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Em Xapuri, governadora em exercício Mailza participa de cerimônia de destinação de imóveis da União para Estado

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A governadora em exercício Mailza Assis participou, nesta quinta-feira, 6, da cerimônia de entregas de imóveis da União, por meio do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) e da Secretaria do Patrimônio da União (SPU), ao governo do Estado, no Aeródromo de Xapuri.

Na cerimônia, foram doados imóveis, no âmbito do Programa Imóvel da Gente, voltados à educação, inclusão social e segurança alimentar.

A governadora destaca que a cessão e a doação dos imóveis possibilita novos investimentos. “Estamos recebendo esse repasse da União para o governo do Estado, que acomoda nosso Aeródromo e Corpo de Bombeiros, onde o governo já faz uma gestão desse espaço e nós queremos agradecer. A partir de agora, novos investimentos poderão ser feitos nessa área e isso reforça nosso compromisso e cooperação entre Estado e União”, afirma.

Governadora ressaltou a importância da parceria entre Estado e União. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom

O superintendente do Patrimônio da União (SPU), Tiago Mourão, ressalta que foram destinados cinco imóveis da União. “Um dos imóveis é o aeródromo, que tem a cooperação do Corpo de Bombeiros, e um bairro que se chama Mutirão, onde vai ser feita uma regularização fundiária por parte do Iteracre. Em Rio Branco, vai ser feita uma destinação de um terreno para uma construção de uma escola integral, obra do novo PAC [Programa de Aceleração do Crescimento], e temos também uma área onde serão feitos laboratórios tecnológicos, que serão entregues ao Ieptec, além de um terreno para uma cozinha comunitária”, explica.

Aeródromo e Regularização Fundiária

Um dos imóveis recebidos pelo governo do Estado garante a regularização do Aeródromo de Xapuri e estrutura para o Corpo de Bombeiros, que visa construção de piscina semiolímpica, campo de areia e uma quadra poliesportiva. Além disso, a doação do imóvel tem como encargo a Regularização Fundiária de Interesse Social, que beneficia 250 famílias.

Aeródromo de Xapuri foi regularizado. Foto: Alefson Domingos/Secom

Jorge Alves Ferreira, morador do bairro Mutirão há 25 anos, expressou gratidão pelo momento. “É um prazer muito grande receber esse título definitivo, mesmo que de forma simbólica, mas com um significado muito grande. Hoje é dia de celebrar, um dia de festa, porque a gente está há muito tempo no Mutirão aguardando por esse momento. A gente se sente muito grato, é de fato uma doação do governo federal para o estado para a gente poder ter o nosso título definitivo”, disse.

Jorge Alves expressou sua gratidão pela iniciativa do governo do Acre. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom

Gabriela Câmara, presidente do Instituto de Terras do Acre (Iteracre), explica que com a doação do imóvel para o governo, o Iteracre vai atualizar o cadastro que foi realizado pelas famílias. “Vamos fazer o parcelamento do solo, desmembrando a área do aeródromo, do Corpo de Bombeiros e do bairro Mutirão, para que as famílias sejam regularizadas, com a segurança jurídica que elas merecem”, destaca.

Presidente do Iteracre, Gabriela Câmara, frisou que a doação foi importante para o processo de regularização. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom

Juntos pelo Acre

O governo do Estado também recebeu um imóvel que será destinado para instalação da Cozinha Comunitária Mãos Amigas – Juntos pelo Acre – Cuidando de Pessoas, e deve produzir até 500 refeições diárias, destinadas prioritariamente a famílias de

Além disso, o projeto prevê oficinas de capacitação em manipulação de alimentos, reaproveitamento alimentar e boas práticas de cozinha; espaço de convivência comunitária, aberto a projetos sociais e atividades educativas e articulação com políticas públicas de assistência social, saúde e cidadania.

O imóvel está localizado em área estratégica, na Rua Chile, 28, Lote nº 9, Bairro Habitasa, em Rio Branco, e contará com cozinha industrial equipada, área de armazenamento, refeitório, sanitários adaptados, sala de capacitação e área externa de apoio, que integrarão as ações do Programa Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional.

Escola de Tempo Integral

Um terreno de 11.896 m² foi cedido ao governo do Estado para a construção de uma Escola de Tempo Integral, com 13 salas de aula, biblioteca, laboratórios e quadra coberta, no âmbito do Programa de Expansão das Escolas de Tempo Integral do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), equipada para atender estudantes do ensino fundamental e médio.

O projeto, que representa um marco no ensino integral do Acre, reafirma o compromisso do governo com a educação, ampliando a oferta de vagas na rede pública estadual. O imóvel está localizado na Rodovia AC-40, 795, Loteamento Santa Helena, em Rio Branco.

Laboratórios Tecnológicos

O Instituto Estadual de Educação Profissional e Tecnológica do Acre (Ieptec) vai receber uma área de 71.990 m², localizado na Rodovia AC-40, Loteamento Santa Helena, em Rio Branco, para construção de três laboratórios tecnológicos nas áreas de piscicultura, informática e agronegócio. O complexo educacional apoiará a formação técnica e superior, através da inovação e de oportunidades de trabalho.

O projeto prevê um laboratório de piscicultura com tanques experimentais, estações de análise de qualidade da água e espaços de reprodução e alimentação de peixes; laboratório de informática com salas climatizadas, racks de servidores e estações de trabalho modernas para formação em tecnologia e inovação; laboratório de agronegócio com salas de análise de solo e sementes, e áreas destinadas a práticas de controle de pragas e simulações produtivas.

A cerimônia contou com a presença do secretário de Governo, Luiz Calixto, secretária adjunta do Patrimônio da União, Alessandra D’avila, Raimundão Mendes, do vice-prefeito de Xapuri, Vânio Miranda, e outras autoridades.

