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Governo do Acre distribui DIU Mirena e Implanon de forma gratuita nos municípios
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O governo do Acre, por meio da Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre), em parceria com as secretarias municipais de saúde, está executando o programa “Adolescência primeiro, gravidez depois”. A ação tem como principal objetivo reduzir o índice de gravidez não intencional na adolescência e ofertar contraceptivos de longa duração. O Acre é pioneiro na distribuição gratuita dos métodos DIU Hormonal Mirena e Implanon para o público-alvo de 14 a 19 anos.
O projeto surgiu no setor de Saúde de Adolescentes da Sesacre, em parceria com o Comitê do Orçamento da Criança e do Adolescente (OCAD), presidido pela vice-governadora Mailza Assis. O programa, desenvolvido com recursos do comitê, está em execução há um ano no estado e iniciou o projeto-piloto nos municípios de Jordão, Tarauacá, Manoel Urbano, Marechal Thaumaturgo, Rio Branco e Porto Walter, regiões que registraram os maiores índices de gestação não intencional entre jovens.
Segundo Luciana Freire, coordenadora de Saúde de Adolescentes e Jovens da Sesacre, a iniciativa colocou o Acre como referência nacional em prevenção e conscientização sobre gravidez precoce. “Enquanto no restante do país a oferta de Implanon começou apenas em 2025, o governo do Acre já distribuía o Implanon e o DIU Mirena. O Estado comprou os contraceptivos, capacitou os profissionais e, em parceria com as secretarias municipais, passou a disponibilizar o serviço nas unidades básicas. Pensando também na média e alta complexidade, o projeto realiza o implante em mães da Maternidade Bárbara Heliodora, prevenindo futuras gestações”, destacou Luciana.
Projeto está sendo executado há 1 ano no estado, com investimento inicial superior a R$ 2,4 milhões. Foto: Ingrid Kelly/SecomCom investimento inicial superior a R$ 2,4 milhões, o programa busca reduzir os índices de gravidez na adolescência, garantindo o direito à saúde sexual e reprodutiva de jovens de 14 a 19 anos.
A adolescente Maria Ferreira (nome fictício), de 16 anos, relatou o quanto o acesso gratuito ao método contraceptivo traz mais segurança. “É muito bom poder implantar o DIU Mirena de forma gratuita, porque evita a gravidez e muitas meninas falam que ele é eficaz e de longa duração. Antes de vir, conversei com a minha mãe, que me orientou. Aqui na unidade também recebi explicações sobre o DIU e os riscos de não se prevenir. E o melhor é que tudo é gratuito”, enfatizou.
O médico Pedro Gomes explicou o funcionamento e os benefícios do método. “O DIU é um dispositivo inserido no útero para prevenir a gravidez. Ele permite que a mulher escolha quando deseja engravidar, aguardando o momento certo. O DIU Mirena também controla o sangramento, podendo ser usado como tratamento por mulheres com fluxo menstrual intenso, entre outras situações. É importante ressaltar que o DIU evita a gestação, mas não previne outras doenças. Por isso, incentivamos a proteção combinada: usar o DIU e manter o uso do preservativo para prevenir infecções sexualmente transmissíveis”, reforçou o médico.
“O DIU evita a gestação, mas não previne outras doenças. Por isso, incentivamos a proteção combinada”. Foto: Dhárcules Pinheiro/SecomDiante da dificuldade de acesso de parte da população à capital ou ao serviço em municípios que ainda não ofertam o programa, a Sesacre iniciará mutirões em parceria com as prefeituras, garantindo que adolescentes sejam contempladas com o DIU Mirena e o Implanon. Além disso, novas capacitações serão realizadas para qualificar equipes de saúde responsáveis pelos implantes.
Contraceptivos
O DIU Mirena, método contraceptivo altamente eficaz e de longa duração, utiliza hormônio liberado continuamente (levonorgestrel) diretamente no útero, com duração de até 8 anos.
O Implanon é um implante subdérmico flexível, inserido com anestesia local, que libera continuamente o hormônio etonogestrel na corrente sanguínea, garantindo proteção por até 3 anos.
Fonte: Governo AC
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Realizado pelo governo do Acre, evento sobre igualdade de gênero e liderança feminina com a ministra Cármen Lúcia e a coronel Marta Renata reúne centenas de pessoas
Centenas de pessoas participaram, nesta quinta-feira, 25, do evento “Vamos falar de igualdade de gênero e liderança feminina”, realizado pelo governo do Acre, por meio da Secretaria de Estado de Governo (Segov), como parte do programa Desperte a Liderança que Existe em Você.
A programação foi marcada por palestras emocionantes e inspiradoras que tocaram o público presente. A primeira com a comandante-geral da Polícia Militar do Acre, coronel Marta Renata, seguida da palestra proferida pela ministra do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia.

