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Governadora Mailza entrega kits escolares e fortalece a educação em Rodrigues Alves
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Durante agenda em Rodrigues Alves, nesta sexta-feira, 24, a governadora Mailza Assis, entregou 5.409 kits escolares aos estudantes das redes estadual e municipal de ensino. A iniciativa reforça o compromisso do Estado com a melhoria da qualidade da educação, proporcionando aos alunos recursos essenciais para o desenvolvimento das atividades escolares.
Mailza entrega kits escolares em Rodrigues Alves. Foto: Neto Lucena/SecomA atividade, realizada na quadra coberta da Escola de Tempo Integral Padre Trindade, contou com investimento total de R$ 336.277,53 e alcançará 3.645 alunos da rede estadual e 1.764 da rede municipal. Na oportunidade também foram entregues 2 barcos, 3 motores e 1 motocicleta, frutos de emenda parlamentar da então senadora Mailza Assis e reforçarão as ações sociais no município.
Mais de 5 mil kits foram entregues. Foto: Marcos Santos/SecomDurante o evento, a governadora destacou o compromisso do governo com a educação:
“Hoje estamos aqui para entregar esses 5.409 kits escolares e dizer que estamos investindo na educação em todo Acre. Vamos atender as redes estadual e municipal e dar esse apoio, que vai fortalecer o trabalho em sala de aula e ajudar às famílias”, frisou Mailza.
“Vamos fortalecer o trabalho na sala de aula e ajudar as famílias”. Foto: Marcos Santos/SecomMailza ainda reiterou sua gratidão aos que fazem a diferença na vida das pessoas através da educação:
“Agradeço aos profissionais de educação, pais dos alunos e toda comunidade escolar, pela dedicação e valorização do ensino nas escolas públicas. Obrigado a vocês alunos, aos pais aqui presentes. Obrigado aos profissionais da educação pelo carinho e zelo ao cuidar da aprendizagem de nossos pequenos de Rodrigues Alves”, finalizou.
Presente na solenidade, o secretário de Estado de Educação, Reginaldo Prates, exaltou o esforço do governo em atender todos os municípios do Acre:
“Hoje estamos aqui, celebrando essa entrega dos materiais escolares, tanto para as escolas da rede municipal, quanto para as da rede estadual, registrando, pela primeira vez, essa marca positiva para o governo do Acre. Seguimos avançando na melhoria da nossa educação”, ressaltou.
Titular da pasta, Prates celebra a entrega dos kits. Foto: Neto Lucena/SecomO prefeito Salatiel Magalhães agradeceu a parceria do governo e externou sua alegria durante a entrega dos kits escolares:
“Obrigado governadora Mailza. Essa parceria ajuda nossa população e nos deixa orgulhosos de todo nosso trabalho em prol da população e, poder ajudar essas crianças, é motivador para seguirmos trabalhando”, afirmou o prefeito.
O governo do Acre está chegando em todos os municípios com investimentos na educação, contribuindo para melhorar a qualidade do ensino e mudar a vida das pessoas.
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Povo Noke Koî preserva tradição do kambô e fortalece proteção da floresta no Acre
Na Amazônia acreana, em Cruzeiro do Sul, onde a floresta permanece em pé graças à relação ancestral entre os povos indígenas e a natureza, o povo Noke Koî mantém viva uma das mais importantes medicinas tradicionais da floresta: o kambô, conhecimento sagrado transmitido pelos ancestrais há gerações.
Conhecida como “vacina do sapo”, a prática indígena utiliza a secreção da rã, aplicada em pequenas queimaduras na pele (geralmente braço ou perna) com o objetivo de revigorar o corpo e curar doenças. Para os Noke Koî da aldeia Sumaúma, muito mais do que medicina tradicional e cura física; ela simboliza proteção espiritual, fortalecimento do corpo, equilíbrio emocional e conexão com a natureza.

