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Educação apresenta protocolo de segurança escolar aos gestores para retorno às aulas

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A Secretaria de Estado de Educação e Cultura (SEE) apresentou, na manhã desta sexta-feira, 8, no auditório da instituição, em Rio Branco, o protocolo de segurança escolar aos gestores da rede estadual de ensino para o retorno às aulas, previsto para a próxima segunda-feira, 11. A reunião também foi transmitida ao vivo pelo canal da Educação no YouTube.

Representantes da Educação, forças de segurança e instituições parceiras participaram da apresentação do protocolo de segurança escolar para o retorno das aulas na rede estadual. Foto: Mardilson Gomes/SEE

O encontro contou com a participação de representantes das forças de segurança, do Ministério Público do Acre (MPAC), da Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), da Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos (SEASDH), do Ministério da Educação (MEC) e de profissionais da educação.

A iniciativa teve como objetivo orientar e alinhar ações integradas para garantir um retorno seguro e acolhedor às atividades escolares após o episódio de violência extrema registrado recentemente em uma escola da capital. As medidas previstas deverão ser desenvolvidas, em primeiro momento, ao longo dos próximos seis meses, priorizando o fortalecimento da cultura de paz, a prevenção de novas violências e o suporte psicossocial à comunidade escolar.

Durante a abertura da reunião, o secretário de Estado de Educação e Cultura, Reginaldo Prates, destacou que as escolas precisam continuar sendo ambientes de paz, segurança e acolhimento.

“Realizamos hoje uma reunião com todos os gestores escolares, representantes dos órgãos de segurança, assistentes sociais e membros do Ministério Público para apresentar formalmente o protocolo de segurança para o reinício das atividades escolares. É fundamental ressaltar que as escolas devem ser ambientes de paz e segurança”, afirmou.

Secretário de Estado de Educação e Cultura, Reginaldo Prates, destacou a importância do fortalecimento das ações de segurança e acolhimento nas escolas acreanas. Foto: Mardilson Gomes/SEE

O secretário explicou ainda que o protocolo contempla ações imediatas, de médio e longo prazo, em parceria com o Departamento de Segurança Escolar e demais instituições.

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“Todos os investimentos destinados a promover a tranquilidade e a segurança no ambiente escolar serão sempre prioridade. Firmamos diversas parcerias e termos de cooperação com instituições como a Universidade Federal do Acre, Polícia Civil, Polícia Militar, Corpo de Bombeiros e Ministério Público. Todo esse trabalho conjunto proporcionará maior segurança nesse retorno às aulas”, ressaltou.

Trabalho conjunto e fortalecimento da rede de proteção

Representando o Ministério da Educação, Sarah Carneiro destacou a importância da união entre os diferentes órgãos e profissionais envolvidos no ambiente escolar para enfrentar situações de violência.

“A polícia sozinha não consegue resolver, a justiça sozinha não consegue, e a educação sozinha também não. Precisamos de uma solução com atribuições claras, em que cada instituição compreenda seu papel. A Educação deve liderar esse movimento, porque as soluções serão implementadas dentro das escolas e das salas de aula”, enfatizou.

A representante do MEC também destacou a adesão do Acre ao programa Escola que Protege, do governo federal, e elogiou o trabalho desenvolvido pelo Departamento de Segurança Escolar da SEE.

Representante do Ministério da Educação, Sarah Carneiro, ressaltou a necessidade de atuação conjunta entre educação, segurança pública e rede de proteção. Foto: Mardilson Gomes/SEE

“Precisamos protagonizar as ações que serão definidas aqui. Esta pode ser uma oportunidade para abordar e solucionar questões que, por vezes, foram negligenciadas”, pontuou.

O procurador de Justiça Francisco Maia reforçou a importância da união entre as instituições para garantir um retorno seguro às atividades escolares.

“Vamos estar todos unidos, buscando soluções e aplicando medidas para que o retorno às aulas aconteça com mais segurança e tranquilidade. Precisamos garantir que as famílias tenham confiança de que o ambiente escolar é seguro e preparado para receber nossos alunos da melhor maneira possível”, destacou.

Procurador de Justiça Francisco Maia reforçou a importância da união entre as instituições para garantir mais segurança no ambiente escolar. Foto: Mardilson Gomes/SEE

Protocolos serão aplicados em todas as escolas

A chefe do Departamento de Segurança Escolar da SEE, Milla Almeida de Oliveira, apresentou os procedimentos que serão adotados já na primeira semana de retorno das aulas em todas as escolas da rede estadual.

