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Educação do Acre promove 1ª Jornada Pedagógica para fortalecer atendimento na educação do campo

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A Secretaria de Estado de Educação e Cultura (SEE), por meio do Departamento de Educação do Campo, realiza, entre os dias 6 e 8, de quarta a sexta-feira, a 1ª Jornada Pedagógica do Programa Caminhos da Educação do Campo – Primeira Infância. O evento acontece no Espaço Formar, localizado no prédio do Ensino da SEE, na Avenida Nações Unidas, em Rio Branco, reunindo coordenadores e supervisores da rede municipal que atuam na educação infantil em comunidades rurais.

Participantes da 1ª Jornada Pedagógica acompanham a formação promovida pela Educação do Acre voltada ao fortalecimento do atendimento na educação do campo. Foto: Mardilson Gomes/SEE

Com foco no acolhimento, na integração e na troca de experiências, a jornada se consolida como um espaço de fortalecimento das práticas pedagógicas e de valorização dos profissionais que atuam em áreas de difícil acesso. A iniciativa representa mais um avanço no compromisso de garantir educação de qualidade aos povos das águas e da floresta.

A chefe do Departamento de Educação do Campo, professora Maria Clara Geraldo Siqueira, destacou a importância estratégica da formação. “Essa capacitação é direcionada aos assessores de campo que, ao retornarem aos municípios, replicam o conhecimento aos agentes que atuam diretamente com as crianças. Dessa forma, conseguimos oferecer todo o suporte pedagógico necessário”, explicou.

O programa atende crianças de quatro e cinco anos que vivem em localidades de difícil acesso, onde muitas vezes não há escolas próximas. Nos municípios participantes, agentes contratados realizam visitas domiciliares, atendendo até oito famílias por semana. Durante essas visitas, são desenvolvidas atividades pedagógicas com duração média de uma hora, sempre com a participação ativa da família.

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Chefe do Departamento de Educação do Campo da SEE, professora Maria Clara Geraldo Siqueira, destacou a importância da formação para o fortalecimento das práticas pedagógicas nas comunidades rurais. Foto: Mardilson Gomes/SEE

“A presença da família é fundamental nesse processo. As atividades acontecem em um espaço organizado pelos próprios responsáveis, garantindo um ambiente acolhedor e adequado para o aprendizado”, acrescentou Maria Clara.

Atualmente, o programa está presente em quase todo o estado, com exceção dos municípios de Rio Branco e Plácido de Castro. Em 2025, a iniciativa atendeu 4.232 crianças, com o apoio de aproximadamente 200 agentes. Para este ano, uma das principais inovações é a atualização das práticas pedagógicas, com foco no aprimoramento contínuo do trabalho desenvolvido em campo.

Para a assessora pedagógica da rede municipal de Rodrigues Alves, professora Maria da Glória da Silva Lima, o programa é essencial para garantir o acesso à educação. “Ele atende justamente as crianças que não conseguem chegar à escola. O agente vai até a casa delas, levando educação e conhecimento. É uma oportunidade única”, destacou.

Assessora pedagógica da rede municipal de Rodrigues Alves, Maria da Glória da Silva Lima, ressaltou a importância do programa para garantir o acesso à educação às crianças que vivem em áreas de difícil acesso. Foto: Mardilson Gomes/SEE

Ela também ressaltou o impacto das formações. “Esses encontros são muito valiosos. Aproveitamos tanto para nossa atuação como formadores quanto para repassar o conhecimento aos professores e agentes. As oficinas, por exemplo, são adaptadas e levadas para as comunidades, o que faz muita diferença, principalmente pela dificuldade de acesso a materiais na zona rural”, afirmou.

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O coordenador de campo da rede municipal de Senador Guiomard, professor José Figueiredo, reforçou que a formação contribui diretamente para a qualidade do atendimento. “Esses momentos trazem novas experiências que levamos para os agentes, que, por sua vez, repassam às crianças e às famílias. É como se fosse uma aula particular, mas com um diferencial: a participação dos pais, o que fortalece ainda mais o aprendizado”, explicou.

Coordenador de campo da rede municipal de Senador Guiomard, professor José Figueiredo, enfatizou que a formação contribui diretamente para a qualidade do atendimento às famílias da zona rural. Foto: Mardilson Gomes/SEE

Segundo ele, mesmo diante de desafios, como a redução no número de agentes em seu município, o programa segue sendo fundamental. “É uma iniciativa muito importante para quem mora distante. A gente vê de perto o esforço dos agentes para chegar até essas crianças, e isso mostra o quanto essa política pública faz a diferença”, conclui

Fonte: Governo AC

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Aos 100 anos de idade indígena Kaxinawá é atendido pela Polícia Civil em ação de cidadania no interior do Acre

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O esforço logístico para levar cidadania aos pontos mais remotos do Acre alcançou um marco histórico nesta sexta-feira, 8. Em uma ação conjunta entre a Polícia Civil, por meio do Instituto de Identificação, e a Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), a emissão da Carteira de Identidade Nacional (CIN) chegou aos municípios de difícil acesso, cruzando rios e florestas para atender quem mais precisa.

Ancião Kaxinawá de 100 anos recebe atendimento especial para emissão da CIN em Santa Rosa do Purus. Foto: cedida

Após uma semana de intensos trabalhos em Jordão e Santa Rosa do Purus, a equipe vivenciou um momento de profunda emoção. Entre os beneficiários do atendimento gratuito, estava o senhor Leôncio Salomão Tomasa Kaxinawá. Com o rosto marcado pelo tempo e a sabedoria de quem atravessou um século de história na Amazônia, o ancião de 100 anos de idade foi o centro das atenções ao atualizar seu registro civil.

Para as comunidades indígenas e ribeirinhas, a CIN não é apenas um documento, é a chave de acesso a direitos fundamentais, benefícios sociais e à própria dignidade perante o Estado. A presença dos peritos papiloscopistas em solo indígena reforça o compromisso do governo do Acre em eliminar as barreiras geográficas que isolam esses cidadãos.

“Estou muito contente que vocês vieram até aqui. A gente fica velho e o corpo cansa de viajar para longe atrás de papel. Agora, com esse documento novo, eu sinto que ainda existo para o mundo e que o meu povo está sendo visto. É um orgulho ter meu nome direitinho agora”, afirmou o senhor Leôncio Kaxinawá, com um sorriso sereno após coletar suas impressões digitais.

Mutirão de cidadania garante emissão da nova identidade para 2 mil pessoas em municípios isolados. Foto: cedida

O trabalho nos municípios isolados exige uma logística complexa, envolvendo transporte aéreo e fluvial para levar equipamentos de alta tecnologia a locais onde a energia e a internet são limitadas. Para o diretor do Instituto de Identificação da PCAC, Júnior César da Silva, atender o senhor Leôncio é o símbolo do sucesso da missão.

“Ver o senhor Leôncio, com seus cem anos de vida, recebendo o atendimento na sua própria região é a maior recompensa para a nossa equipe. O nosso objetivo é exatamente este: humanizar a segurança pública e garantir que nenhum acreano, por mais distante que more, seja esquecido. A CIN é um direito de todos, e o Estado não medirá esforços para chegar até eles,” destacou o diretor.

A força-tarefa em Jordão e Santa Rosa do Purus encerra esta etapa com um balanço expressivo de alcance social. No total, o governo do Acre ofertou 2 mil atendimentos para a emissão da Carteira de Identidade Nacional (CIN), garantindo que uma parcela significativa da população local tenha acesso ao documento moderno e seguro.

Fonte: Governo AC

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