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Projeto prevê alerta em veículos novos contra esquecimento de crianças e pets

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A senadora Teresa Leitão (PT-PE) apresentou projeto de lei que busca prevenir acidentes graves e mortes causadas pelo esquecimento de pessoas e animais dentro de veículos fechados. O PL 2.295/2026, que exige a instalação de dispositivos de alerta em veículos novos, será distribuído às comissões temáticas do Senado para apreciação.

O projeto prevê que as regras sejam definidas pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran). Além de valer apenas para veículos novos, a medida não se aplicará aos modelos destinados à exportação.

Teresa Leitão explica que os acidentes causados pelo esquecimento de bebês, crianças pequenas e animais de estimação dentro de veículos fechados podem levar rapidamente à hipertermia e à desidratação, especialmente em países de clima quente como o Brasil. Segundo a senadora, esses casos não resultam, em geral, de negligência intencional, mas de falhas humanas associadas ao estresse e à rotina intensa. Por isso, o projeto transforma em política pública preventiva a exigência de dispositivos de alerta em veículos novos.

“Estudos e levantamentos internacionais indicam que, somente nos Estados Unidos, cerca de 40 crianças morrem anualmente em decorrência de terem sido deixadas em veículos fechados sob altas temperaturas. No Brasil, apesar da ausência de registros sistematizados, notícias recorrentes evidenciam que episódios semelhantes continuam a ocorrer, com impactos devastadores para as famílias envolvidas e para a sociedade como um todo”, afirma a senadora na justificativa do projeto.

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Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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Paulo Paim defende que fim da escala 6×1 avance esta semana no Senado

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O senador Paulo Paim (PT-RS), em pronunciamento no Plenário nesta terça-feira (6), defendeu a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC 221/2019), que reduz a jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas, sem redução salarial, e acaba com a escala 6×1.

— O presidente [do Senado] Davi Alcolumbre anunciou na semana passada que a PEC estaria na pauta desta semana, e está. Serão três sessões. Vamos tratar, enfim – como já fez a Câmara dos Deputados -, do fim da escala 6×1 e da redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, sem redução salarial. O texto foi aprovado na Câmara. De 513 parlamentares, só 19 votaram contra. Eu tinha certeza de que o Senado não ia manchar a história do Parlamento — afirmou.

O parlamentar reafirmou que a proposta moderniza as relações de trabalho e argumentou que o aumento da produtividade proporcionado pelos avanços tecnológicos deve resultar em melhores condições para os trabalhadores.

— Reduzir a jornada não é trabalhar menos para produzir menos; é trabalhar melhor, é modernizar a economia e produzir mais. Se a tecnologia aumentou tanto a capacidade de produzir, por que o trabalhador continua preso a uma jornada da época ainda de décadas e décadas atrás? Se tudo está mudando, por que a jornada do operário, do trabalhador, deveria permanecer congelada como no passado? — perguntou.

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Paim também rebateu críticas de que a redução da jornada poderia prejudicar a economia. O senador citou estudos do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) segundo os quais a medida pode contribuir para a criação de até 4 milhões de empregos, ampliar a produtividade e permitir que mais jovens conciliem trabalho e estudo.

— A redução da jornada não pode ser tratada como sinônimo de desemprego; pelo contrário, ela tem que ser tratada como exemplo de mais emprego. Ela pode distribuir horas de trabalho; estimular novas contratações; aumentar o tempo disponível para consumo, lazer, educação, serviços; e pode movimentar a economia. Uma pessoa descansada trabalha com mais concentração, mais segurança e mais capacidade de aprendizado — declarou.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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