Fonte: Governo AC

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Povo Noke Koî preserva tradição do kambô e fortalece proteção da floresta no Acre

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Na Amazônia acreana, em Cruzeiro do Sul, onde a floresta permanece em pé graças à relação ancestral entre os povos indígenas e a natureza, o povo Noke Koî mantém viva uma das mais importantes medicinas tradicionais da floresta: o kambô, conhecimento sagrado transmitido pelos ancestrais há gerações.

Conhecida como “vacina do sapo”, a prática indígena utiliza a secreção da rã, aplicada em pequenas queimaduras na pele (geralmente braço ou perna) com o objetivo de revigorar o corpo e curar doenças. Para os Noke Koî da aldeia Sumaúma, muito mais do que medicina tradicional e cura física; ela simboliza proteção espiritual, fortalecimento do corpo, equilíbrio emocional e conexão com a natureza.

Sapo de cor verde brilhante vive principalmente na selva amazônica do Acre. Foto: Cleiton Lopes/Secom

O cacique Mõcha Noke Koî explica que o kambô é um ensinamento ancestral deixado pelos antigos e guiado pelo grande espírito.

“Para nós, o kambô é uma medicina sagrada ensinada pelo grande espírito. Ele traz força, coragem, alegria e limpa o pensamento e a espiritualidade. Desde as crianças pequenas, nosso povo utiliza o kambô como proteção espiritual e fortalecimento do corpo. É uma energia muito forte que vem da floresta e do espírito da medicina”, relata.

Cacique Mõcha Noke Koî segura o animal demonstrando respeito. Foto: Cleiton Lopes/Secom

Segundo o cacique, o conhecimento sobre a aplicação da medicina atravessa gerações e carrega um profundo compromisso de respeito à natureza.

“A medicina kambô é espírito de proteção. Desde o surgimento, nossos bisavôs e tataravôs preservam, cuidam e respeitam essa medicina. Não é só o kambô. Preservar o kambô é preservar a Amazônia, preservar as plantas, a vida e o planeta. O kambô vive perto das nossas casas porque nosso povo protege e respeita a natureza e a criação do grande espírito”, afirma.

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Preservação da floresta está diretamente ligada à continuidade da medicina ancestral. Foto: Cleiton Lopes/Secom

Para os Noke Koî, a preservação da floresta está diretamente ligada à continuidade da medicina ancestral. A retirada da secreção do kambô acontece sem causar danos ao animal, reforçando uma relação de equilíbrio com a biodiversidade amazônica.

Mõcha alerta ainda para o uso inadequado da medicina fora dos territórios indígenas e destaca a importância do conhecimento tradicional para a aplicação correta do kambô.

“Hoje muita gente no mundo usa o kambô, mas sem preparo e sem conhecer a tradição. A medicina não é brincadeira. A gente pode brincar com a medicina, mas a medicina não brinca com a gente. Nosso povo aprendeu com o espírito da medicina a maneira correta de aplicar. Por isso respeitamos e preservamos esse conhecimento ancestral”, destaca.

Primeiro Festival Noke Koî – União dos Povos. Foto: Cleiton Lopes/Secom

De acordo com o cacique, entre os Noke Koî, o kambô faz parte da formação espiritual e cultural do povo desde a infância. Os ensinamentos tradicionais orientam a aplicação da medicina em homens, mulheres e crianças, sempre conduzida por pajés e curandeiros preparados espiritualmente.

Brincadeiras do Festival Noke Koî. Foto: Cleiton Lopes/Secom

A secretária extraordinária dos Povos Indígenas do Acre, Francisca Arara, ressalta que o kambô integra um conjunto de conhecimentos ancestrais utilizados historicamente pelos povos indígenas muito antes da medicina farmacêutica chegar às aldeias.

Titular da Secretaria de Povos Indígenas do Acre, Francisca Arara destaca que a medicina tradicional está ligada à preservação das matas.  Foto: Cleiton Lopes/Secom

“Os povos indígenas, desde a origem, utilizam muitos conhecimentos tradicionais para cura e fortalecimento espiritual. Um deles é o kambô, que no nosso povo também chamamos de kampô, por conta da língua Pano. Minha mãe conta que meu avô utilizava o kampô para tirar a preguiça, o cansaço e fortalecer os homens antes da caça. Era uma forma de limpar as energias ruins e fortalecer o corpo e o espírito”, explica.

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Francisca também destaca que a medicina tradicional está diretamente ligada à preservação da fauna e da floresta amazônica.

“Ninguém mata esse sapo. Nosso povo protege, porque ele faz parte da nossa ciência ancestral. Além da medicina, ele também avisa sobre a mudança do tempo, quando chegam o inverno e o verão. Por isso é muito importante preservar a fauna, a flora e os animais da floresta. O kampô é uma cura espiritual, para tirar tudo que é ruim de dentro da gente”, afirma.

Preservar o kambô, para os povos indígenas do Acre é manter viva uma sabedoria ancestral. Foto: Cleiton Lopes/Secom

Em um estado reconhecido pela preservação ambiental, com mais de 84% das floresta nativa intacta, os conhecimentos indígenas seguem sendo fundamentais para a proteção da Amazônia. Nas aldeias acreanas, tradição, espiritualidade e sustentabilidade caminham juntas.

Povos indígenas do Acre contribuem para a preservação da floresta em pé. Foto: Cleiton Lopes/Secom

Em cada ritual, canto e ensinamento repassado pelos anciãos, o povo Noke Koî reafirma que a floresta não é apenas território: é espírito, memória e vida. Preservar o kambô, para eles, é manter viva uma sabedoria ancestral que continua ensinando ao mundo sobre cuidado, equilíbrio e respeito à natureza.

Fonte: Governo AC

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