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Governadora em exercício Mailza recebe deputados da base do governo para reforçar diálogo e união pelo Acre

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A governadora do Acre em exercício Mailza Assis recebeu em Rio Branco nesta quarta-feira, 12, em seu gabinete, recentemente inaugurado, uma visita de cortesia de parlamentares que compõem a base do governo na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac). O encontro foi marcado pelo diálogo, pela demonstração de unidade entre os poderes e pela reafirmação do compromisso conjunto em prol do desenvolvimento do estado.

Mailza recebeu visita de cortesia de deputados da base do governo na Aleac. Foto: Neto Lucena/Secom

Estiveram presentes o presidente da Aleac, Nicolau Júnior; o primeiro-secretário Luiz Gonzaga; o líder do governo Manoel Moraes e os deputados Afonso Fernandes, Arlenilson Cunha, Eduardo Ribeiro, André da Droga Vale, Maria Antônia, Gene Diniz, Pedro Longo, Tadeu Hassem, Clodoaldo Rodrigues, Adailton Cruz, Chico Viga e Marcos Cavalcante, totalizando 15 dos 24 parlamentares estaduais. Também participou da reunião o secretário de Governo, Luiz Calixto e o vereador de Tarauacá, Pastor Acirlenildo.

Durante o encontro, os deputados destacaram o espírito de cooperação que tem pautado a relação entre o Executivo e o Legislativo. O presidente da Aleac, Nicolau Júnior, ressaltou a importância da parceria.

Líder do governo na Aleac, deputado Manoel Moraes e presidente da Aleac, Nicolau Júnior, estiveram presentes no encontro com Mailza Assis. Foto: Neto Lucena/Secom

“O Poder Legislativo tem andado lado a lado com o governo do Estado, porque entendemos que essa união resulta em bons projetos, políticas públicas e ações fundamentais para o desenvolvimento do Acre. A reunião de hoje com a Mailza, que  está como governadora em exercício, demonstra isso e reafirma não só o meu compromisso, mas de todos os deputados estaduais com o governo e com a população. Estaremos caminhando juntos e unindo esforços pra melhorar a vida das pessoas no Acre”, afirmou.

Mailza reforçou o compromisso com o diálogo e a parceria com o Legislativo. Foto: Neto Lucena/Secom

O vice-presidente da Aleac, Pedro Longo, destacou o respeito institucional da reunião. “Esta visita é muito importante e tem um simbolismo, porque hoje a nossa vice está como governadora em exercício e convidou toda a bancada aqui para um diálogo. Isso demonstra o gesto de respeito ao Parlamento. Sabemos que o Parlamento acreano tem sido parceiro do governo, tem ajudado na aprovação de matérias importantes para a nossa população, e esse evento de hoje tem caráter de aproximação e de reforçar os laços, sempre buscando aquilo que é melhor para a população”.

Deputado Manoel Moraes disse que aproximação com o governo “é fundamental”. Foto: Neto Lucena/Secom

O líder do governo na Aleac, Manoel Moraes, enfatizou o gesto de aproximação e a sintonia da base com a gestão. “Parabenizo a governadora em exercício por esse convite. Essa aproximação é fundamental. Nós, da base, estamos unidos, ajudando o governo na aprovação de matérias importantes e torcendo para que tudo dê certo. Temos convicção de que esse trabalho conjunto vai continuar rendendo bons frutos para o Acre”, avaliou.

Para Mailza, o encontro representa o compromisso de diálogo e parceria que tem guiado o governo. “Hoje estamos recebendo os deputados; é importante essa participação e esse alinhamento com a base da Assembleia Legislativa junto ao governo, e também foi um momento de apresentar a eles o novo gabinete, a estrutura, colocar à disposição e estar sempre unidos, governo do Estado e os nossos deputados estaduais, procurando fazer um trabalho que atenda toda a população acreana.  A união entre os poderes é essencial para que possamos seguir firmes, com responsabilidade e propósito, construindo um Acre mais próspero”.

Fonte: Governo AC

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Povo Noke Koî preserva tradição do kambô e fortalece proteção da floresta no Acre

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Na Amazônia acreana, em Cruzeiro do Sul, onde a floresta permanece em pé graças à relação ancestral entre os povos indígenas e a natureza, o povo Noke Koî mantém viva uma das mais importantes medicinas tradicionais da floresta: o kambô, conhecimento sagrado transmitido pelos ancestrais há gerações.

Conhecida como “vacina do sapo”, a prática indígena utiliza a secreção da rã, aplicada em pequenas queimaduras na pele (geralmente braço ou perna) com o objetivo de revigorar o corpo e curar doenças. Para os Noke Koî da aldeia Sumaúma, muito mais do que medicina tradicional e cura física; ela simboliza proteção espiritual, fortalecimento do corpo, equilíbrio emocional e conexão com a natureza.

