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Fórum Nacional debate superendividamento, cidadania e dignidade social

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Participantes debateram como a conciliação e métodos consensuais apoiam o consumidor na garantia do mínimo existencial

O 1º Fórum Nacional de Superendividamento se encerra nesta sexta-feira, 19. Os magistrados Danniel Bonfim e Robson Aleixo do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) participaram da atividade destinada a refletir sobre um fenômeno social, jurídico e econômico que afeta um número expressivo de consumidores brasileiros.

Não conseguir pagar a totalidade das dívidas resulta no superendividamento. O acúmulo destas gera o comprometimento vital, atingindo a possibilidade de sobrevivência digna. Mais do que pressão do marketing para o consumo ou um abuso do crédito, o cenário atual do superendividamento envolve também as crises, desemprego, precarização dos empregos e até questões como acidentes, enfermidades ou morte na família.

Realizado pelo Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS), a programação contou com palestras, oficinas e debates sobre o tema. A proposta foi fortalecer a implementação das disposições da Lei n.° 14.181/2021, estimular a cooperação institucional, contribuir para a efetividade das políticas públicas de prevenção e tratamento do superendividamento.

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Deste modo, ganhou destaque o trabalho dos Núcleos Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (Nupemec) e dos Centros Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc), bem como a aplicação do Código de Defesa do Consumidor e da Lei do Superendividamento.

Fotos: Ascom TJRS

Fonte: Tribunal de Justiça – AC

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TJAC participa da inauguração da Escola Estadual de Defesa do Consumidor

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Órgão realizará formações com intuito de difundir conhecimentos para ampliar a garantia de direitos e estabelecer relações mais justas na área

O presidente do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) participou nesta sexta-feira, 18, da inauguração da Escola Estadual de Defesa do Consumidor. O local tem o objetivo de contribuir com a disseminação de conhecimento na área para ampliar a garantia de direitos.

A escola é um órgão vinculado ao Instituto de Proteção e Defesa do Consumidor do Acre (Procon/AC), com a missão de formar cidadãs e cidadãos informados, conscientes e protegidos. Entre os assuntos que devem ser abordados na instituição estão: educação financeira, consumo consciente, superendividamento e segurança no consumo. Além disso, a proposta da escola também é criar canais de diálogo com empresas e fornecedores para a construção de relações mais pacíficas e articuladas à política de defesa desses direitos.

Paralelamente, o Judiciário do Acre tem uma atuação que, além dos julgamentos, visa educar, conscientizar e promover mediação e conciliação para resolver essas questões por meio de soluções pacíficas. Esse trabalho é realizado por meio do Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (Nupemec).

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Para o presidente do TJAC, ambientes educacionais são essenciais para a prevenção e a construção de uma sociedade mais consciente de seus direitos. “A proteção dos direitos do consumidor é uma missão que todas as instituições de Estado têm que ter com as pessoas que buscam um produto ou um serviço. E nós temos essa responsabilidade de atender bem, de conscientizar para que as pessoas sejam consideradas e respeitadas. O Tribunal de Justiça vê com bons olhos a instituição de uma escola de defesa do consumidor como mais um instrumento para consolidar direitos das cidadãs e dos cidadãos, para que tenham autonomia, capacidade de analisar tudo que está à sua disposição”, comentou Nogueira.

A presidente do Procon/AC, Alana Albuquerque, agradeceu pelas parcerias que possibilitaram concretizar a escola e ressaltou a importância de instalar uma unidade educacional: “Defender o consumidor também é orientar, educar e conscientizar. Essa é uma estrutura para ser referência. A informação é a melhor forma de proteger o consumidor. Um consumidor informado conhece seus direitos e tem relações mais justas. Prevenir e proteger o consumo por meio da educação. Essa escola representa investimento em cidadania”.

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Durante o ato, ainda foi assinado um protocolo de intenções com a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) para o aperfeiçoamento e a difusão de conhecimentos na área. Após a cerimônia de inauguração, o secretário nacional do Consumidor, Ricardo Morishita, palestrou sobre a história da defesa do consumidor no Brasil e também sobre o percurso de criação dessas escolas. Em seu discurso, ele teceu uma crítica aos sistemas de apostas online, que geram superendividamento, prejudicando a vida das pessoas.

“Criar um espaço para divulgar conhecimento, divulgar informação e permitir que consumidores tenham acesso a essas informações é permitir que eles possam proteger a si mesmos; é quando a gente cria pessoas inteiras, cidadãs que vão contribuir com o crescimento e o desenvolvimento do nosso país. O Procon/AC vai ser ponto de debate de temas que incomodam o consumidor brasileiro, como são as apostas de cotas fixas, as bets, especialmente as irregulares, que tanto têm afetado e prejudicado a vida do consumidor, porque têm a ver com fraude, com golpe, com engano do consumidor, com lavagem de dinheiro”.

Fotos Gleilson Miranda / Secom TJAC

Fonte: Tribunal de Justiça – AC

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