O cacique Mõcha Noke Koî explica que o kambô é um ensinamento ancestral deixado pelos antigos e guiado pelo grande espírito.
“Para nós, o kambô é uma medicina sagrada ensinada pelo grande espírito. Ele traz força, coragem, alegria e limpa o pensamento e a espiritualidade. Desde as crianças pequenas, nosso povo utiliza o kambô como proteção espiritual e fortalecimento do corpo. É uma energia muito forte que vem da floresta e do espírito da medicina”, relata.

Segundo o cacique, o conhecimento sobre a aplicação da medicina atravessa gerações e carrega um profundo compromisso de respeito à natureza.
“A medicina kambô é espírito de proteção. Desde o surgimento, nossos bisavôs e tataravôs preservam, cuidam e respeitam essa medicina. Não é só o kambô. Preservar o kambô é preservar a Amazônia, preservar as plantas, a vida e o planeta. O kambô vive perto das nossas casas porque nosso povo protege e respeita a natureza e a criação do grande espírito”, afirma.

Para os Noke Koî, a preservação da floresta está diretamente ligada à continuidade da medicina ancestral. A retirada da secreção do kambô acontece sem causar danos ao animal, reforçando uma relação de equilíbrio com a biodiversidade amazônica.
Mõcha alerta ainda para o uso inadequado da medicina fora dos territórios indígenas e destaca a importância do conhecimento tradicional para a aplicação correta do kambô.
“Hoje muita gente no mundo usa o kambô, mas sem preparo e sem conhecer a tradição. A medicina não é brincadeira. A gente pode brincar com a medicina, mas a medicina não brinca com a gente. Nosso povo aprendeu com o espírito da medicina a maneira correta de aplicar. Por isso respeitamos e preservamos esse conhecimento ancestral”, destaca.

De acordo com o cacique, entre os Noke Koî, o kambô faz parte da formação espiritual e cultural do povo desde a infância. Os ensinamentos tradicionais orientam a aplicação da medicina em homens, mulheres e crianças, sempre conduzida por pajés e curandeiros preparados espiritualmente.

A secretária extraordinária dos Povos Indígenas do Acre, Francisca Arara, ressalta que o kambô integra um conjunto de conhecimentos ancestrais utilizados historicamente pelos povos indígenas muito antes da medicina farmacêutica chegar às aldeias.

“Os povos indígenas, desde a origem, utilizam muitos conhecimentos tradicionais para cura e fortalecimento espiritual. Um deles é o kambô, que no nosso povo também chamamos de kampô, por conta da língua Pano. Minha mãe conta que meu avô utilizava o kampô para tirar a preguiça, o cansaço e fortalecer os homens antes da caça. Era uma forma de limpar as energias ruins e fortalecer o corpo e o espírito”, explica.
Francisca também destaca que a medicina tradicional está diretamente ligada à preservação da fauna e da floresta amazônica.
“Ninguém mata esse sapo. Nosso povo protege, porque ele faz parte da nossa ciência ancestral. Além da medicina, ele também avisa sobre a mudança do tempo, quando chegam o inverno e o verão. Por isso é muito importante preservar a fauna, a flora e os animais da floresta. O kampô é uma cura espiritual, para tirar tudo que é ruim de dentro da gente”, afirma.

Em um estado reconhecido pela preservação ambiental, com mais de 84% das floresta nativa intacta, os conhecimentos indígenas seguem sendo fundamentais para a proteção da Amazônia. Nas aldeias acreanas, tradição, espiritualidade e sustentabilidade caminham juntas.

Em cada ritual, canto e ensinamento repassado pelos anciãos, o povo Noke Koî reafirma que a floresta não é apenas território: é espírito, memória e vida. Preservar o kambô, para eles, é manter viva uma sabedoria ancestral que continua ensinando ao mundo sobre cuidado, equilíbrio e respeito à natureza.
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Foto: Marcos Santos/Secom
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Foto: Cleiton Lopes
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Foto: Cleiton Lopes
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