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Entre as medidas previstas estão o reforço nas revistas pedagógicas das mochilas dos estudantes, a intensificação das rondas escolares pelas forças de segurança e ações de acolhimento e convivência escolar.

“Existe uma portaria em vigor desde 2023 que estabelece a revista, de caráter pedagógico, nas mochilas dos alunos. As escolas que não dispõem de detectores de metal realizarão a revista manualmente, enquanto as que possuem detectores utilizarão as raquetes de segurança”, explicou.

Chefe do Departamento de Segurança Escolar da SEE, Milla Almeida de Oliveira, apresentou os protocolos que serão adotados no retorno das aulas. Foto: Mardilson Gomes/SEE

Segundo Milla, a primeira semana será voltada para o acolhimento dos estudantes e o fortalecimento das relações no ambiente escolar, com atividades direcionadas à empatia, à escuta ativa e à valorização do próximo.

“Trabalharemos, durante dez semanas, em atividades que visam o desenvolvimento da empatia, da escuta atenta e da valorização do próximo, para que os alunos se sintam acolhidos”, destacou.

Ela informou que todas as escolas do Estado contarão com apoio da rede de proteção e acompanhamento do Observatório de Segurança Escolar.

“Cada núcleo possui uma representação do observatório, cujos membros foram capacitados nos protocolos de recebimento de demandas e identificação de sinais. Qualquer fragilidade identificada pela escola deverá ser comunicada ao observatório”, afirmou.

As ações de prevenção ao bullying também continuarão sendo desenvolvidas de forma permanente nas unidades de ensino, integradas ao currículo escolar, conforme previsto na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB).

Fonte: Governo AC

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Aos 100 anos de idade indígena Kaxinawá é atendido pela Polícia Civil em ação de cidadania no interior do Acre

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O esforço logístico para levar cidadania aos pontos mais remotos do Acre alcançou um marco histórico nesta sexta-feira, 8. Em uma ação conjunta entre a Polícia Civil, por meio do Instituto de Identificação, e a Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), a emissão da Carteira de Identidade Nacional (CIN) chegou aos municípios de difícil acesso, cruzando rios e florestas para atender quem mais precisa.

Ancião Kaxinawá de 100 anos recebe atendimento especial para emissão da CIN em Santa Rosa do Purus. Foto: cedida

Após uma semana de intensos trabalhos em Jordão e Santa Rosa do Purus, a equipe vivenciou um momento de profunda emoção. Entre os beneficiários do atendimento gratuito, estava o senhor Leôncio Salomão Tomasa Kaxinawá. Com o rosto marcado pelo tempo e a sabedoria de quem atravessou um século de história na Amazônia, o ancião de 100 anos de idade foi o centro das atenções ao atualizar seu registro civil.

Para as comunidades indígenas e ribeirinhas, a CIN não é apenas um documento, é a chave de acesso a direitos fundamentais, benefícios sociais e à própria dignidade perante o Estado. A presença dos peritos papiloscopistas em solo indígena reforça o compromisso do governo do Acre em eliminar as barreiras geográficas que isolam esses cidadãos.

“Estou muito contente que vocês vieram até aqui. A gente fica velho e o corpo cansa de viajar para longe atrás de papel. Agora, com esse documento novo, eu sinto que ainda existo para o mundo e que o meu povo está sendo visto. É um orgulho ter meu nome direitinho agora”, afirmou o senhor Leôncio Kaxinawá, com um sorriso sereno após coletar suas impressões digitais.

Mutirão de cidadania garante emissão da nova identidade para 2 mil pessoas em municípios isolados. Foto: cedida

O trabalho nos municípios isolados exige uma logística complexa, envolvendo transporte aéreo e fluvial para levar equipamentos de alta tecnologia a locais onde a energia e a internet são limitadas. Para o diretor do Instituto de Identificação da PCAC, Júnior César da Silva, atender o senhor Leôncio é o símbolo do sucesso da missão.

“Ver o senhor Leôncio, com seus cem anos de vida, recebendo o atendimento na sua própria região é a maior recompensa para a nossa equipe. O nosso objetivo é exatamente este: humanizar a segurança pública e garantir que nenhum acreano, por mais distante que more, seja esquecido. A CIN é um direito de todos, e o Estado não medirá esforços para chegar até eles,” destacou o diretor.

A força-tarefa em Jordão e Santa Rosa do Purus encerra esta etapa com um balanço expressivo de alcance social. No total, o governo do Acre ofertou 2 mil atendimentos para a emissão da Carteira de Identidade Nacional (CIN), garantindo que uma parcela significativa da população local tenha acesso ao documento moderno e seguro.

Fonte: Governo AC

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