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Educação garante atendimento domiciliar a estudante com doença crônica no Acre
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Há cerca de dois anos, a vida da estudante da rede estadual do Acre, Lucimara Moura, mudou completamente. Ela recebeu o diagnóstico de diabetes tipo 1, doença autoimune crônica em que o sistema imunológico ataca células do pâncreas responsáveis pela produção de insulina. No caso da jovem, que hoje tem apenas 17 anos, a situação é grave.

A mãe, Marinez Moura, relata que a descoberta foi traumática: “Lembro que ela foi para a escola e me ligou dizendo que não conseguia voltar para a sala de aula por causa de uma dor terrível nas pernas. Levei ela na UPA, fizeram exames e, quando o bioquímico viu o resultado, saiu correndo atrás da médica porque ela estava com risco de infarto. Foi assim que descobrimos que era diabetes.”
A época do diagnóstico foi marcada pelo descontrole extremo da glicemia. A taxa variava de 600 a 700 e, em pouco tempo, caía para 40 ou 45, o que gerava o risco de coma tanto por hiperglicemia quanto por hipoglicemia. E mesmo durantes as internações prolongadas, Lucimara não desistia dos estudos. Até que chegou o momento em que ir para escola não era mais possível.

Foi nesse momento que o Atendimento Pedagógico Domiciliar (APD) tornou-se essencial para assegurar seu direito à educação e para que ela continuasse a ter sonhos. “Quero terminar meus estudos, entrar na faculdade e realizar meu sonho de cursar medicina veterinária”, relata a estudante.
O APD é um serviço educacional especializado desenvolvido na residência de alunos que, por prescrição médica, estão impossibilitados de frequentar a escola por motivo de doenças crônicas graves. Por tempo determinado, professores levam até a casa do estudante atividades, explicações e acompanhamento individualizado, garantindo acesso ao currículo e evitando evasão ou fracasso escolar.

Com Lucimara, quem faz esse acompanhamento é a professora Cristina Barroso, que encontrou a realização profissional no Atendimento Pedagógico Domiciliar. “Nossa convivência é recíproca. A Lucimara é dedicada e inteligente. Para mim, atuar no APD é gratificante, porque além de ensinar conteúdos, apoio a trajetória de vida da aluna”, conta.
Na rede estadual acreana, o atendimento é solicitado pela família mediante laudo médico e relatório pedagógico, assegurando a continuidade da escolarização formal com um currículo flexibilizado. No Acre, o serviço integra a rede por meio do Departamento de Educação Especial da Secretaria de Estado de Educação e Cultura (SEE)

Além do APD, o estado também conta com três classes hospitalares. As turmas funcionam no Hospital da Criança, no Hospital do Câncer (Unacon) e no Hospital de Saúde Mental (Hosmac), permitindo que alunos internados não percam o vínculo com a escola.
Para a mãe da Lucimara, o APD representa esperança em meio a luta. “O atendimento que a minha filha está tendo é algo que eu não tinha visto antes, e esse apoio faz toda a diferença”, relata.
Um tema em evidência
Histórias como a da Lucimara mostram como é importante a existência de políticas públicas que asseguram o direito à educação em situações de vulnerabilidade.

