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Debatendo sobre preservação de florestas e bioeconomia, Gladson Camelí participa de evento preparatório para a COP30 em Brasília

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O fortalecimento de políticas públicas voltadas ao desenvolvimento sustentável, à inclusão social e à preservação ambiental no Acre, a partir de uma agenda ambiental, foram os temas centrais da participação do governador do Acre, Gladson Camelí, na terceira edição do projeto “COP30 – Preservação de florestas e bioeconomia: os caminhos para mitigar a crise climática”. O evento foi realizado pelos jornais O Globo, Valor Econômico e Rádio CBN nesta terça-feira, 30 de setembro, em Brasília.

Evento foi realizado nesta terça-feira, em Brasília. Foto: Pedro Devani/Secom

O governador acreano participou do painel “A vez dos estados: as soluções para proteger a natureza e promover o desenvolvimento sustentável”, que contou ainda com a participação do governador do Pará, Helder Barbalho, e mediação do jornalista Thiago Bronzatto, diretor da sucursal do Globo em Brasília.

Nesta edição, foram debatidas iniciativas governamentais de conservação das florestas e, principalmente, como os diferentes atores podem articular o uso sustentável da biodiversidade, de modo a preservá-la sem abrir mão do desenvolvimento econômico e da inclusão social.

Foto: Pedro Devani/Secom

A uma plateia formada por autoridades, especialistas, líderes empresariais e representantes da sociedade civil, Camelí reafirmou seu compromisso com a manutenção da floresta em pé, com foco no controle e combate ao desmatamento e na busca pelo desmatamento ilegal zero.

“Somos pioneiros na política ambiental e a governança ambiental é uma pauta na qual estamos sintonizados, cumprindo o nosso dever de casa. O Acre vai honrar os seus compromissos e continuar trabalhando na defesa das políticas socioambientais. E nesse aspecto, para seguirmos crescendo, não precisamos derrubar uma árvore sequer”, disse Camelí.

Governador falou para uma plateia formada por autoridades, especialistas, líderes empresariais e representantes da sociedade civil. Foto: Pedro Devani/Secom

Camelí lembrou que o primeiro grande desafio encarado pela sua gestão foi promover uma mudança de mentalidade, uma vez que havia desconfiança de vários setores da sociedade com a falsa ideia de que desenvolvimento e respeito ambiental não podem caminhar juntos.

“Hoje nós temos números que comprovam que o desenvolvimento econômico é um dos principais fatores para o fortalecimento da agenda ambiental e o Acre segue como protagonista dessa pauta”, disse o governador.

Prioridades na COP30

Outro destaque refere-se ao fato de que, durante a COP 30, em Belém, o Acre irá apresentar, entre outros temas, sua eficiência na área ambiental, já que o estado tem 80% de sua floresta intacta e cumpre metas ambientais, buscando atrair investimentos e apresentar um modelo de desenvolvimento sustentável.

“Sempre acreditei que, para mudar a realidade econômica do estado, é preciso aliar crescimento com sustentabilidade e conservação. Não precisamos desmatar para crescer. No mundo moderno, a produção caminha ao lado da conservação, e é por isso que trabalhamos para produzir sem desmatar novas áreas, aproveitando a recuperação de áreas degradadas”, destacou Camelí.

Sobre o Evento

O seminário “COP 30 – Preservação de florestas e bioeconomia: os caminhos para mitigar a crise climática” visa discutir iniciativas governamentais, tanto em esferas nacionais quanto regionais, com foco na conservação das florestas. O evento também busca debater, com diferentes atores, maneiras de articular o uso sustentável da biodiversidade, de modo a preservá-la sem abrir mão do desenvolvimento econômico e da inclusão social.

Fonte: Governo AC

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Povo Noke Koî preserva tradição do kambô e fortalece proteção da floresta no Acre

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Na Amazônia acreana, em Cruzeiro do Sul, onde a floresta permanece em pé graças à relação ancestral entre os povos indígenas e a natureza, o povo Noke Koî mantém viva uma das mais importantes medicinas tradicionais da floresta: o kambô, conhecimento sagrado transmitido pelos ancestrais há gerações.

Conhecida como “vacina do sapo”, a prática indígena utiliza a secreção da rã, aplicada em pequenas queimaduras na pele (geralmente braço ou perna) com o objetivo de revigorar o corpo e curar doenças. Para os Noke Koî da aldeia Sumaúma, muito mais do que medicina tradicional e cura física; ela simboliza proteção espiritual, fortalecimento do corpo, equilíbrio emocional e conexão com a natureza.

Sapo de cor verde brilhante vive principalmente na selva amazônica do Acre. Foto: Cleiton Lopes/Secom

O cacique Mõcha Noke Koî explica que o kambô é um ensinamento ancestral deixado pelos antigos e guiado pelo grande espírito.

