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Acre apresenta painel que destaca o Plano Estadual de Combate ao Desmatamento e Queimadas como modelo de sucesso na COP30
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O Acre apresentou, nesta sexta-feira, 14, mais um painel cumprindo a agenda de programação na COP30, em Belém (PA). A apresentação teve como temática “PPCDQ Acre: um modelo de sucesso subnacional para a conservação da Amazônia e o cumprimento das metas climáticas globais”.
Acre apresentou painel sobre o PPCDQ-Acre na COP30, nesta sexta-feira,. Foto: PedroDevani/SecomO encontro foi realizado no estande do Consórcio Interestadual da Amazônia Legal (CAL), na Zona Verde, e contou com a participação do secretário de Estado do Meio Ambiente do Acre, Leonardo Carvalho, o coordenador do Comando e Controle Ambiental, Quelyson Souza, a coordenadora do Programa REM Fase 2, Marta Azevedo, o coordenador-geral de Controle do Desmatamento do Ministério do Meio Ambiente, Diego Pereira, a diretora de Políticas para Controle do Desmatamento e Incêndios do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Roberta Cantinho, e da pesquisadora do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam), Jarlene Gomes, que atuou como mediadora.
Secretário do Meio Ambiente, Leonardo Carvalho falou sobre os resultados obtidos pelo Acre em relação ao desmatamento. Foto: Pedro Devani/SecomO painel objetivou o compartilhamento de experiências do estado na implementação e os resultados já obtidos com base no Plano Estadual de Combate ao Desmatamento e Queimadas do Acre (PPCDQ-AC).
Segundo o secretário Leonardo Carvalho, os resultados recentes demonstram a eficácia do plano.
“Este ano reduzimos em quase 28% os índices de desmatamento em comparação a 2024. Aqui na COP, estamos apresentando resultados concretos, alcançamos em 2025 metas que estavam previstas para 2027 pelo nosso PPCDQ-AC. Essa antecipação não é acaso, é fruto de um trabalho planejado, articulado e firme, uma atuação institucional de governo, integrada a diversos órgãos, coordenados pela Casa Civil, com a Sema. O Acre não pode mais reviver o que enfrentou ano passado, qualidade do ar ruim por conta da fumaça, famílias adoecendo e meio ambiente degradado. É importante enfatizar que o nosso trabalho não para, vamos continuar tentando reduzir os ilícitos ambientais ainda mais”, ressaltou o gestor.
Diretora de Políticas para Controle do Desmatamento e Incêndios do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Roberta Cantinho também participou do debate. Foto: Pedro Devani/SecomOs dados são qualificados e quantificados pelo Centro Integrado de Geoprocessamento e Monitoramento Ambiental (Cigma), baseados no Projeto de Monitoramento do Desmatamento da Floresta Amazônica por Satélite, do Inpe, que monitora o desmatamento em vários biomas brasileiros, e (Prodes), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Com a redução de 27,62% de desmatamento em 2025, o estado supera as metas estabelecidas para os anos 2023, 2024 e 2025 do plano que eram estipuladas para 2027, que previa uma redução anual de 10% nas taxas de desmatamento.
A apresentação mostrou as metas assumidas pelo governo e as metodologias adotadas para redução das taxas de desmatamento, alinhadas com o Plano de Ação para Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia Legal (PPCDAm), do governo federal, e o cumprimento das metas climáticas globais.
O PPCDQ-AC tem como finalidade reduzir o desmatamento e a degradação da vegetação nativa, além de controlar queimadas e incêndios florestais. O plano busca garantir a conservação da biodiversidade, a manutenção dos serviços ecossistêmicos e um meio ambiente saudável — um bem maior para toda a sociedade acreana.
Quelyson Souza, do Comando e Controle da Sema, explicou que o Cigma é um órgão gestor que fornece dados. Foto: Pedro Devani/SecomQuelyson Souza, do Comando e Controle da Sema, explicou que o Cigma é um órgão gestor que fornece os dados e é responsável por captar as informações para que o estado tenha um relatório completo de eventos climáticos.
“Essa importante ferramenta de política pública foi amplamente debatida e definiu, de forma democrática, a meta de redução do desmatamento. O Acre deve diminuir 50% do desmatamento até 2027, com uma projeção de redução anual de 10%. Isso reforça a importância da atuação integrada do Estado e já vimos que alcançamos resultados concretos. Temos o Cigma, que é o nosso dispositivo de monitoramento ambiental que subsidia o estado nas tomadas de decisões com os dados, nós fazemos esse cruzamento de informações inerentes ao ano com relação ao desmatamento, focos de calor, entre outras atividades de monitoramento”, ressaltou.
Marta Azevedo, coordenadora do Programa REM Acre Fase 2 falou sobre os resultados do Acre. Foto: Pedro Devani/SecomA apresentação também abordou a redução do desmatamento, o manejo integrado do uso do fogo e as ações de monitoramento que contribuem para a mitigação das emissões de gases de efeito estufa.
A coordenadora do REM, Marta Azevedo, afirmou que a governança é um pilar que contribuiu para a redução de emissões e que o REDD+ Jurisdicional com o financiamento das ações estruturantes do estado, de fiscalização e de regulamentação ambiental, foram também de grande importância para os resultados do Acre.
“Os principais atores deste resultado atual do Acre são os produtores rurais, que são os protagonistas dessa política. E dão sua contribuição na redução do desmatamento, e dando viva ao REDD+ Jurisdicional para mitigar os impactos das mudanças climáticas. E este programa tem também um papel didático nas políticas públicas, pois foca na efetividade pela busca de resultados não só de redução de emissões, mas principalmente na vida e na renda dos produtores. São avanços e aprendizados na implementação de políticas subnacionais voltadas à redução do desmatamento e à valorização das florestas e também desafios no acesso a fundos climáticos que estamos conseguindo progredir cada dia mais e trazendo resultados”, falou.
Painel contou com a participação de estudiosos, pesquisadores e autoridades ligadas ao meio ambiente. Foto: Pedro Devani/SecomO coordenador-geral de Controle do Desmatamento do Ministério do Meio Ambiente, Diego Pereira, ressaltou a eficácia do plano que, segundo ele, é um exemplo a ser seguido por outros estados. “Temos, sim, o Acre como referência nessa condução do PPCDQ, podemos ver resultados concretos e que podem ser levados como exemplo a outros estados.”
Fonte: Governo AC
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Segurança pública intensifica ações em comunidades indígenas e fortalece segurança comunitária em Santa Rosa do Purus
A Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública do Acre (Sejusp), por meio do programa Acre pela Vida e da Diretoria de Políticas Públicas de Segurança, Justiça e Integração Social (DIRPSJ), realizou ao longo de toda a semana, 13 a 18 uma série de ações em comunidades indígenas com o objetivo de fortalece segurança comunitária em Santa Rosa do Purus.