Sediado no auditório da OAB-Acre, o encontro reuniu autoridades, estudantes e representantes de diversas instituições em um momento de reflexão, aprendizado e inspiração sobre os avanços e desafios enfrentados pelas mulheres na sociedade brasileira.
Ao dar as boas-vindas aos participantes, o secretário de Governo, Luiz Calixto, destacou o momento histórico vivido pelo Acre e a importância de ampliar os espaços de participação feminina.
“O Acre vive um momento histórico. Pela segunda vez em 64 anos de autonomia política, temos uma mulher à frente do governo do Estado. Esse contexto nos convida a fortalecer cada vez mais a liderança feminina e a ampliar a participação das mulheres nos espaços de decisão”, afirmou.

O secretário também ressaltou o compromisso da gestão estadual com o fortalecimento das lideranças femininas e enalteceu a governadora Mailza Assis, que não pôde estar presente por cumprir agenda internacional durante a Semana do Meio Ambiente, em Londres.
Entre as autoridades estavam a ex-governadora Iolanda Fleming, primeira mulher a governar um estado brasileiro; a presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Acre (TRE-AC), desembargadora Waldirene Cordeiro; a deputada federal Antônia Lúcia; a presidente do Conselho Estadual dos Direitos da Mulher (Cedim/AC), Geovana Castelo Branco; representantes da OAB Acre, do Ministério Público do Acre (MPAC) e do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC), da Polícia Militar, do Corpo de Bombeiros, além de estudantes e professores dos cursos de Direito da Universidade Federal do Acre (Ufac), da Faculdade Anhanguera e da Estácio Unimeta.

Também participaram do evento a secretária de Estado da Mulher, Simone Santiago; a secretária dos Povos Indígenas, Francisca Arara; a presidente do Procon-Acre, Alana Albuquerque, entre outros servidores de órgãos e instituições e o público interessado na temática.
Em sua palestra, a coronel Martha Renata compartilhou os desafios enfrentados para se tornar a primeira mulher a comandar a Polícia Militar do Acre e refletiu sobre as barreiras culturais que ainda limitam a ascensão feminina aos espaços de poder.
“Ser a primeira mulher a comandar a Polícia Militar do Acre é uma honra, mas também uma grande responsabilidade. Sei que minha trajetória abre caminhos para que outras mulheres possam sonhar e ocupar espaços que durante muito tempo lhes foram negados”, destacou.

Ao abordar as desigualdades de gênero, a comandante-geral chamou atenção para a forma como a autoridade feminina ainda é percebida pela sociedade. “Muitas vezes, a sociedade legitima a autoridade da mulher apenas quando ela está restrita ao ambiente doméstico e familiar. Quando ela ocupa espaços de poder e decisão, ainda enfrenta resistência e preconceito”.
A coronel também destacou a necessidade de reconhecer a contribuição das mulheres em todos os setores. “As atividades desempenhadas pelas mulheres não são invisíveis. Elas são invisibilizadas. Existe uma diferença importante entre não existir e não ser reconhecida”.

Em sua palestra, a ministra Cármen Lúcia abordou a trajetória das mulheres na conquista de direitos e espaços de liderança. Segundo ela, embora a Constituição Federal estabeleça a igualdade entre homens e mulheres, essa ainda não é uma realidade plena no Brasil. “A luta por espaços de liderança continua porque a igualdade ainda não aconteceu. É um processo lento, que exige persistência e compromisso permanente.”
A ministra destacou ainda que a defesa dos direitos das mulheres não é uma pauta concluída, mas uma construção contínua da sociedade. “A luta por direitos é uma conquista permanente.”
Ao tratar da violência contra a mulher, Cármen Lúcia classificou o feminicídio como uma das maiores mazelas sociais da atualidade. Em um dos momentos mais emocionantes da palestra, declarou: “Os homens podem parar de nos matar, porque nós decidimos que não vamos morrer.”

A ministra também refletiu sobre as diversas formas de discriminação ainda presentes no cotidiano e sintetizou sua mensagem em uma frase que deu o tom do encontro: “O preconceito se passa pelo olhar”, disse.
Realizado por meio do programa Desperte a Liderança que Existe em Você, o evento reafirmou o compromisso do governo do Acre com o fortalecimento da liderança feminina, a promoção da igualdade de gênero e a ampliação dos espaços de participação das mulheres na sociedade.
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Foto: Ingrid Kelly/Secom
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