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Centro de Estudos de Línguas do Acre inicia ano letivo com 3,5 mil alunos matriculados

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As aulas da rede estadual de ensino retornaram esta semana e, entre as unidades que retomaram as atividades, está o Centro de Estudos de Línguas do Acre (CEL), que iniciou o semestre com cerca de 3,5 mil alunos matriculados nos cursos de inglês, espanhol e Libras.

Centro de Estudos de Línguas do Acre inicia o ano letivo com cerca de 3,5 mil alunos matriculados nos cursos de inglês, espanhol e Libras. Foto: Douglas Bocardi/SEE

Vinculado à Secretaria de Estado de Educação e Cultura do Acre (SEE), o centro atende prioritariamente estudantes da rede pública estadual, mas também oferece vagas para a comunidade. As turmas funcionam nos períodos da manhã, tarde e noite, ampliando o acesso e garantindo maior alcance social.

De acordo com a coordenadora-geral do CEL, Simone Pessoa, o início das aulas é um dos momentos mais aguardados do calendário escolar. “Hoje iniciamos as aulas recebendo nossos novos alunos e também aqueles que já estão em curso. É um momento muito esperado, que concretiza toda a expectativa gerada durante o período de matrículas”, destacou.

Simone Pessoa é coordenadora-geral do Centro de Estudos de Línguas do Acre (CEL). Foto: Douglas Bocardi/SEE

Simone reforçou que o trabalho desenvolvido pelo centro complementa o currículo regular e fortalece a formação dos estudantes. “O governo consegue dar esse suporte ao currículo escolar, reforçando o ensino dessas línguas e preparando nossos alunos não só para o mercado de trabalho, mas para a vida, desenvolvendo habilidades comunicativas fundamentais”, afirmou.

Expectativa e sonhos

Entre os novos alunos está Luiza Bonazoni, de 15 anos, estudante da Escola João Calvino. No primeiro dia de aula, ela falou sobre suas expectativas: “Eu espero aprender inglês, que é uma matéria que sei que vou usar muito, principalmente quando for fazer o Enem. Quero estudar fora e aprender mais sobre a língua”.

Luiza Bonazoni, estudante da Escola João Calvino, inicia no CEL com o objetivo de aprender inglês e se preparar para o Enem. Foto: Douglas Bocardi/SEE

Para a jovem, a existência de uma instituição pública voltada ao ensino de línguas amplia horizontes. “É interessante porque a gente aprende novas línguas e também sobre os países que falam essas línguas. Espero que seja um ano bom e que eu me divirta aprendendo”, completou.

Já Letícia de Almeida Assunção, de 11 anos, estudante da Escola Lourival Sombra, iniciou no CEL com foco em melhorar o desempenho escolar. “Eu comecei o sexto ano agora e quero aprender mais inglês para tirar notas melhores. Acho importante para a gente se comunicar com outras pessoas”, disse.

Letícia de Almeida Assunção é aluna da Escola Lourival Sombra. Foto: Douglas Bocardi/SEE

A estudante também compartilha o sonho de conhecer outros países. “Sempre quis ir para os Estados Unidos. Se Deus quiser, um dia eu vou e já vou conseguir falar com as pessoas”, afirmou.

Formação para o mundo

Com 15 anos de atuação, o Centro de Estudos de Línguas do Acre adota a metodologia comunicativa, priorizando o uso prático do idioma no dia a dia. A proposta é formar alunos capazes de se comunicar com autonomia em diferentes contextos.

A professora de inglês Bruna Boaretto ressalta que o ensino oferecido pelo CEL vai além da sala de aula. “O centro forma alunos com foco na comunicação, para que possam ser cidadãos do mundo. É uma oportunidade de ensino gratuito e de qualidade, algo que poucos lugares oferecem”, destacou.

Bruna Boaretto ressalta a metodologia comunicativa e o papel do ensino gratuito de línguas na formação de cidadãos preparados para novas oportunidades. Foto: Douglas Bocardi/SEE

Segundo Bruna, o aprendizado de uma segunda língua pode abrir portas acadêmicas e profissionais: “Temos alunos que buscam o doutorado, outros querem participar do programa Jovem Embaixador, melhorar o currículo ou conquistar novas oportunidades. O inglês, assim como o espanhol e a Libras, pode transformar a vida do estudante e ajudá-lo a alcançar seus sonhos”.

Fonte: Governo AC

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Expoacre Juruá transforma tecnologia e cultura em lazer inclusivo para famílias

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A Expoacre Juruá, em Cruzeiro do Sul, tem se destacado não apenas como vitrine agropecuária, mas também como espaço de inovação e lazer para toda a família. A Secretaria de Estado de Indústria, Ciência e Tecnologia do Acre (Seict) reuniu estandes voltados para crianças e jovens, com tecnologia, produtos em impressão 3D e atividades interativas que têm atraído grande público.

