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Como a inovação nas rotinas de controle interno profissional redefine a utilidade prática na vida pessoal?

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Por Cristiany Sales*

Já se questionou acerca da possibilidade de que os mesmos mecanismos que asseguram a relevância e a eficácia de uma grande corporação possam permanecer latentes em sua própria gestão de vida? O ambiente profissional, com suas exigências de conformidade, mitigação de riscos e otimização de processos, impõe a adoção de rotinas rigorosas de controle interno. Tais práticas, que abrangem desde a segregação de funções até a conferência documental minuciosa, são frequentemente percebidas como burocracia inerente ao trabalho. Contudo, é plausível que a chave para a sua tranquilidade e maior produtividade resida, paradoxalmente, na aplicação dessa “burocracia” em sua rotina pessoal. O dilema consiste em como transpor essa estrutura formal, percebida como rígida e complexa, para o domínio caótico e multifacetado da vida cotidiana, revelando uma fonte inexplorada de inovação para o autogerenciamento.

A utilidade prática da disciplina profissional manifesta-se na forma como estrutura a tomada de decisão. No âmbito corporativo, o controle interno fundamenta-se em princípios como a periodicidade da avaliação, a definição clara de responsabilidades e a documentação dos procedimentos — pilares que asseguram a integridade das operações e a conformidade legal. Ao transferirmos essa arquitetura de gestão para a vida pessoal, observa-se uma transformação significativa: a avaliação de riscos converte-se na análise de prioridades, a segregação de funções transforma-se na delegação de tarefas ou na compartimentação de projetos, e a documentação materializa-se em diários de bordo ou listas de verificação. Essa transferência não constitui apenas uma metáfora; ela representa a inovação de mentalidade que permite ao indivíduo alcançar uma relevância pessoal superior, liberando recursos mentais e físicos ao automatizar decisões e prever possíveis desvios, tais como o estouro do orçamento doméstico ou o esquecimento de um prazo crucial.

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A verdadeira relevância dessa sinergia reside no aprimoramento do desempenho humano. O profissional que compreende o ciclo de controle interno — planejamento, execução, verificação e ação (o ciclo PDCA) — no trabalho, adquire uma lente analítica que naturalmente busca a melhoria contínua em seu ambiente pessoal. Por qual razão negligenciamos a saúde financeira ou a gestão do tempo quando somos tão meticulosos com o estoque de insumos ou o cronograma de projetos de terceiros? A reflexão surge ao questionarmos: se um pequeno ajuste em um processo pode economizar milhões para uma empresa, qual o impacto potencial de um “ajuste fino” em sua saúde, em seus relacionamentos ou em suas finanças? Ao aplicar indicadores-chave de desempenho (KPIs) à sua rotina, monitorando, por exemplo, o tempo dedicado à leitura ou a consistência da atividade física, passa-se a enxergar a vida como um projeto de alto valor que demanda o mesmo nível de diligência e utilidade prática que sua carreira exige.

Nesse contexto, a definição de metas e planos para 2026 emerge como desdobramento natural dessa lógica de controle e planejamento. Estabelecer objetivos claros, mensuráveis e temporalmente definidos, alinhados a prioridades pessoais e profissionais, permite estruturar o próximo ciclo com maior previsibilidade e coerência. A adoção de planos anuais, acompanhados por indicadores simples e revisões periódicas, viabiliza a correção de desvios e o reforço de boas práticas, assegurando que decisões cotidianas estejam conectadas a propósitos de médio e longo prazo. Assim como nas organizações, o planejamento prospectivo para 2026 deve considerar riscos, recursos disponíveis e critérios de avaliação, fortalecendo a consistência das escolhas e a sustentabilidade dos resultados pessoais.

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A inovação, portanto, não reside apenas na criação do novo, mas na aplicação inédita do que já é conhecido. As rotinas de controle interno representam um patrimônio de conhecimento processual frequentemente subutilizado fora do ambiente corporativo. Mapear uma única rotina pessoal — como a organização financeira, o planejamento semanal ou a gestão do tempo — à luz da metodologia profissional já dominada constitui um passo decisivo para a mudança de paradigma. Não é razoável que a mais relevante “organização” sob sua responsabilidade — a própria vida — opere sem um sistema mínimo de controle e acompanhamento. Ao adotar uma autogestão estruturada, confirma-se que a disciplina profissional transcende o espaço do trabalho e se projeta como fator determinante de sucesso pessoal. Qual aspecto da sua rotina merece, a partir de agora, ser submetido ao rigor construtivo da auditoria interna?