Em outubro, o Acre será palco de dois grandes eventos que aprofundam esse debate: o 3º Simpósio Internacional de Atendimento Escolar Hospitalar e Domiciliar e o 13º Encontro Nacional de Atendimento Escolar Hospitalar e Domiciliar, que reunirão especialistas do Brasil, Colômbia, Portugal, Moçambique e outros países parceiros.
Com o tema “A intersetorialidade dos atendimentos educacionais em classes hospitalares e domiciliares”, os eventos vão discutir práticas, pesquisas e experiências que transformam vidas de estudantes como Lucimara, fortalecendo o compromisso com a inclusão educacional e a garantia de direitos.
Os profissionais interessados devem se inscrever e submeter trabalhos científicos pelo link: https://forms.gle/Vcw5W8wmDqtzhSVC6.
Fonte: Governo AC
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Expoacre Juruá transforma tecnologia e cultura em lazer inclusivo para famílias
A Expoacre Juruá, em Cruzeiro do Sul, tem se destacado não apenas como vitrine agropecuária, mas também como espaço de inovação e lazer para toda a família. A Secretaria de Estado de Indústria, Ciência e Tecnologia do Acre (Seict) reuniu estandes voltados para crianças e jovens, com tecnologia, produtos em impressão 3D e atividades interativas que têm atraído grande público.
Espaço abrange jovens e crianças e é marcado por inclusão. Foto: Clemerson Ribeiro/SecomO espaço kids é um dos pontos mais movimentados da feira, reunindo brincadeiras que vão de pintura corporal a experiências com óculos de realidade virtual. Para os pais, é uma oportunidade de lazer e entretenimento enquanto visitam a segunda maior feira agropecuária do estado.
Kethyla Shawãdawa, monitora do espaço, explica que as atividades são voltadas para o desenvolvimento de habilidades motoras e cognitivas, além de incluir tecnologia.
“Tem sido um espaço muito especial. As crianças participam de oficinas de escultura com balões, de miçangas e de materiais recicláveis, onde podem criar brinquedos. Também oferecemos brincadeiras voltadas para o desenvolvimento cognitivo e da coordenação motora, além de pintura facial. A grande novidade é a experiência com óculos de realidade virtual, que permite aos pais acompanhar o que seus filhos estão vivenciando”, disse.
Segundo ela, o espaço tem recebido grande movimento todas as noites, com muitos pais participando junto aos filhos. “Foi pensado com carinho para que as crianças tenham um ambiente acolhedor e cheio de descobertas.”
Miguel aproveita óculos de realidade virtual. Foto: Clemerson Ribeiro/SecomInovação e inclusão
A dentista Jamile Feijó, mãe de Miguel Machado, de 7 anos, aprovou a iniciativa. “Estamos parando em todos os estandes para que ele possa conhecer e se divertir. Este espaço está muito interativo, ele está amando e está sendo incrível. Ainda vamos ver outros estandes”, contou.
Já Lacione Maia destacou o caráter inovador. “As brincadeiras, a forma como estão expostas e os instrutores são perfeitos, têm muito jeito com criança.”
Outro ponto de destaque é a preocupação com a inclusão. Darcinete Oliveira ressaltou que este ano há mais opções voltadas para crianças atípicas.
“Nos outros anos não víamos tantas atividades direcionadas a essa necessidade. Agora encontramos jogos e materiais inclusivos que estimulam a participação delas. Isso mostra uma preocupação maior com a diversidade e torna o evento ainda mais especial.”
Impressão 3D é um dos atrativos do estande voltado para tecnologia e inovação. Foto: Clemerson Ribeiro/SecomImpressão 3D e cultura local
Os estandes de tecnologia também chamam atenção. Laurênio de Souza ficou impressionado com os personagens criados em impressão 3D.
“É como uma escultura, lembra trabalhos antigos, mas hoje está mais acessível e até possível de encomendar. É um avanço para nossas cidades, porque antes só víamos pela internet ou televisão, e agora temos a oportunidade de acompanhar ao vivo. O trabalho está muito bonito, parabéns aos organizadores.”
Rodrigo Gomes, expositor, destacou o sucesso dos chaveiros sensoriais e dos “dummys”. Além disso, sua empresa Juruá 3D tem produzido peças que valorizam a identidade local.
Empresas também apostaram em produtos que ressaltam a identidade de Cruzeiro do Sul. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom“Queremos explorar a cultura do Juruá e desenvolver peças personalizadas que representem a região. Já fizemos chaveiros com a Catedral, árvores, casas de farinha e até saquinhos de farinha e açaí. São elementos culturais que fortalecem nossa tradição e permitem que o visitante leve um presente único e representativo da cidade.”
Tiago Lucena, coordenador do Laboratório de Biologia Animal e fundador da startup Jabotec 3D, reforçou o caráter inovador.
“Este ano trouxemos a Jabotec 3D, especializada em produtos personalizados em impressão 3D. Transformamos elementos da cultura pop em objetos colecionáveis e também aplicamos a tecnologia em materiais didáticos, que tornam as salas de aula mais interativas. Já validamos resultados com aumento de até 60% nas notas dos alunos.”
Analice foi visitar a feira apenas para adquirir seus personagens preferidos. Foto: Clemerson Ribeiro/SecomEncanto para jovens
Analice do Nascimento, de 11 anos, ficou encantada com os espaços voltados para colecionadores.
“Estou começando a me apaixonar por essas figuras e vim preparada para adquirir algumas peças. Ontem comprei uma Hello Kitty e hoje levei um Pikachu. São produtos que remetem à infância e despertam muito interesse.”
Ela destacou que o evento é uma oportunidade para conhecer novidades e investir em itens que antes só acompanhava à distância. “É um espaço que atrai jovens e adultos, e que valoriza esse universo cultural de forma acessível.”
Foto: Clemerson Ribeiro/Secom
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