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TJAC prestigia sessão solene em homenagem aos 45 anos da Apae no Acre

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A Semana Nacional da Pessoa com Deficiência tem como tema: Deficiência não define. Oportunidade transforma. Inclua nossa voz!

Na manhã desta segunda-feira, 24, ocorreu a sessão solene em homenagem ao Movimento Apaeano, realizado pela Federação das Apaes do Estado do Acre (Feapaes-AC) na Assembleia Legislativa (Aleac). A cerimônia celebrou os 45 anos da Apae no Acre e integra a programação da Semana Nacional da Pessoa com Deficiência Intelectual e Múltipla.

A solenidade decorre do Requerimento n.° 55/2026, de autoria do deputado estadual Eduardo Ribeiro. Na ocasião, a vice-presidente do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC), desembargadora Regina Ferrari, integrou o dispositivo de honra.

Em seu pronunciamento, a desembargadora ressaltou a inclusão e o respeito. “A deficiência não define, e é exatamente isso que nós vemos, ano após ano, no trabalho das Apaes. São instituições que não enxergam limites, mas possibilidades. É na inclusão que a justiça se cumpre. Vocês são a prova viva de que o amor, quando organizado com a competência técnica, muda destinos”, declarou a representante do Poder Judiciário.

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São 10 Apaes no Acre e a presidente da Feapaes, Cecília Lima, relembrou os desafios enfrentados quando havia apenas a unidade de Rio Branco. Assim, agradeceu as colaborações e, entre lágrimas, falou sobre a dedicação, amor, coragem, compromisso e respeito à dignidade. “Não foi fácil chegar até aqui. Mas quando olho para o rosto de vocês me dá uma força infinita”, disse ela, referindo-se ao público atendido, que veio de todo o estado fortalecer a representatividade na Casa do Povo.

Todos os depoimentos do dia foram carregados de emoção, porque trouxeram histórias de vida que foram transformadas por cuidado, valorização e fortalecimento da autonomia. Por fim, o deputado Eduardo Ribeiro afirmou que o evento foi muito significativo para a sociedade acreana, em razão do legado da entidade, pois as pessoas atendidas encontram afeto, oportunidade, acolhimento e esperança.

O encerramento foi marcado por entrega de homenagens.

Fotos: Gleilson Miranda/Secom TJAC

Fonte: Tribunal de Justiça – AC

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“Agora quero estudar”, diz indígena de 19 anos ao conseguir o registro de nascimento tardio no PopRuaJud

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A sentença foi proferida ainda nesta terça-feira. Com a decisão, o cartório será oficialmente comunicado para realizar o registro e emitir a certidão de nascimento de Manoel

Manoel Biló, 19 anos, da etnia Kaxinawa, foi uma das centenas de pessoas atendidas nesta terça-feira, 25, na Escola Municipal Maria Aucilene Calixto, em Tarauacá, durante o PopRuaJud, realizado pelo Poder Judiciário do Acre. A iniciativa, que começou na segunda-feira, 24, reúne instituições do sistema de Justiça, órgãos públicos e entidades parceiras para ampliar o acesso a serviços públicos por pessoas em situação de rua e outras populações em condição de vulnerabilidade, incluindo comunidades indígenas.

Acompanhado do pai, Elemar Biló Kaxinawa, Manoel procurou inicialmente a Defensoria Pública para buscar uma solução para a ausência do registro de nascimento. Nascido em 2007, ele viveu durante anos em uma comunidade indígena no Jordão e, há cerca de dois anos, passou a morar em Tarauacá. Sem registro civil, enfrentava dificuldades para acessar serviços básicos, especialmente educação e saúde. Até então, seu único documento era uma Certidão de Batismo.

Em parceria com a Defensoria Pública e o Ministério Público, foi ajuizada a ação perante ao Juízo da Comarca de Tarauacá e uma audiência foi realizada na própria escola para a resolutividade da problemática do indígena. O juiz de Direito da Comarca de Tarauacá, Ricardo Cavalli, ouviu Manoel e o pai, analisou a documentação apresentada e constatou que, de fato, não havia registro civil de nascimento do jovem.

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“Realizamos a audiência, ouvimos o jovem Manoel e seu pai, o senhor Elemar, analisamos a documentação apresentada e constatamos que, de fato, não havia registro de nascimento desde 2007, ano em que ele nasceu. Conseguimos proferir a sentença determinando a expedição do registro de nascimento. Posteriormente, será encaminhado o ofício ao cartório para que seja emitida a certidão de nascimento, garantindo a ele, finalmente, o acesso à documentação e aos seus direitos como cidadão”, disse o juiz de Direito da Comarca de Tarauacá, Ricardo Cavalli.

A sentença foi proferida ainda nesta terça-feira. Com a decisão, o cartório será oficialmente comunicado para realizar o registro e emitir a certidão de nascimento de Manoel.

“Agora quero estudar”

A história de Manoel Kaxinawa é marcada por desafios desde a infância. Ele perdeu a mãe quando tinha apenas quatro anos. Na época, a família vivia na Aldeia Flor da Floresta, no município de Jordão.

Hoje, mora em Tarauacá com o pai, a madrasta e três irmãos. Ainda encontra dificuldades para ler e escrever e se comunica em português com limitações. A falta de documentação, porém, sempre foi uma das principais barreiras para que pudesse frequentar a escola.

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Foi o pai quem soube do PopRuaJud por meio de vizinhos e decidiu levar o filho ao mutirão. A expectativa agora é que, com a certidão de nascimento, Manoel possa finalmente ter acesso à educação e a outros direitos básicos.

“Nunca conseguiu estudar, pois sem a certidão de nascimento não aceitavam nas escolas. Agora as coisas devem melhorar. O juiz disse que daqui a algumas semanas já podemos pegar a certidão no cartório. Estamos muito felizes”, contou Elemar.

Após a audiência, a equipe de Comunicação do Tribunal de Justiça foi até a casa da família, no bairro da Praia, para registrar a história. Para chegar à residência, é preciso percorrer cerca de 30 metros por uma passarela de madeira, devido às condições da região e aos períodos de cheia.

Manoel falou pouco. Mas, quando perguntado sobre o que pretende fazer quando finalmente estiver com a certidão de nascimento nas mãos, não hesitou. “Agora quero estudar.”

Fotos: Elisson Magalhães/Secom TJAC

Fonte: Tribunal de Justiça – AC

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