“Para nós, o kambô é uma medicina sagrada ensinada pelo grande espírito. Ele traz força, coragem, alegria e limpa o pensamento e a espiritualidade. Desde as crianças pequenas, nosso povo utiliza o kambô como proteção espiritual e fortalecimento do corpo. É uma energia muito forte que vem da floresta e do espírito da medicina”, relata.

Cacique Mõcha Noke Koî segura o animal demonstrando respeito. Foto: Cleiton Lopes/Secom

Segundo o cacique, o conhecimento sobre a aplicação da medicina atravessa gerações e carrega um profundo compromisso de respeito à natureza.

“A medicina kambô é espírito de proteção. Desde o surgimento, nossos bisavôs e tataravôs preservam, cuidam e respeitam essa medicina. Não é só o kambô. Preservar o kambô é preservar a Amazônia, preservar as plantas, a vida e o planeta. O kambô vive perto das nossas casas porque nosso povo protege e respeita a natureza e a criação do grande espírito”, afirma.

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Preservação da floresta está diretamente ligada à continuidade da medicina ancestral. Foto: Cleiton Lopes/Secom

Para os Noke Koî, a preservação da floresta está diretamente ligada à continuidade da medicina ancestral. A retirada da secreção do kambô acontece sem causar danos ao animal, reforçando uma relação de equilíbrio com a biodiversidade amazônica.

Mõcha alerta ainda para o uso inadequado da medicina fora dos territórios indígenas e destaca a importância do conhecimento tradicional para a aplicação correta do kambô.

“Hoje muita gente no mundo usa o kambô, mas sem preparo e sem conhecer a tradição. A medicina não é brincadeira. A gente pode brincar com a medicina, mas a medicina não brinca com a gente. Nosso povo aprendeu com o espírito da medicina a maneira correta de aplicar. Por isso respeitamos e preservamos esse conhecimento ancestral”, destaca.

Primeiro Festival Noke Koî – União dos Povos. Foto: Cleiton Lopes/Secom

De acordo com o cacique, entre os Noke Koî, o kambô faz parte da formação espiritual e cultural do povo desde a infância. Os ensinamentos tradicionais orientam a aplicação da medicina em homens, mulheres e crianças, sempre conduzida por pajés e curandeiros preparados espiritualmente.

Brincadeiras do Festival Noke Koî. Foto: Cleiton Lopes/Secom

A secretária extraordinária dos Povos Indígenas do Acre, Francisca Arara, ressalta que o kambô integra um conjunto de conhecimentos ancestrais utilizados historicamente pelos povos indígenas muito antes da medicina farmacêutica chegar às aldeias.

Titular da Secretaria de Povos Indígenas do Acre, Francisca Arara destaca que a medicina tradicional está ligada à preservação das matas.  Foto: Cleiton Lopes/Secom

“Os povos indígenas, desde a origem, utilizam muitos conhecimentos tradicionais para cura e fortalecimento espiritual. Um deles é o kambô, que no nosso povo também chamamos de kampô, por conta da língua Pano. Minha mãe conta que meu avô utilizava o kampô para tirar a preguiça, o cansaço e fortalecer os homens antes da caça. Era uma forma de limpar as energias ruins e fortalecer o corpo e o espírito”, explica.

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Francisca também destaca que a medicina tradicional está diretamente ligada à preservação da fauna e da floresta amazônica.

“Ninguém mata esse sapo. Nosso povo protege, porque ele faz parte da nossa ciência ancestral. Além da medicina, ele também avisa sobre a mudança do tempo, quando chegam o inverno e o verão. Por isso é muito importante preservar a fauna, a flora e os animais da floresta. O kampô é uma cura espiritual, para tirar tudo que é ruim de dentro da gente”, afirma.

Preservar o kambô, para os povos indígenas do Acre é manter viva uma sabedoria ancestral. Foto: Cleiton Lopes/Secom

Em um estado reconhecido pela preservação ambiental, com mais de 84% das floresta nativa intacta, os conhecimentos indígenas seguem sendo fundamentais para a proteção da Amazônia. Nas aldeias acreanas, tradição, espiritualidade e sustentabilidade caminham juntas.

Povos indígenas do Acre contribuem para a preservação da floresta em pé. Foto: Cleiton Lopes/Secom

Em cada ritual, canto e ensinamento repassado pelos anciãos, o povo Noke Koî reafirma que a floresta não é apenas território: é espírito, memória e vida. Preservar o kambô, para eles, é manter viva uma sabedoria ancestral que continua ensinando ao mundo sobre cuidado, equilíbrio e respeito à natureza.

Fonte: Governo AC

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