*Cristiany Sales é controladora interna da Agência de Negócios do Acre (Anac S.A.); pós-graduada em Auditoria Empresarial; Planejamento e Gestão; Pedagogia Empresarial com Ênfase em Gestão de Pessoas; Justiça Restaurativa e Mediação de Conflitos; graduada em Direito e Pedagogia

Fonte: Governo AC

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Expoacre Juruá transforma tecnologia e cultura em lazer inclusivo para famílias

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A Expoacre Juruá, em Cruzeiro do Sul, tem se destacado não apenas como vitrine agropecuária, mas também como espaço de inovação e lazer para toda a família. A Secretaria de Estado de Indústria, Ciência e Tecnologia do Acre (Seict) reuniu estandes voltados para crianças e jovens, com tecnologia, produtos em impressão 3D e atividades interativas que têm atraído grande público.

Espaço abrange jovens e crianças e é marcado por inclusão. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom

O espaço kids é um dos pontos mais movimentados da feira, reunindo brincadeiras que vão de pintura corporal a experiências com óculos de realidade virtual. Para os pais, é uma oportunidade de lazer e entretenimento enquanto visitam a segunda maior feira agropecuária do estado.

Kethyla Shawãdawa, monitora do espaço, explica que as atividades são voltadas para o desenvolvimento de habilidades motoras e cognitivas, além de incluir tecnologia.

“Tem sido um espaço muito especial. As crianças participam de oficinas de escultura com balões, de miçangas e de materiais recicláveis, onde podem criar brinquedos. Também oferecemos brincadeiras voltadas para o desenvolvimento cognitivo e da coordenação motora, além de pintura facial. A grande novidade é a experiência com óculos de realidade virtual, que permite aos pais acompanhar o que seus filhos estão vivenciando”, disse.

Segundo ela, o espaço tem recebido grande movimento todas as noites, com muitos pais participando junto aos filhos. “Foi pensado com carinho para que as crianças tenham um ambiente acolhedor e cheio de descobertas.”

Miguel aproveita óculos de realidade virtual. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom

Inovação e inclusão

A dentista Jamile Feijó, mãe de Miguel Machado, de 7 anos, aprovou a iniciativa. “Estamos parando em todos os estandes para que ele possa conhecer e se divertir. Este espaço está muito interativo, ele está amando e está sendo incrível. Ainda vamos ver outros estandes”, contou.

Já Lacione Maia destacou o caráter inovador. “As brincadeiras, a forma como estão expostas e os instrutores são perfeitos, têm muito jeito com criança.”

Outro ponto de destaque é a preocupação com a inclusão. Darcinete Oliveira ressaltou que este ano há mais opções voltadas para crianças atípicas.

“Nos outros anos não víamos tantas atividades direcionadas a essa necessidade. Agora encontramos jogos e materiais inclusivos que estimulam a participação delas. Isso mostra uma preocupação maior com a diversidade e torna o evento ainda mais especial.”

Impressão 3D é um dos atrativos do estande voltado para tecnologia e inovação. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom

Impressão 3D e cultura local

Os estandes de tecnologia também chamam atenção. Laurênio de Souza ficou impressionado com os personagens criados em impressão 3D.

“É como uma escultura, lembra trabalhos antigos, mas hoje está mais acessível e até possível de encomendar. É um avanço para nossas cidades, porque antes só víamos pela internet ou televisão, e agora temos a oportunidade de acompanhar ao vivo. O trabalho está muito bonito, parabéns aos organizadores.”

Rodrigo Gomes, expositor, destacou o sucesso dos chaveiros sensoriais e dos “dummys”. Além disso, sua empresa Juruá 3D tem produzido peças que valorizam a identidade local.

Empresas também apostaram em produtos que ressaltam a identidade de Cruzeiro do Sul. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom

“Queremos explorar a cultura do Juruá e desenvolver peças personalizadas que representem a região. Já fizemos chaveiros com a Catedral, árvores, casas de farinha e até saquinhos de farinha e açaí. São elementos culturais que fortalecem nossa tradição e permitem que o visitante leve um presente único e representativo da cidade.”

Tiago Lucena, coordenador do Laboratório de Biologia Animal e fundador da startup Jabotec 3D, reforçou o caráter inovador.

“Este ano trouxemos a Jabotec 3D, especializada em produtos personalizados em impressão 3D. Transformamos elementos da cultura pop em objetos colecionáveis e também aplicamos a tecnologia em materiais didáticos, que tornam as salas de aula mais interativas. Já validamos resultados com aumento de até 60% nas notas dos alunos.”

Analice foi visitar a feira apenas para adquirir seus personagens preferidos. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom

Encanto para jovens

Analice do Nascimento, de 11 anos, ficou encantada com os espaços voltados para colecionadores.

“Estou começando a me apaixonar por essas figuras e vim preparada para adquirir algumas peças. Ontem comprei uma Hello Kitty e hoje levei um Pikachu. São produtos que remetem à infância e despertam muito interesse.”

Ela destacou que o evento é uma oportunidade para conhecer novidades e investir em itens que antes só acompanhava à distância. “É um espaço que atrai jovens e adultos, e que valoriza esse universo cultural de forma acessível.”

Fonte: Governo AC

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