A agenda contou com atividades educativas, atendimentos sociais e iniciativas esportivas, com foco na aproximação entre o poder público e a população local. Entre os destaques, esteve a formatura de estudantes do Projeto Pequeno Brilhante, que atendeu alunos do 4º ao 7º ano de escolas do município, além da entrega de kits esportivos para incentivar práticas saudáveis entre crianças e jovens.

As ações reforçam a estratégia da Sejusp de integrar políticas de segurança com iniciativas sociais, ampliando a presença institucional em regiões de difícil acesso e promovendo cidadania de forma contínua e inclusiva. Para o secretário de Segurança Pública, José Américo Gaia, a presença do Estado em regiões de difícil acesso reforça o papel da segurança pública como instrumento de cidadania.

“Essas ações mostram que a segurança vai além do policiamento. Estamos promovendo inclusão, diálogo e oportunidades, principalmente em comunidades indígenas, respeitando suas especificidades e fortalecendo vínculos de confiança”, destacou.

Além das atividades com estudantes, a programação incluiu palestras direcionadas ao ensino fundamental, médio e à Educação de Jovens e Adultos (EJA), abordando temas como violência contra a mulher, tráfico de pessoas e contrabando de migrantes. Durante a permanência no município, a equipe também realizou atendimentos diretos, incluindo o acompanhamento de casos de migração e o suporte imediato a uma vítima de violência doméstica.

A coordenadora do programa Acre pela Vida, Francisca de Fátima, ressaltou o caráter preventivo e transformador das ações. “Trabalhar com a comunidade, especialmente em territórios indígenas, é essencial para construir uma cultura de paz. Quando levamos informação, esporte e apoio social, contribuímos diretamente para a prevenção da violência”, afirmou.

O cronograma também contemplou visitas técnicas e escuta ativa junto às comunidades locais e instituições públicas, com o objetivo de mapear demandas e orientar futuras políticas públicas. Nas aldeias, a equipe conheceu projetos esportivos indígenas, incluindo times femininos e masculinos, realizou palestras e entregou materiais esportivos.

A assessora da DIRPSJ, Hany Cruz de Armas, destacou a importância da aproximação com os povos tradicionais. “Estar presente nas aldeias, ouvir as lideranças e contribuir com ações concretas demonstra respeito e compromisso. A segurança pública precisa dialogar com a realidade de cada comunidade, especialmente no contexto indígena”, enfatizou.
Fonte: Governo AC
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