. “É algo muito importante, pois nossa maior preocupação não deve ser se nossos espaços estão bonitos ou feios, mas se são inclusivos e acolhedores para as pessoas que nos visitam”, disse.
Ao citar exemplos de outras instituições que avançaram na acessibilidade, como o TRE-AC, Camolez desejou aos servidores(as) “estimulem a criatividade e o conceito sobre a temática”.
Diagnóstico de Acessibilidade Arquitetônica
Letícia Medeiros conduziu uma apresentação sobre as atuais condições estruturais e arquitetônicas da Esjud.
De acordo com a analista judiciária, o diagnóstico foi elaborado com a finalidade de subsidiar tecnicamente o Projeto de Identificação Visual e Acessibilidade da Escola.
Foram avaliados a circulação e rotas acessíveis, portas e passagens, a sinalização e a comunicação espacial, sanitários, mobiliário, o auditório e as áreas de permanência.
“É preciso identificar barreiras arquitetônicas, avaliar condições de acessibilidade existentes, verificar a conformidade normativa, bem como orientar futuras adequações arquitetônicas e de sinalização acessível”, explicou a arquiteta.
A partir de agora serão definidas diretrizes para adequação a curto, médio e longo prazos, para que sejam implementadas melhorias capazes de tornar a Esjud um espaço cada vez mais acolhedor, acessível e humano.



Fonte: Tribunal de Justiça – AC
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