Espaço abrange jovens e crianças e é marcado por inclusão. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom

O espaço kids é um dos pontos mais movimentados da feira, reunindo brincadeiras que vão de pintura corporal a experiências com óculos de realidade virtual. Para os pais, é uma oportunidade de lazer e entretenimento enquanto visitam a segunda maior feira agropecuária do estado.

Kethyla Shawãdawa, monitora do espaço, explica que as atividades são voltadas para o desenvolvimento de habilidades motoras e cognitivas, além de incluir tecnologia.

“Tem sido um espaço muito especial. As crianças participam de oficinas de escultura com balões, de miçangas e de materiais recicláveis, onde podem criar brinquedos. Também oferecemos brincadeiras voltadas para o desenvolvimento cognitivo e da coordenação motora, além de pintura facial. A grande novidade é a experiência com óculos de realidade virtual, que permite aos pais acompanhar o que seus filhos estão vivenciando”, disse.

Segundo ela, o espaço tem recebido grande movimento todas as noites, com muitos pais participando junto aos filhos. “Foi pensado com carinho para que as crianças tenham um ambiente acolhedor e cheio de descobertas.”

Miguel aproveita óculos de realidade virtual. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom

Inovação e inclusão

A dentista Jamile Feijó, mãe de Miguel Machado, de 7 anos, aprovou a iniciativa. “Estamos parando em todos os estandes para que ele possa conhecer e se divertir. Este espaço está muito interativo, ele está amando e está sendo incrível. Ainda vamos ver outros estandes”, contou.

Já Lacione Maia destacou o caráter inovador. “As brincadeiras, a forma como estão expostas e os instrutores são perfeitos, têm muito jeito com criança.”

Outro ponto de destaque é a preocupação com a inclusão. Darcinete Oliveira ressaltou que este ano há mais opções voltadas para crianças atípicas.

“Nos outros anos não víamos tantas atividades direcionadas a essa necessidade. Agora encontramos jogos e materiais inclusivos que estimulam a participação delas. Isso mostra uma preocupação maior com a diversidade e torna o evento ainda mais especial.”

Impressão 3D é um dos atrativos do estande voltado para tecnologia e inovação. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom

Impressão 3D e cultura local

Os estandes de tecnologia também chamam atenção. Laurênio de Souza ficou impressionado com os personagens criados em impressão 3D.

“É como uma escultura, lembra trabalhos antigos, mas hoje está mais acessível e até possível de encomendar. É um avanço para nossas cidades, porque antes só víamos pela internet ou televisão, e agora temos a oportunidade de acompanhar ao vivo. O trabalho está muito bonito, parabéns aos organizadores.”

Rodrigo Gomes, expositor, destacou o sucesso dos chaveiros sensoriais e dos “dummys”. Além disso, sua empresa Juruá 3D tem produzido peças que valorizam a identidade local.

Empresas também apostaram em produtos que ressaltam a identidade de Cruzeiro do Sul. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom

“Queremos explorar a cultura do Juruá e desenvolver peças personalizadas que representem a região. Já fizemos chaveiros com a Catedral, árvores, casas de farinha e até saquinhos de farinha e açaí. São elementos culturais que fortalecem nossa tradição e permitem que o visitante leve um presente único e representativo da cidade.”

Tiago Lucena, coordenador do Laboratório de Biologia Animal e fundador da startup Jabotec 3D, reforçou o caráter inovador.

“Este ano trouxemos a Jabotec 3D, especializada em produtos personalizados em impressão 3D. Transformamos elementos da cultura pop em objetos colecionáveis e também aplicamos a tecnologia em materiais didáticos, que tornam as salas de aula mais interativas. Já validamos resultados com aumento de até 60% nas notas dos alunos.”

Analice foi visitar a feira apenas para adquirir seus personagens preferidos. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom

Encanto para jovens

Analice do Nascimento, de 11 anos, ficou encantada com os espaços voltados para colecionadores.

“Estou começando a me apaixonar por essas figuras e vim preparada para adquirir algumas peças. Ontem comprei uma Hello Kitty e hoje levei um Pikachu. São produtos que remetem à infância e despertam muito interesse.”

Ela destacou que o evento é uma oportunidade para conhecer novidades e investir em itens que antes só acompanhava à distância. “É um espaço que atrai jovens e adultos, e que valoriza esse universo cultural de forma acessível.”

Fonte: Governo AC

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