Sapo de cor verde brilhante vive principalmente na selva amazônica do Acre. Foto: Cleiton Lopes/Secom

O cacique Mõcha Noke Koî explica que o kambô é um ensinamento ancestral deixado pelos antigos e guiado pelo grande espírito.

“Para nós, o kambô é uma medicina sagrada ensinada pelo grande espírito. Ele traz força, coragem, alegria e limpa o pensamento e a espiritualidade. Desde as crianças pequenas, nosso povo utiliza o kambô como proteção espiritual e fortalecimento do corpo. É uma energia muito forte que vem da floresta e do espírito da medicina”, relata.

Cacique Mõcha Noke Koî segura o animal demonstrando respeito. Foto: Cleiton Lopes/Secom

Segundo o cacique, o conhecimento sobre a aplicação da medicina atravessa gerações e carrega um profundo compromisso de respeito à natureza.

“A medicina kambô é espírito de proteção. Desde o surgimento, nossos bisavôs e tataravôs preservam, cuidam e respeitam essa medicina. Não é só o kambô. Preservar o kambô é preservar a Amazônia, preservar as plantas, a vida e o planeta. O kambô vive perto das nossas casas porque nosso povo protege e respeita a natureza e a criação do grande espírito”, afirma.

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Preservação da floresta está diretamente ligada à continuidade da medicina ancestral. Foto: Cleiton Lopes/Secom

Para os Noke Koî, a preservação da floresta está diretamente ligada à continuidade da medicina ancestral. A retirada da secreção do kambô acontece sem causar danos ao animal, reforçando uma relação de equilíbrio com a biodiversidade amazônica.

Mõcha alerta ainda para o uso inadequado da medicina fora dos territórios indígenas e destaca a importância do conhecimento tradicional para a aplicação correta do kambô.

“Hoje muita gente no mundo usa o kambô, mas sem preparo e sem conhecer a tradição. A medicina não é brincadeira. A gente pode brincar com a medicina, mas a medicina não brinca com a gente. Nosso povo aprendeu com o espírito da medicina a maneira correta de aplicar. Por isso respeitamos e preservamos esse conhecimento ancestral”, destaca.

Primeiro Festival Noke Koî – União dos Povos. Foto: Cleiton Lopes/Secom

De acordo com o cacique, entre os Noke Koî, o kambô faz parte da formação espiritual e cultural do povo desde a infância. Os ensinamentos tradicionais orientam a aplicação da medicina em homens, mulheres e crianças, sempre conduzida por pajés e curandeiros preparados espiritualmente.

Brincadeiras do Festival Noke Koî. Foto: Cleiton Lopes/Secom

A secretária extraordinária dos Povos Indígenas do Acre, Francisca Arara, ressalta que o kambô integra um conjunto de conhecimentos ancestrais utilizados historicamente pelos povos indígenas muito antes da medicina farmacêutica chegar às aldeias.

Titular da Secretaria de Povos Indígenas do Acre, Francisca Arara destaca que a medicina tradicional está ligada à preservação das matas.  Foto: Cleiton Lopes/Secom

“Os povos indígenas, desde a origem, utilizam muitos conhecimentos tradicionais para cura e fortalecimento espiritual. Um deles é o kambô, que no nosso povo também chamamos de kampô, por conta da língua Pano. Minha mãe conta que meu avô utilizava o kampô para tirar a preguiça, o cansaço e fortalecer os homens antes da caça. Era uma forma de limpar as energias ruins e fortalecer o corpo e o espírito”, explica.

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Francisca também destaca que a medicina tradicional está diretamente ligada à preservação da fauna e da floresta amazônica.

“Ninguém mata esse sapo. Nosso povo protege, porque ele faz parte da nossa ciência ancestral. Além da medicina, ele também avisa sobre a mudança do tempo, quando chegam o inverno e o verão. Por isso é muito importante preservar a fauna, a flora e os animais da floresta. O kampô é uma cura espiritual, para tirar tudo que é ruim de dentro da gente”, afirma.

Preservar o kambô, para os povos indígenas do Acre é manter viva uma sabedoria ancestral. Foto: Cleiton Lopes/Secom

Em um estado reconhecido pela preservação ambiental, com mais de 84% das floresta nativa intacta, os conhecimentos indígenas seguem sendo fundamentais para a proteção da Amazônia. Nas aldeias acreanas, tradição, espiritualidade e sustentabilidade caminham juntas.

Povos indígenas do Acre contribuem para a preservação da floresta em pé. Foto: Cleiton Lopes/Secom

Em cada ritual, canto e ensinamento repassado pelos anciãos, o povo Noke Koî reafirma que a floresta não é apenas território: é espírito, memória e vida. Preservar o kambô, para eles, é manter viva uma sabedoria ancestral que continua ensinando ao mundo sobre cuidado, equilíbrio e respeito à natureza.

Fonte: Governo AC

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